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SOJA: Metodologia que determina potássio a campo será tema de live na AgroBrasília

A Embrapa Soja irá apresentar relevantes tecnologias para o sistema produtivo da cultura soja, por meio de cinco palestras e uma live, durante a Feira Internacional dos Cerrados – AgroBrasília, que será realizada de 6 a 13 de julho, em formato digital. No dia 10 de julho, às 16h, o pesquisador Adilson de Oliveira Jr, da Embrapa Soja, irá conduzir a live sobre o Fast-K: tecnologia para determinar a concentração de potássio em soja em condições de campo. Faca sua inscrição e receba o link da transmissão. https://www.sympla.com.br/fast-k---determinacao-de-potassio-na-cultura-da-soja-em-campo__897396

Potássio - De acordo com Oliveira Jr, o potássio (K) é o segundo nutriente mais exigido e também o segundo mais exportado pela cultura da soja. Esta alta exportação (cerca de 20 kg/ha de K2O para cada tonelada de grãos) pode levar à redução da disponibilidade de K no solo, caso os produtores não reapliquem quantidades de fertilizantes potássicos compatíveis com as exportadas.

Ferramenta - O Fast-K é uma ferramenta rápida para a avaliação do teor de K nas folhas de soja. O método permite corrigir possíveis deficiências nutricionais com agilidade, sendo uma interessante alternativa de diagnóstico em comparação as atuais análises laboratoriais de rotina, que são mais demoradas. Porém, estas análises continuam sendo importantes para a avaliação dos demais nutrientes. A proposta da tecnologia é melhorar o manejo nutricional da soja, de acordo com o pesquisador. “Ao realizar o teste foliar no campo, a assistência técnica ganha tempo para tomar as decisões mais acertadas em relação à correção da deficiência de potássio ainda na safra em curso, uma vez que o potássio tem influência direta na produtividade”, detalha o pesquisador. Mais informações www.embrapa.br/soja/fast-k.

Como funciona o Fast-K - A primeira etapa do método Fast-K envolve a coleta de cinco a dez folhas de soja. A amostragem deve representar a condição média do talhão, ou ainda, contrastando condições e plantas com e sem sintomas, em áreas com suspeita de deficiência de potássio.

Fase mais indicada - A fase de desenvolvimento mais indicada para a amostragem é a mesma da diagnose nutricional padrão (pleno florescimento/início de formação das vagens: estádio R2/R3). “No entanto, para aumentar o espectro de amostragem, a metodologia foi calibrada também para as fases de formação de vagens (R4) e início de enchimento de grãos (R5.1 a R5.3)”, explica o pesquisador da Embrapa.

Pesadas - Após a coleta, as folhas precisam ser pesadas (1,5 a 2,5 g de folhas recém- amostradas) em balança portátil (precisão de 0,1 g e capacidade máxima de 500g). Posteriormente, serão maceradas com uma pequena quantidade de água para se obter uma massa fresca que será passada por um filtro de papel.

Medidor - A solução líquida obtida será inserida em um aparelho chamado “medidor portátil de íons” (Horiba Laqua twin® ou similar), equipamento capaz de fazer a leitura e determinar a concentração de potássio em amostras líquidas. O detalhamento da metodologia pode ser acessado no hotsite.

Estados nutricionais - O Fast-K pode indicar três estados nutricionais das plantas: 1) deficiência; 2) “fome oculta” (perda de produtividade sem expressar o sintoma de deficiência); e 3) níveis adequados. “A partir do diagnóstico obtido é possível definir as estratégias de manejo nutricional da lavoura, ainda na safra corrente”, afirma Oliveira Júnior.

Interpretação - A interpretação dos resultados da análise é feita comparando-se os teores das amostras obtidas a campo com os valores-padrão calculados pela pesquisa a partir de plantas cultivadas com e sem restrições quanto à disponibilidade de potássio. Assim é possível interpretar o valor determinado como “deficiente ou adequado”.

Adubação - Os especialistas da Embrapa Soja preconizam que a adubação com potássio deve ser bem planejada, visando atender a alta exportação desse nutriente na cultura da soja. A recomendação é que a aplicação seja realizada no sulco de semeadura, desde que a dose aplicada seja inferior a 50 kg/ha de K2O. (Assessoria de Comunicação da Embrapa Soja)

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