INDÚSTRIA: Com abertura parcial da quarentena, atividade do setor aumentou em maio

industria 08 07 2020A atividade industrial brasileira apresentou aumento no mês de maio em 12 dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal Regional, na comparação com abril. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (08/07) pelo IBGE, é “reflexo da volta da produção de algumas unidades após a suspensão das atividades por conta da pandemia da Covid-19 em março e, principalmente, em abril", como explica Bernardo Almeida, analista da pesquisa.

São Paulo - Maior parque industrial do país, São Paulo levantou a média nacional (7%) ao apresentar aumento na atividade industrial em 10,6% em maio. Paraná (24,1%) e Rio Grande do Sul (13,3%) foram os outros dois locais com maiores influências na taxa positiva nacional. “O setor de veículos, muito forte em São Paulo e no Paraná, teve atuação importante neste aumento de maio”, exemplifica Bernardo, que também cita o setor de alimentos e o de derivados do petróleo como influenciadores desse índice.

Aumentos fortes - Além do Paraná, Pernambuco (20,5%) e Amazonas (17,3%) foram os locais que apresentaram os aumentos mais fortes. Os dois primeiros voltaram a crescer após resultados negativos em março e abril, período em que acumularam recuos de 31,8% e 25,4%, respectivamente. Já o Amazonas interrompe três meses de taxas negativas consecutivas, com queda acumulada de 53,4%.

Mais - Além destes locais, a Região Nordeste (12,7%) e a Bahia (7,6%) tiveram resultados maiores que média nacional. Minas Gerais (6,3%), Santa Catarina (5,4%), Rio de Janeiro (5,2%), Mato Grosso (4,4%) e Goiás (3%) completam a lista de locais com aumento da atividade industrial no mês de maio. Apenas três locais apresentaram recuo, sendo o Espírito Santo (-7,8%) com a queda mais elevada, resultando no terceiro mês seguido de recuo para o estado, com perda acumulada de 30,9% neste período. Os outros dois foram Ceará e Pará, ambos com queda de 0,8%.

Aumento ainda não recupera o patamar - Apesar do crescimento na passagem de abril para maio, Bernardo esclarece que o índice ainda está aquém do patamar, como se observa na comparação com o mesmo mês do ano anterior. “Em São Paulo, mesmo com a taxa positiva perante abril, maio apresentou o segundo pior patamar da indústria na série histórica, perdendo exatamente para o mês anterior, abril de 2020", aponta. O início da série histórica da pesquisa foi em janeiro de 2002.

Comparação - Na comparação com maio de 2019, houve queda em 14 dos 15 locais pesquisados. Além do chamado efeito-calendário negativo - maio de 2020 teve 20 dias úteis, dois a menos que maio do ano anterior – a diminuição do ritmo da produção por conta dos efeitos do isolamento social em função da pandemia afetou o processo produtivo de várias unidades industriais no país. São Paulo teve redução de 18,1%, a quarta taxa negativa seguida nesta comparação. Ceará (-50,8%) e Amazonas (-47,3%) apresentaram os recuos mais intensos.

Acumulado do ano - No acumulado de 2020 (janeiro-maio), cujo resultado nacional foi queda de 11,2%, 13 dos 15 locais catalogados apresentaram redução das atividades, com destaque para o Ceará (-21,8%), Amazonas (-20,7%) e Espírito (-18,5%). Apenas o Rio de Janeiro (2,8%) e o Pará (0,9%) mostraram aumentos neste índice.

12 últimos meses - Já no acumulado dos últimos 12 meses (perda nacional de 5,4%), 12 dos 15 locais pesquisados assinalaram taxas negativas em maio de 2020. Todos, entretanto, tiveram perda de ritmo frente aos índices registrados em abril. Ceará (de -3,1% para -7,9%), Amazonas (de 0,5% para -3,8%), Santa Catarina (de-2,6% para -6,6%), Rio Grande do Sul (de -3,7% para -7,7%), Paraná (de 1,7% para -2,0%), São Paulo (de -2,5% para -5,6%), Bahia (de -2,5% para -5,1%), Região Nordeste (de -3,5% para -5,9%), Pernambuco (de -2,5% para -4,5%) e Rio de Janeiro (de 5,1% para 3,9%) mostraram as principais perdas neste comparativo. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Camila Domingues/Palácio Piratini

 

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to LinkedIn