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ENCONTRO ESTADUAL XIII: Márcio Ballas fala da importância da criatividade na vida pessoal e profissional

Como o processo criativo se desenvolve e qual a relevância dessa capacidade na vida de cada um. Este foi o foco da palestra ministrada pelo ator, diretor e dramaturgo, Márcio Ballas, durante o Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, evento realizado nesta sexta-feira (06/12), no Centro de Eventos da Cooperativa Lar, em Medianeira, no Oeste do Paraná. “A criatividade é uma ferramenta para resolução de problemas. Então, meu objetivo aqui hoje é mostrar a importância do ‘sim’ para as cooperativas e suas equipes. A primeira coisa para ser criativo é mudar nosso mapa mental, dizendo ‘sim” eu sou criativo”, afirmou.

Carreira -  Pioneiro e maior referência de improviso no Brasil, Márcio Ballas viveu em Paris onde estudou na École Internationale de Théâtre Jacques Lecoq. Apresentou-se com os “Palhaços Sem Fronteiras” franceses na África e em campos de refugiados durante a guerra do Kosovo. Foi campeão mundial de improviso no Festival Internacional de Bogotá. No Brasil, foi palhaço em hospital nos “Doutores da Alegria” e apresentador do “É Tudo Improviso”, na TV Band, “Cante se Puder" e “Esse Artista Sou Eu”, no SBT. Diretor artístico da Casa do Humor, está em cartaz com a “Noite de Improviso”, no Comedians Club, em São Paulo.

Criatividade - Com muito humor e interação com o público, Ballas explicou que a criatividade não é algo restrito a uma área de atuação ou a um grupo específico de pessoas. “Todas as pessoas nascem criativas. Isso já vem de fábrica”, frisou. Mas se a criatividade é inata ao ser humano, então, por que, ao longo da vida a pessoa deixa de ser criativa? “Quando crianças, somos extremamente criativos. Mas quando crescemos, adotamos um padrão social que dita formas de comportamento. E assim, deixamos o nosso lado criativo adormecido. Ficam sérios o tempo todo”, comentou.

Exercitando o cérebro - A boa notícia é que a criatividade é treinável, ou seja, quando a pessoa exercita o cérebro, conexões cerebrais se formam e a criatividade se desenvolve. “E como fazemos isso? De várias, seja conversando com pessoas diferentes, estudando, lendo, fazendo roteiros diferentes de casa para o trabalho, entre outras coisas que exercitem o cérebro”, ensinou.

Aceitação - Outro elemento importante no processo criativo, completa o palestrante, é a aceitação. “Temos que entender e aceitar o outro como ele é. Pessoas diferentes são necessárias para um time criativo, porque trazem visões diferentes”, disse. A receita para desenvolver o lado criativo também inclui deixar o julgamento de lado, “ignorando aquela vozinha que fica falando o tempo inteiro na nossa cabeça de que isso não vai dar certo”. “Aceitar é uma atitude inteligente. Não perca tempo reclamando. Use essa energia para criar. Vamos exercitar a criatividade, dizendo ‘sim’ e tirando o ‘não’ da nossa cabeça”, reforçou.

Sem medo de errar - Segundo Ballas o erro também faz parte do processo criativo. “O erro é o resultado não esperado. Queríamos algo, não deu certo, surgiu algo novo. Boa parte das inovações surgiram de coisas que deram errado. Experimentem, errem pra valer e aprendam com os erros”, comentou. Para completar, Ballas falou sobre temas como improviso que, ao contrário do que muitos pensam, não é fazer qualquer coisa, e cocriação. “Improvisar nada mais do que é colocar em prática a nossa capacidade de se adaptar. Temos que estar abertos para isso, porque as coisas estão mudando muito rapidamente. O mundo muda, a concorrência muda, a tecnologia muda”, frisou.

Cocriação - Já a cocriação, completou o palestrante, é algo que aumenta exponencialmente a capacidade produtiva. “Somos mais criativos juntos. Não é à toa, as cooperativas funcionam bem e estão cada vez melhores, porque estão juntas. Num time, num trabalho de equipe de verdade, o grupo tem que saber que todos estão juntos, possuem os mesmos objetivos. Todos têm que entender que a criação é coletiva”, concluiu.

 

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