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PARCERIA: Ciência em prol do cooperativismo

parceria 19 02 2020Quarenta e um grupos de pesquisa de 13 estados brasileiros estão dedicados ao estudo sobre o cooperativismo no país. Eles foram contemplados por uma chamada de fomento científico promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Seleção - A seleção ocorreu em 2018 e os trabalhos começaram a ser desenvolvidos neste ano. Eles contam com um financiamento de R$ 2,7 milhões e devem ser concluídos até 2020. A ideia é que as pesquisas resultem em dados, diagnósticos e propostas que fortaleçam e inovem o cooperativismo.

Eixos - A gerente-geral do Sescoop, Karla Oliveira, conta que a escolha dos projetos priorizou quatro eixos: impactos econômicos e sociais, competitividade e inovação, governança e cenário jurídico. “Os 41 projetos foram selecionados entre 374 proponentes. O número de concorrentes nos surpreendeu. Percebemos que havia uma demanda reprimida de financiamento de estudos nessa área”, destaca Karla.

Diálogo - De acordo com ela, as pesquisas têm como diferencial dialogar com os contextos enfrentados pelo cooperativismo, como as reformas trabalhista e tributária, e as novas áreas de atuação, como as cooperativas de trabalho de serviço em plataforma. “Os recursos podem ser usados para bolsas, banco de dados, desenvolvimento de tecnologias, participação em eventos, oficinas e até mesmo publicações. A ideia é que esse financiamento deixe um legado para os grupos de pesquisa e inspire novos estudos.

Coordenação - Simone Maria Andrade Pereira de Sá, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), coordena um dos projetos contemplados pela chamada Sescoop/CNPQ. Ela e outras três pesquisadoras estudam as cooperativas na área de música.

Cooperativas musicais- O projeto já foi lançado nas redes sociais e recebeu o nome de Empreendedorismo Afinado: as estratégias das cooperativas musicais brasileiras. “Percebemos que esse ambiente contribui para a reconfiguração da indústria da música. A atuação coletiva pode colaborar na reestruturação da cadeia produtiva da música local e no desenvolvimento de cenas locais que possibilitem trabalho e renda”, aponta Simone. “Pretendemos disponibilizar os dados em um mapa on-line para que as próprias cooperativas possam entender esse cenário e compartilhar informações entre si.”

Identificação - A equipe de pesquisa da UFF já identificou cooperativas musicais em São Paulo, Alagoas, na Bahia, no Espírito Santo e em Minas Gerais. Só em São Paulo, são 16 cooperativas. Os recursos da chamada serão usados para a realização de entrevistas e visitas in loco. Um dos desafios é entender o perfil dos participantes e os modelos de gestão usados em cooperativas na área artística que têm a produção cultural como foco.

Desenvolvimento sustentável - Novos cenários também inspiram o estudo realizado sob a coordenação do professor Adebaro Alves dos Reis, do Instituto Federal do Pará. Com o apoio do financiamento do Sescoop/CNPq, o grupo liderado por ele se dedica à pesquisa sobre cooperativismo e desenvolvimento sustentável na Amazônia Paraense.

Dinâmica - O principal objetivo é analisar a dinâmica do cooperativismo agropecuário e sua contribuição para o desenvolvimento sustentável. Os pesquisadores querem compreender as relações existentes entre a cooperação e os impactos sociais, econômicos e ambientais nas comunidades nas quais as cooperativas estão inseridas. Também será realizado um diagnóstico sobre o perfil dos cooperados, os processos de organização, gestão e inovação tecnológica.

Inclusão e sustentabilidade - “Acreditamos que o cooperativismo é instrumento de inclusão e sustentabilidade. Já contribui para a redução das desigualdades no meio rural da Amazônia paraense”, avalia Adebaro. “Essa iniciativa de fomento fortalece o Grupo de Pesquisa em Cooperativismo, Economia Solidária e Desenvolvimento Rural Sustentável da Amazônia, e vai incentivar a formação de recursos humanos especializados na área do cooperativismo e do desenvolvimento sustentável.”

PUCPR - Mensurar os resultados de gestão nas cooperativas é um desafio que o grupo coordenado pelo professor Alex Weymer, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), resolveu enfrentar. O estudo propõe-se a fazer uma análise multinível de indicadores de eficácia de treinamento. Serão usados métodos quantitativos e qualitativos para explicar como os indicadores se relacionam e funcionam de forma integrada.

Contribuição prática - “A contribuição prática que queremos dar é um modelo que possa ser usado pelas cooperativas na hora de decidir suas políticas de gestão”, explica Alex, que integra o Grupo de Pesquisa em Gestão de Pessoas e Comportamento Organizacional do Mestrado Profissional em Gestão de Cooperativas da PUC do Paraná.

Ganhos reais - “Muitas vezes, empresas ou cooperativas investem milhões em treinamento e não sabem se esse investimento realmente se reverteu em ganhos reais para a produção ou venda. Por isso, precisamos analisar indicadores de cooperativas que tiveram os melhores retornos para entender qual é o melhor caminho.” (Revista Saber Cooperar)

 

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