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COVID-19 II: Entidades que integram o G7 realizam videoconferência sobre uma agenda positiva para o setor

Durante duas horas, presidentes das entidades do setor produtivo que integram o G7 no Paraná realizaram, nesta terça-feira (30/04), uma videoconferência com o objetivo de avaliarem os impactos da pandemia do Covid-19, o novo coronavírus, no Estado e o período de quarentena recomendado pelo governo estadual. As lideranças manifestaram sua preocupação com a preservação da vida da população, sendo favoráveis a este período de isolamento social neste momento tão grave no Brasil com a chegada da pandemia.

Atividades - A maioria das empresas representadas pelas entidades do G7 está com suas atividades paralisadas, com exceção das agroindústrias, que continuam trabalhando para manter o abastecimento, como é o caso das cooperativas paranaenses. Outro setor que também ainda está em funcionamento é o de supermercados. Nesta reunião, participaram representantes de outras associações, como a de supermercados, Joanir Zonta, da Apras, e Paulo Beal, do Festval, além de dirigentes de sindicatos de bares e restaurantes.

Reunião virtual - Segundo o coordenador do G7, José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar, “atendendo as recomendações oficiais, para o isolamento social, pela primeira vez realizamos uma reunião virtual com todas as lideranças e que, a meu ver, foi extremamente produtiva pela participação de todos os presidentes e dos convidados. Uma oportunidade de ouvirmos como cada setor está enfrentando este momento difícil”, frisou.

Cooperativas - Ricken fez um relato para o grupo sobre o setor cooperativista. “Nossas agroindústrias estão funcionando normalmente e adotando todos os cuidados recomendados pelas autoridades, mas já começa sentir os efeitos com câmaras frias cheias, animais no campo passando do ponto de abate”, disse. Ele ressaltou também das dificuldades para locomoção no transporte de pessoas e da produção porque as prefeituras adotaram medidas extremas, inclusive fechando acessos aos municípios. “O setor de transporte está operando e as empresas estão conseguido levar os produtos até os Centros de Distribuição (CD’s) e assim abastecer os supermercados e dar continuidade às exportações, levando os produtos até o Porto. O setor de hortifruti não está conseguindo colocar seus produtos, os quais são perecíveis, sugere que as feiras livres voltem a trabalhar normalmente”.

Demandas - Ricken também apresentou às lideranças do G7 algumas demandas que já foram encaminhadas, tanto para o governo estadual como federal: “como a publicação da lei que criou novos mecanismos para o crédito rural. E o que mais nos preocupa é a sansão do MP 987, que contém um artigo que dá tratamento isonômico para as cooperativas em relação às demais empresas quanto ao recolhimento do Funrural. Também nos preocupa o abastecimento futuro porque, embora a safra tenha sido muito boa, os agricultores estão aproveitando a cotação do dólar e vendendo. Porém, é preciso muito dinheiro para reter a produção as cooperativas precisam deste fluxo de caixa neste momento para não vender tudo e poder pagar os cooperados”. Ricken disse que o setor pretende seguir as recomendações do governo e retomar a atividade de forma ordenada, quando foi possível.

Agenda positiva - Ricken disse que a coordenação do grupo irá sistematizar todas as propostas apresentadas num único documento e que será levado ao conhecimento do governo estadual, incialmente. “Estamos pedindo uma agenda, através de videoconferência, com os secretários da Fazenda, Agência de Fomento, Paraná Investimentos e com o BRDE, para apresentar esta agenda positiva em busca de apoio nesse momento de dificuldades”. O vice-governador do Paraná, Darci Piana, que também integra o G7 como presidente da Fecomércio, ficou de acertar esta agenda com os representantes do governo entre terça e quarta-feira desta semana. Uma nova reunião online do grupo ficou agendada para quarta-feira (01/04), em horário a ser definido pelo grupo.

Paraná - O vice-governador Darci Piana comentou que no Paraná, até ontem, eram 160 casos confirmados, 484 em análise e 3 mortes. No setor do comércio, onde ele atua, três milhões de pessoas estão paradas. Piana também comentou sobre atitudes isoladas de prefeitos sem uma coordenação geral o que prejudicou inicialmente a locomoção e atendimento dos serviços essenciais. “Estima-se que o pico da pandemia no Paraná deverá ocorrer no mês de abril e início de maio e, até lá,os equipamentos de saúde precisam estar preparados para receber todos esses novos casos que surgirão. O Paraná tem um bom sistema de saúde, mas, mesmo assim, poderá faltar leitos. As pessoas não estão tendo responsabilidade coletiva – esse vírus é extraordinariamente contagioso, é diferente dos outros vírus, as crianças os jovens acabam contraindo pelo movimento que fazem e acabam trazendo para dentro das nossas casas. O governo precisa de ajuda para formular um plano para se sentir seguro na tomada de decisões. A China fechou 60 dias, nós 10 dias e vamos prorrogar por mais 10 dias para se ter uma clareza melhor do avanço da pandemia. O governo lançou um pacote de apoio aos empresários, já fez o possível porque as finanças do estado não suportam mais do que foi anunciado”, frisou. O vice-governador disse que as propostas colocadas durante a reunião têm uma validade extraordinária. A Ocepar e a Fiep devem encaminhar as propostas para a Fecomércio para serem discutidas em conjunto com as autoridades do governo”, lembrou.

Sobre o G7 Fazem parte do G7, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar) e Associação Comercial do Paraná (ACP).

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