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REUNIÕES INSTITUCIONAIS I: O trabalho de autogestão realizado pela Ocepar dá segurança e tranquilidade para administrar a cooperativa, diz Pitol

“O trabalho de autogestão que a Ocepar realiza, analisando e discutindo os nossos números e indicadores, nos dá segurança e tranquilidade para administrarmos a cooperativa”, afirmou Valter Pitol, presidente da Cooperativa Copacol, com sede em Cafelândia, no Oeste do Paraná, na tarde desta quarta-feira (27/05), ao abrir a 12ª reunião institucional promovida por videoconferência pelo Sistema Ocepar, dentro das atividades do Programa de Autogestão. Até o final do ano, a entidade planeja promover um total de 42 encontros virtuais com as cooperativas do Paraná, utilizando a ferramenta Microsoft Teams.

Apresentação - A reunião desta quarta-feira contou com aproximadamente 20 participantes, entre representantes da Copacol e do Sistema Ocepar, que acompanharam a apresentação da situação econômico-financeira da cooperativa, por meio de indicadores e comparativos com outras cooperativas paranaenses do mesmo ramo e região. Uma das novidades deste ciclo de reuniões institucionais é o estudo que a Gerência de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR (Gecoop) fez sobre os impactos do coronavírus nas atividades do cooperativismo paranaense, que também tem sido utilizado para subsidiar o encaminhamento das demandas do setor pela área técnica do Sistema Ocepar, no sentido de prestar apoio e minimizar as dificuldades enfrentadas pelas cooperativas nesse período de pandemia da Covid-19.

Agradecimento - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que está participando de todos os encontros, falou sobre o trabalho de representação institucional executado pela entidade. “É muito bom poder participar dessas reuniões. Me faz lembrar o ano de 1991, quando nós começamos o Programa de Autogestão. Na época, as cooperativas pediram para que a Ocepar cuidasse da saúde financeira e econômica das cooperativas do Paraná. Eu tive a alegria de estar junto com o João Paulo Koslovski [ex-presidente da Ocepar] desde o início desse trabalho, e que deu origem ao Sescoop. Nenhum estado atua dessa forma. Talvez essa tenha sido a contribuição das cooperativas para a gente chegar no cooperativismo profissional que temos hoje no Paraná”, afirmou.

Momento peculiar - Ricken também ressaltou a peculiaridade do atual cenário. “Estamos vivendo neste momento uma realidade diferente, parece que não é verdade o que estamos passando, mas o aprendizado é enorme. Eu imagino que se a gente quisesse fazer uma reunião da diretoria da Ocepar por videoconferência, não conseguiríamos nunca. E, agora, acho difícil fazer uma presencial. Também fizemos nossa assembleia, a da OCB e será ainda realizada a da CNCoop nessa semana, todas virtualmente. Hoje nós temos tecnologia, que, aliás, já tinha sido desenvolvida, mas que no Brasil usávamos pouco. Então, agora vamos usá-la mesmo pois dá para fazer tudo e até com muito mais produtividade”, sublinhou.

Preocupação - O presidente do Sistema Ocepar disse que existe uma grande preocupação com a saúde financeira das cooperativas. “Temos uma pandemia e uma crise política bastante séria. E, ainda, uma crise econômica muito séria também. Isso não começou agora. Entre os anos de 2015 e 2016 tivemos uma redução real do PIB de mais de 7%. E veio se arrasando desde esse período aí e agora, agravada por essa situação, entendemos que haverá reflexos muito sérios e que vai atingir muitos setores da economia”, disse. “Talvez ainda não tenhamos sentido na pele essa questão mais financeira porque o nosso setor é essencial na produção de alimentos e as cooperativas têm uma contribuição enorme no abastecimento da população. Hoje a sociedade reconhece a importância que a gente tem. Nós vemos manifestações claras, com pessoas preocupadas no sentido de que a gente possa continuar trabalhando porque aí terá comida e a garantia de abastecimento”, acrescentou.

Demanda - De acordo com Ricken, as demandas internacionais por alimento são grandes. “A Ásia vai precisar de muito mais comida e nós estamos prontos para fornecer. Acredito que teremos oportunidades que nem imaginamos pela frente, em todas as áreas. Nesse momento difícil, temos que alimentar as esperanças e nós estamos no lugar certo, na hora certa. Com todas as dificuldades, mas nós temos espaço. Alguns setores estão se despedindo e nós estamos chegando, e chegando firmes”, frisou.

Políticas públicas - Ele destacou ainda a necessidade de analisar as demandas em políticas públicas que estão surgindo neste momento. De acordo com Ricken, o apoio do Sistema OCB tem sido importante nesse sentido. “Eu fiquei os últimos quatro anos como vice-presidente, representando a região Sul na diretoria, e a OCB cresceu, se estruturou. Hoje, ela tem uma equipe de peso muito profissional. Aqui também temos possibilidade de mostrar serviço. É a oportunidade que estamos tendo de mostrar que podemos nos adaptar rapidamente e produzir melhor. Essa é a linha: produzir bem e melhor”, afirmou.

Diretoria - Segundo o presidente da Ocepar, a diretoria da entidade tem atuado de forma bem coesa, com objetivo de defender os interesses do cooperativismo paranaense. “Nossas reuniões têm sido muito objetivas. Na última, tivemos a participação do presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, do secretário estadual do Planejamento, Waldemar Bernardo, e já fizemos um convite para o governador e o vice-governador, Ratinho Junior e Darci Piana, participarem do próximo encontro da diretoria, no dia 23 de junho, e vamos conversar com eles todos juntos pois é uma oportunidade muito boa”.

Banco Central - “Ainda na segunda-feira, nós tivemos, junto com a OCB, em uma reunião com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, por quase duas horas, por videoconferência, fazendo uma apresentação para o cooperativismo do Brasil. Quando imaginaríamos que isso seria possível? É algo que, em condições normais, seria muito difícil de ocorrer. Ontem também participamos de um evento com o governador no Sebrae, por mais de uma hora, junto com o vice-governador, explicando todos os problemas que estão tendo”, complementou Ricken.

Planejamento - Ele afirmou também que a ideia é dar sequência ao planejamento estratégico do cooperativismo paranaense, o PRC100. “Eu acredito que vamos chegar na nossa meta, de R$ 100 bilhões de faturamento neste ano, muito próximo desse valor ou até ultrapassando. No segundo semestre, vamos ver as cooperativas que já têm o planejamento individual e iremos somá-los, projetar e definir uma meta. Então, vamos rever o nosso planejamento. Se há uma diferença entre o nosso cooperativismo é que aqui tem planejamento e nós não vamos deixar isso pra trás. Também fizemos uma reavaliação da demanda de investimentos. Chegamos à conclusão de que houve apenas uma redução de apenas 8% na expectativa das cooperativas e o montante vai somar mais de R$ 3 bilhões, normalmente eram R$ 2 bilhões. Vamos fazer de tudo para que o Plano Safra contemple esses recursos que necessitamos para os investimentos. A demanda é grande, o que significa que temos mais possibilidades de crescer.”

Questões internas - Na avaliação de Ricken, é necessário resolver algumas questões internas entre as cooperativas. “Acho que estamos com um custo muito elevado em alguns pontos. E o compartilhamento de TI está amadurecendo. Vocês, da Copacol, têm uma experiência boa nessa área e está aumentando o interesse de outras cooperativas. Esse é apenas um exemplo pois há outros pontos que podem ser resolvidos em conjunto, como a compra de energia, compartilhamento de estruturas. Nós não conseguimos transferir os custos para ninguém, temos que absorver e, se reduzi-los, teremos um resultado mais adequado e maior. Nós discutimos isso nas pré-assembleias e vamos trabalhar nesse sentido. Tem várias ideias e vamos seguir nessa linha.”

Equilíbrio - Na sequência, Pitol disse que, apesar da pandemia, a Copacol está conseguindo manter as atividades normalmente. “O grande desafio desse ano é o coronavírus. E infelizmente não sabemos quando vai terminar. A situação dos negócios cooperativa é tranquila, normal. Nossa expectativa é em relação ao nosso faturamento, já que as aves são responsáveis por 60% da nossa receita. Em nossa análise, dependendo de quando irá durar essa pandemia, pode ser que, para frente, as coisas apertem um pouco mais. Mas estamos numa situação bem equilibrada, bem seguros, razoavelmente preparados e esperamos que essa situação não demore muito. Na nossa região já houve perda de 20% no milho, por causa da seca e não da chuva. Os preços estão muito bons para o produtor, mas o custo está alto em relação às matérias-primas, então reduz o nosso resultado, mas temos que administrar isso, sem dúvida nenhuma”, afirmou.

Exigências - Ele disse que a Copacol está cumprindo todas as exigências das autoridades sanitárias para preservar a saúde dos colaboradores e que “agora vamos começar a receber a safra de milho e já estamos com os protocolos prontos, para proteger o produtor, o motorista do caminhão, e poder prevenir o máximo possível. Estamos trabalhando de uma maneira bem organizada e, conforme as questões vão aparecendo, nós vamos resolvendo. Está tudo bem administrado, não tivemos nenhum problema e esperamos não ter. Não houve registro de coronavírus em nenhuma das nossas três plantas industriais. Assim, estamos numa situação normal de produção e vendas, e, economicamente, não estamos tendo nenhum reflexo”, disse ainda. “Se analisarmos o cenário antes do coronavírus e agora, durante a pandemia, estamos num quadro bastante equilibrado e tranquilo em todos os sentidos. Temos confiança de que a cooperativa tem condições de passar esse período também.”

Aprimoramento - Ao final da reunião, Pitol afirmou que a cooperativa também está atenta ao que ainda precisa ser aprimorado e agradeceu ao trabalho da equipe do Sistema Ocepar. “A gente está numa situação econômica e financeira boa, mas não dá para dormir de toca. Existem alguns indicadores que precisamos melhorar. Temos um dever de casa e, com certeza, vamos aperfeiçoar. E esse trabalho feito com toda a equipe da Ocepar, discutindo e analisando os dados, nos dá segurança para atuar como empresa e fornece segurança principalmente para quem produz, que é o nosso cooperado. E, se somarmos os 10 mil da Copacol com os quatro mil da Unitá, são 14 mil colaboradores. Imagina a dimensão disso. E estamos contando com apoio da Ocepar. Por isso, queríamos agradecer ao trabalho que toda essa equipe faz, que, repito, nos dá segurança e tranquilidade para desenvolvermos nossas atividades, com os cooperados, os colaboradores, mas, se olharmos melhor, junto a uma sociedade inteira. É muita gente envolvida. Essas informações nos dão condições de desenvolver nossos pontos fracos e mostra onde estamos bem. E a equipe da Ocepar há muito tempo nos dá essa oportunidade, de ter certeza de onde estamos caminhando. O nosso agradecimento a todos por esse trabalho, que tem propiciado às cooperativas atuar de forma equilibrada e com segurança”, finalizou.

Pauta - A reunião institucional com a Copacol teve duração de pouco mais de duas horas e meia. Nesse período, além dos indicadores econômicos e financeiros da cooperativa e da representação institucional do Sistema Ocepar, estiveram em pauta outros temas, como mercado agropecuário, indicadores macroeconômicos, políticas agrícolas, ações estratégicas do cooperativismo para mitigar os efeitos da pandemia e atividades finalísticas do Sescoop/PR. Os assuntos foram tratados com a participação dos superintendentes do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, e da Ocepar, Robson Mafioletti, do gerente de Desenvolvimento Técnico, Flávio Turra, do coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, João Gogola Neto, e da gerente de Desenvolvimento Técnico, Maria Emilia Pereira.

 

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