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FÓRUM DOS PRESIDENTES III: A retomada virá, mas será lenta

 

forum mendonca 29 07 2020Cenários e perspectivas econômicas para o Brasil e o mundo no pós-pandemia foi o tema da palestra ministrada, na tarde desta terça-feira (28/07), no 1º Fórum Digital dos Presidentes, pelo diretor da Consultoria MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros. Promovido pelo Sistema Ocepar, por meio da plataforma Microsoft Teams, o evento reuniu 180 líderes cooperativistas.  “A retomada da economia começa no segundo semestre deste ano, inclusive no Brasil, mas será lenta. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta crescimento no ano que vem, mas com uma característica: em nenhum lugar do mundo o crescimento vai compensar a queda deste ano. A única exceção é a China”, disse. 

 

Parada súbita - Mendonça de Barros disse que a parada súbita na economia provocou a maior recessão da história moderna. Segundo ele, a redução no consumo de energia é um bom indicador interno do que aconteceu. “Em março, em três semanas, o consumo caiu 20%. E a redução continua, mas é menor, confirmando que a recuperação já está em curso, porém, num ritmo bastante lento”, disse.

 

Rápida propagação - Na sua avaliação, uma das razões para o tamanho da crise atual é a própria natureza do novo coronavírus. “Ele viaja de avião, vai de um lugar a outro com muita rapidez. E a tendência é de que permaneça bastante tempo entre nós. Nos Estados Unidos, por exemplo, a expectativa é que o pico da pandemia ocorra somente em setembro”, disse.

 

Setores - Segundo ele, por mais que os governos acenem com medidas emergenciais, o fato é que muita gente vai quebrar, principalmente na cadeia da hospitalidade. “O risco maior é entre os pequenos negócios, restaurantes, hotéis, bares, entre outros, que não tenham fôlego financeiro para atravessar essa crise”, afirmou.

 

Agronegócio - Para o economista, o Brasil deve sofrer este ano uma redução de mais de 6% no PIB (Produto Interno Bruto). “A queda só não será maior porque alguns setores, entre os quais o agronegócio, estão sustentando e até alavancando os negócios. A agricultura do Brasil é a mais competitiva do mundo, mesmo sem subsídios. Isto se deve a méritos próprios.”

Cenário internacional - Em relação ao mercado de commodities, Mendonça de Barros disse que o resultado é diferenciado, varia de lugar para lugar. “O que se projeta é a manutenção dos preços agrícolas, uma recuperação mais forte dos metais, questão muito associada à China, e uma fraca recuperação do petróleo, setor que mais sentiu o impacto no consumo e que vai demorar mais para voltar ao normal”, comentou. De todos os setores, a alimentação é que se mantém melhor no cenário atual, porque é a única coisa comum no mundo inteiro na cesta de necessidades básicas das famílias.

Entrevista completa - Quer saber mais sobre o que o economista Mendonça de Barros pensa a respeito da retomada da economia? Confira a entrevista que ele concedeu à reportagem da Revista Paraná Cooperativo. Clique aqui 

Clique aqui para conferir a apresentação de Mendonça de Barros 

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