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REUNIÕES INSTITUCIONAIS II: Faturamento da Frimesa deve crescer em 2020, afirma Vanzella

1reuniao II 28 05 2020“Mesmo diante desta pandemia, a cooperativa está trabalhando dentro da normalidade em todas as atividades. Evidente que tomamos todas as medidas necessárias de segurança para combater o novo coronavírus e, assim, resguardar a segurança de todos nossos funcionários. E mesmo diante deste cenário de dificuldades, o faturamento da Frimesa irá crescer em 2020”, disse Valter Vanzella, presidente da Frimesa, cooperativa central com sede em Medianeira, durante videoconferência da reunião institucional promovida pelo Sistema Ocepar, na manhã desta quinta-feira (28/05).

Cenários - Durante duas horas e meia, com a participação de Vanzella, do diretor-executivo, Elias José Zydek, e de 14 gestores da central, foram apresentadas por técnicos do Sistema Ocepar o cenário econômico e financeiro da cooperativa em comparação com o sistema no Paraná. Para o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que participou do encontro, “agora, de forma virtual, sem precisar se deslocar até Medianeira, podemos realizar uma reunião muito produtiva com todo tempo necessário para discutirmos diversos assuntos com a diretoria e gestores”. Ricken destacou que Valter Vanzella faz parte da diretoria da Ocepar. “É uma liderança proativa e que tem contribuído muito com sugestões, propostas de trabalho para o sistema. Também quero aqui destacar o profissionalismo da gestão da cooperativa, coordenadas pelo diretor-executivo Elias Zydek, que tem sido um parceiro de primeira hora em todas as nossas demandas, temos uma sintonia muito boa com a diretoria da Frimesa e queremos estreitar ainda mais”, disse.

Quarentena - Para o presidente do Sistema Ocepar, a pandemia é um desafio grande e que precisamos ter estratégias muito claras para podermos sair melhor. “Todos nós estamos sendo desafiados neste momento a nos reinventar. Aqui em Curitiba, o regramento do isolamento social foi mais severo que em outras cidades, até por conta do número de pessoas que vivem aqui na capital e região metropolitana. Muitas atividades não essenciais foram fechadas, entre as quais, a nossa sede. Dispensamos nossos funcionários para que cumprissem em casa a quarentena, os quais continuam trabalhando normalmente de forma remota, sem deixar de atender qualquer demanda. Até estamos trabalhando mais do que o normal, antes da pandemia”, lembrou Ricken. O dirigente destacou que está em permanente contato com todos os gestores e esses com seus subordinados. “Hoje, realizamos nossa 67ª reunião do Comitê de Acompanhamento do Covid-19, desde que iniciamos o isolamento social. Todos os gestores também estão realizando reuniões diárias com suas equipes para que nosso planejamento possa ser realizado sem prejuízo para as cooperativas”.

Desafios - O dirigente falou sobre os impactos no setor e quais medidas o sistema cooperativista vem tomando para mitigar os impactos. “Na semana passada, tivemos uma reunião de duas horas com o presidente do Banco Central, ouvindo dele os possíveis cenários pós quarentena. Ele destacou que o país está enfrentando uma fuga de capitais jamais vista e que é preciso criar estratégias para retomar esses investimentos. Um indicativo que teremos dificuldades no repasse de recursos e acesso a crédito neste ano”. Porém, Ricken ressaltou que as cooperativas paranaenses estão numa situação melhor, como o próprio presidente da Frimesa ressaltou. “Estamos num setor que produz alimentos, talvez estejamos numa situação mais tranquila que outros segmentos econômicos. Mas temos que ter o foco que lá na frente teremos uma diminuição da demanda devido à perda de renda dos trabalhadores. Nosso compromisso deve ser sempre no abastecimento de alimentos, manter as gondolas com produtos. Sem esquecer, que além do agro, nossas cooperativas de transportes e do setor de saúde continuam trabalhando intensamente. Isso nos proporciona uma imagem privilegiada perante a sociedade e governo, pois somos considerados como essenciais e que não podemos parar”, disse Ricken. Ele lembrou que também foram realizadas videoconferências com os sete maiores bancos que atuam nas cooperativas mais o BRDE e BNDES, onde “apresentamos o cenário do setor cooperativista, mostrando que mesmo diante da pandemia estamos trabalhando e crescendo e que necessitamos de um olhar diferenciado na disponibilização dos recursos necessários para realizar os investimentos planejados”.

Articulação - Ricken é coordenador do G7, grupo de entidades do setor produtivo que reúne as principais federações do Paraná. Para ele, isso tem sido um facilitador também “para que possamos levar de forma conjunta nossos principais pleitos ao poder executivo do estado. Através do vice-governador, Darci Piana, que é presidente do Sistema Fecomércio, temos acesso direto ao governador Ratinho Júnior, que tem nos convocado para diversas reuniões de trabalho, como aconteceu nesta semana durante mais de uma hora”.

Brasília - “Estamos em permanente contato com o Sistema OCB, que mantém uma articulação muito forte com vários órgãos das instâncias do executivo, legislativo e do judiciário, levando os pleitos do setor. Tivemos muitos avanços importantes neste período de pandemia, com Projetos de Lei, Medidas Provisórias em favor do setor. Mas também temos ainda muitos avanços a conquistar, por isso, precisamos ter cada vez mais uma bancada forte no Congresso através da Frente Parlamentar do Cooperativismo, a Frencoop”, destacou Ricken.

Lições - No encerramento da reunião, o presidente da Frimesa, Valter Vanzela, fez uma avaliação: “quando tudo isso passar, nós vamos ter o discernimento de tirar de tudo isso algo positivo. Estamos passando por um momento desafiador. As pessoas tendem a voltar a mesmice, principalmente naquilo que dá prazer. Agora não precisamos mais correr para pegar avião e estradas para participar de reuniões em outras cidades ou estado, podemos fazer virtualmente, como agora. Provavelmente não vamos manter essa situação, mas precisamos tirar proveito. O hábito que nós tínhamos de ter mais conforto acabou, precisamos reaprender a viver. A epidemia vai fazer que muitas empresas e cooperativas se reinventem. Feliz de quem está passando por este momento e está se preocupando em levar um aprendizado melhor. O que nos preocupa é o comando do país, que num momento como este, estão com uma briga política e isso também afugenta o capital externo. Além dos problemas sanitários temos que conviver com tudo isso que acontece no cenário nacional”, argumentou.

Crescimento - Independente de tudo isso, Vanzella reafirma que a cooperativa permanece crescendo. “Nosso rumo é continuar crescendo em todos os sentidos. Temos muitos desafios para enfrentar na área de carnes, lácteos e de novos projetos. Os números mostram os rumos de crescimento no faturamento. Temos projeto para construir o frigorífico e investir mais nos lácteos. Temos muitos pontos fortes, como estrutura de venda, distribuição, temos uma marca consolidada. Dentro da Frimesa temos consciência para onde vamos. E nosso planejamento ajuda muito”, encerrou.

 

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