ENCONTRO ESTADUAL VII: Normativa sobre peste suína clássica garante ciclo de investimentos no Paraná, afirma Ortigara

encontro VII 06 12 2019Na avaliação do secretário Estadual de Agricultura, Norberto Ortigara, a Instrução Normativa n° 63, assinada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, é um indicativo de credibilidade e segurança ao mercado, e vai garantir a continuidade dos projetos agroindustriais da suinocultura paranaense. “É uma medida salutar para o futuro da pecuária, pois existem megainvestimentos em execução, alguns deles realizados por cooperativas, que vão ter seguimento e trarão oportunidade de renda para milhares de produtores, com a transformação de grãos em proteína animal, o que confere maior valor agregado à produção”, afirmou, durante entrevista coletiva no Encontro Estadual de Cooperativistas, nesta sexta-feira (06/12), no Centro de Eventos da Lar, em Medianeira.

Geopolítica - Ortigara qualificou de corajosa a decisão da ministra Tereza Cristina, que retirou o Paraná de bloco que incluía outros 13 estados, e o isolou como área livre de peste suína clássica (PSC). “O Paraná está, desde 1994, livre dessa enfermidade. Mas do ponto de vista geopolítico, estávamos agrupados neste grande bloco. A ocorrência de focos ativos em Alagoas e Maranhão nos trazia preocupação, porque, caso fosse detectado na Bahia ou Sergipe, tiraria nosso status sanitário”, explicou. O Paraná agora passa a ser um bloco isolado livre de PSC. Anteriormente, estava vinculado aos estadosdo Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Distrito Federal e Tocantins.

Oportunidade - Na opinião do secretário, a ocorrência da peste suína africana, que dizimou boa parte do plante de suínos da China, e pressionou a demanda internacional da carne, pode tornar-se uma oportunidade de longo prazo ao Paraná. “Esse movimento no comércio internacional é positivo para os produtores brasileiros e paranaenses. Mas, não pode ser uma situação de voo de galinha. Temos que aproveitar para fincar bandeiras paranaenses na Ásia, mostrar que temos uma agricultura competitiva e estabelecer bases confiáveis de negociação com o governo e com as empresas importadoras chinesas, sustentando a nossa expansão da nossa produção”, finalizou.

 

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to LinkedIn