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FÓRUM DOS PRESIDENTES II: É uma meta ambiciosa, mas tenho certeza de que será atingida, diz governador

A meta das cooperativas do Paraná de atingir R$ 200 bilhões de faturamento, anunciada na tarde desta terça-feira (28/07), durante o 1º Fórum Digital dos Presidentes das Cooperativas, foi elogiada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Já era ambicioso quando se falava em R$ 100 bilhões e agora se fala de R$ 200 bilhões. Mas temos certeza de que isso vai ser atingido”, afirmou.

PRC 200 - A proposta de alcançar R$ 200 bilhões em faturamento nos próximos anos foi feita pelo Sistema Ocepar, entidade que representa as 215 cooperativas que atuam no estado, nos ramos agropecuário, crédito, saúde, consumo, transporte, infraestrutura e bens, produtos e serviços. “Se tem algo que diferencia o cooperativismo do Paraná é o fato de que aqui temos tradição em planejamento estratégico do sistema, ou seja, um planejamento único, construído com base no conjunto e com visão macro. Este ano atingiremos a meta do PRC100, lançado em 2015, e no qual propomos dobrar o faturamento, passando de R$ 50 bilhões para R$ 100 bilhões. E, agora, o Sistema Ocepar propõe um novo desafio. Sabemos que não é a curto prazo, mas temos uma visão otimista de que isso é possível”, disse o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Aprovação - A proposta do PRC200 foi aprovada por unanimidade pelos presidentes das cooperativas paranaenses que participaram do Fórum. O novo planejamento estratégico do cooperativismo paranaense será formatado pela equipe técnica do Sistema Ocepar. O lançamento oficial acontecerá em abril de 2021, na Assembleia Geral do Sistema Ocepar, quando a organização completará 50 anos. “Parabenizo e agradeço às cooperativas porque, mesmo numa uma época difícil, anunciam uma meta grandiosa como essa. E tenham certeza de que o Governo do Estado apoiará as cooperativas no que for preciso. O Paraná tem um Banco de Projetos e alguns já estão sendo colocados em prática, somente com decisões administrativas”, disse Ratinho Junior.

Central logística - Segundo o governador, uma das estratégicas é transformar o Paraná na principal central logística da América do Sul. “Temos investimentos em todos os modais. Vamos modernizar a malha rodoviária, estender a malha ferroviária, aumentar a capacidade de movimentação de cargas no Porto de Paranaguá, modernizar e ampliar aeroportos”, afirmou. Ele citou como exemplo o processo de licitações que abrange, num mesmo pacote, trechos de rodovias federais e estaduais; a contratação do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da nova ferrovia Maracaju (MS) até Paranaguá, além de um ramal multimodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu.

Aeroportos e porto - Em relação aos aeroportos, Ratinho Junior comentou sobre a concessão de quatro aeroportos (São José dos Pinhais, Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu) para a iniciativa privada e as melhorias no terminal de Cascavel e nas pistas de Foz do Iguaçu e Maringá para receber mais voos internacionais, no primeiro caso, e voos de carga, no segundo. Na questão portuária, o governador ainda citou os projetos para o Porto de Paranaguá: a ampliação da capacidade do Corredor de Exportação, projetada para começar ainda neste ano; a revitalização da moega para descarga dos trens, cujo projeto executivo está sendo feito pela Rumo; e a manutenção das obras de calado para favorecer o acesso de navios maiores.

Descomplica Rural - Ele também falou de outros projetos que beneficiam o agronegócio, como o Descomplica Rural, que desburocratiza os pedidos de licença ambiental, e o Paraná Trifásico, que irá levar 25 mil quilômetros de cabos de energia para o meio rural. “Este é o maior legado do atual governo para o setor agrícola. As novas redes trarão aumento de produtividade. Vai transformar as cadeias produtivas do leite, da avicultura, piscicultura e suinocultura e, acima de tudo, vai levar energia de qualidade para o Paraná crescer em bom ritmo nos próximos 30 anos”, acrescentou. “A linha monofásica impedia saltos maiores, ampliações ou novas instalações porque a rede não suportava as tecnologias. O novo sistema elimina essa dificuldade”, frisou. O Paraná Trifásico envolve investimentos de R$ 2,1 bilhões e será concluído apenas em 2025.

Escola 4.0 - Ratinho Junior finalizou destacando o projeto da Escola Agrícola 4.0, anunciado esta semana, e que prevê a instalação de um Colégio Agrícola em Curitiba. “Vamos dar um novo uso para a Granja Canguiri, ex-residência oficial dos governadores do Paraná, e também para o Parque Castelo Branco. Queremos ter um colégio agrícola que seja um campo tecnológico, reunindo entidades de pesquisa, startups e cooperativas. Vamos criar uma nova geração de jovens antenados como o que está acontecendo no agronegócio no mundo”, disse. De acordo com o projeto, o novo colégio agrícola terá disciplinas relacionadas à inovação e ao uso de tecnologias aplicadas à agricultura. “Queremos unir a repaginação da infraestrutura com conhecimento. As novas gerações de jovens estão antenados ao que há de mais moderno no agronegócio, uso de drones, inteligência artificial, novos mapas. Queremos consolidar o Paraná cada vez mais como grande produtor de alimentos porque é um mercado com potencial global”, concluiu.

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