Início Sistema Ocepar Comunicação Informe Paraná Cooperativo Últimas Notícias SEMINÁRIO I: Gestão é ciência e não arte, diz professor Nadim Habib, da Nova School

 

 

cabecalho informe

SEMINÁRIO I: Gestão é ciência e não arte, diz professor Nadim Habib, da Nova School

 

Discutir como um modelo de gestão e governança de excelência pode ajudar na construção de uma cultura organizacional vencedora, a partir de práticas focadas nas pessoas, na eficiência e na busca por melhores resultados. Com este objetivo, o Sistema Ocepar promoveu na manhã desta quinta-feira (25/06) o Seminário de Gestão das Cooperativas do Paraná. “Temos como propósito fomentar a adoção de boas práticas, por este motivo, o Programa de Excelência da Gestão implantado pelo Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, é importante e prioritário. A realização deste Seminário marca o início da quarta fase do Programa. Nosso propósito é estimular a reflexão sobre o tema, orientar quanto à adoção de boas práticas e dar visibilidade para as ações que estão trazendo resultados”, afirmou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

 

Tirando proveito da tecnologia - O Seminário de Gestão foi organizado pela Coordenação de Gestão Estratégica do Sistema Ocepar. Participaram diretores de cooperativas, líderes e demais profissionais ligados às atividades de gestão e governança. “Ficamos três horas reunidos e, por volta do meio dia, tínhamos 135 pessoas conectadas. Chegamos a ter 200 participantes online. Se esse evento fosse presencial, certamente, teríamos uma presença menor. Isto mostra que, em meio a dificuldades, também surgem oportunidades. A utilização da tecnologia para reuniões e eventos online, é algo que veio para ficar”, disse Ricken.  “O Sescoop/PR vem se reinventando nessa questão digital para continuar oferecendo às cooperativas instrumentos para que elas possam investir no desenvolvimento das pessoas”, completou o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche.

 

Palestrante internacional - O formato online permitiu a primeira participação de um palestrante internacional em um Seminário de Gestão. O professor Nadim Habib, da Nova School of Business Economics de Lisboa (Portugal), abriu a programação abordando o tema “Um olhar estratégico dos impactos da pandemia e as novas perspectivas para a economia global”.

 

Um novo jeito de trabalhar - Em sua fala, o professor Nadim destacou que “embora a pandemia seja um choque, ela só acelerou um processo de mudança que já vinha acontecendo”. “Agora temos que achar um novo jeito de trabalhar, investir mais no processo produtivo e olhar para a administração da empresa como uma ciência e não uma arte”, afirmou.

 

Adotem práticas que funcionem - De acordo com Nadim, “a crise tem maior impacto nas empresas mais fragilizadas e cria oportunidades para as empresas que sabem o que estão fazendo”. “Os países mais desenvolvidos são os que mais adotam práticas de gestão. Mas não inventam, eles adotam o que já existe, com disciplina. Vocês estão a gerir pessoas, clientes, dinheiro, e existem práticas que funcionam. Parem de inventar e adotem o que funciona”, frisou.

 

Reação à crise - Como os setores econômicos estão reagindo à crise foi o tema tratado pelo decano e professor da Escola da Escola de Negócios da PUC/PR, Bruno Fernandes. “Boa parte das previsões se confirmaram. Quem mais sofreu com essa crise foram as empresas que atuam no final das cadeias produtivas", disse o professor, lembrando que o setor de serviços teve queda média de 11%, sendo que o turismo foi o que mais sofreu, com queda 54,5%.  Na outra ponta, entre os setores que enfrentaram bem crise, o e-commerce apresentou o maior nível crescimento: 122% em transações e 39% em faturamento. “Os negócios que já estavam preparados para o e-commerce se beneficiaram desse movimento de migração que acabou sendo acelerado. A experiência de países que já passaram pela pandemia mostra os hábitos antigos de consumo ainda não se estabilizaram”, contou.

 

Empregos - De acordo com o professor a crise também forçou as empresas a adotarem o trabalho remoto de maneira abrupta, ou seja, sem que houvesse preparo prévio, inclusive de hábitos, rotinas e infraestrutura. “Estudos já mostram que empresas e empregados estão se acostumando e vendo as vantagens no trabalho remoto, entre as quais, menos deslocamentos e uma menor necessidade de espaços físicos.  A tendência no pós-crise é que o trabalho presencial seja retomado, mas não em sua totalidade, abrindo possibilidades para que o empregado possa fazer 1 a 2 dias de home office”, disse. Bruno Fernandes também ressaltou que esta crise está sendo cruel do ponto de vista de eliminação de trabalho. “Segundo pesquisadores, algumas perdas serão permanentes. São empresas que vão mudar a forma de trabalho. A perspectiva é que após a crise, a produtividade seja retomada, mas não por aumento de mão de obra, mas por mudanças de processos”, concluiu.

 

Oportunidades - Na opinião do professor, um ponto positivo é que essa crise foi uma oportunidade de acelerar o processo de transformação digital. “Será que essa mudança, principalmente em relação à tecnologia, não é uma oportunidade de trabalhar a proximidade e o relacionamento com os cooperados, principalmente, com as novas gerações? Também não será uma oportunidade de alavancar a imagem da empresa, apoiando causas sociais e mostrando que o cooperativismo sempre teve um diferencial nesse aspecto?”, questionou.

 

Boas práticas - Na parte final do Seminário de Gestão houve apresentação dos cases de boas práticas da Cocamar e da Sicredi Integração PR/SC. “Há 20 anos temos trabalhado com a profissionalização da gestão, sempre buscando um modelo de gestão transparente que traga resultado tanto para a cooperativa quanto para o cooperado”, disse a gerente executiva de TI e Gestão da Cocamar, Paula Cristina Agulhas Rebelo. “De fato, a pandemia só acelerou mudanças que vinham ocorrendo. O Sicredi já vinha se preparando, atuando na contramão dos bancos, ampliando sua estrutura de atendimento e intensificado a participação do cooperado. O que precisamos agora é aprimorar novos meios para manter contato com o quadro social”, disse Rafael Reis, diretor executivo da Sicredi Integração PR/SC.

 

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to LinkedIn

Últimas Notícias