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COOPERJOVEM: Castrolanda realiza evento virtual para 400 professores

 

Cerca de 400 professores de escolas municipais de Castro e Piraí do Sul, na região paranaense dos Campos Gerais, participaram de uma videoconferência promovida pela Cooperativa Castrolanda, com foco no Programa Cooperjovem. Durante quase duas horas, os educadores acompanharam manifestações dos presidentes, Willem Bouwman e José Roberto Ricken, da Castrolanda e do Sistema Ocepar, respectivamente, e da secretária municipal de Educação de Castro, Rejane de Paula Nocera. E ainda tiveram a oportunidade de ouvir uma palestra do educador e professor Marcos Meier. O encontro foi mediado pelo coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Humberto Bridi.

 

Transformação - A tônica principal da fala dos dirigentes foi de utilizar a filosófica cooperativista para transformar a sociedade. “Temos em nossas mãos uma ferramenta de extrema importância para o desenvolvimento do Brasil. E contamos com todos os professores para educar as futuras gerações com foco no cooperativismo, como uma forma alternativa de desenvolvimento econômico e social”, lembrou Bouwman.

 

Filosofia de vida - Nesta mesma linha, Ricken fez um relato de toda sua trajetória, desde o dia em que foi matriculado num colégio agrícola, em Guarapuava, onde, pela primeira vez, teve contato com a filosofia cooperativista. “Um dos professores trouxe para sala de aula uma apostila editada pelo Inda (Incra), em parceria com a Acarpa (Emater), Ocepar e Assocep, e que tinha por objetivo disseminar os principais conceitos do cooperativismo junto aos estudantes de colégios agrícolas. Formar nova lideranças. Foi ali que tive o primeiro contato com a cooperação e gostamos tanto que fundamos uma cooperativa na escola”, disse. “Depois, passei em agronomia na UFPR, onde havia um módulo de cooperativismo. Formado, fui trabalhar numa cooperativa agropecuária e, depois, entrei na Organização das Cooperativas Brasileiras e, mais tarde, vim para Ocepar. Quero, com este meu depoimento, não falar da minha vida, mas mostrar para as senhoras e senhores educadores o quanto vocês são importantes na formação dessas crianças. Quais caminhos elas terão na vida. Ensinar a cooperar é muito mais do que ser cooperativista. É mostrar para essas crianças que, através da filosofia, elas poderão ser excelentes profissionais, seja numa cooperativa ou não, e estarão mais preparadas para a vida”, frisou Ricken.

 

Quinta geração - O dirigente fez questão de lembrar aos professores que eles estão trabalhando com a quinta geração de cooperativistas no Paraná. “A missão do programa é preparar as crianças hoje para que sejam os adultos melhores amanhã. Vocês estão trabalhando com a quinta geração de cooperativistas no Brasil. Aí na região os imigrantes construíram um cooperativismo forte, esta ideia, trazida por eles da Europa, foi disseminada em todo o Paraná. A primeira geração criou as cooperativas, a segunda as colocou para funcionar, a terceira fez elas crescerem e a quarta as aperfeiçoou. A missão da quinta é dar continuidade, através dos desafios dos novos tempos”, lembrou o presidente do Sistema Ocepar.

 

Representatividade - “A Castrolanda é uma cooperativa fundamental para o desenvolvimento de toda a região onde ela está presente. Semelhante a ela, temos 221 cooperativas que irão movimentar neste ano de 2020, mesmo com esta pandemia, mais de 100 bilhões de reais e com mais de 2 milhões de pessoas integradas. Sessenta por cento de tudo que é produzido na agropecuária paranaense, passa por nossas cooperativas. Não dá para imaginar fazer uma safra sem nossas cooperativas”, frisou.

 

Duas décadas - Ricken lembrou que o Cooperjovem tem 20 anos. “Iniciamos em 2000 e hoje estamos reformulando o programa, para que seja mais efetivo e atinja um maior número de crianças em todo o Estado. O Cooperjovem tem como berço dois princípios do cooperativismo: o quinto, que é Educação, Informação e Formação, e o sétimo, Interesse pela Comunidade. A nossa missão é disseminar a cultura da cooperação, muito mais nobre cooperar do que competir. Se todos soubessem que o melhor caminho é cooperando não seguiriam outros caminhos. Até posso ir mais rápido sozinho, mas juntos, vamos muito mais longe”, finalizou o dirigente.

 

Novos tempos - Já o palestrante Marcos Meier abordou com os professores sobre os desafios dos educadores nesses novos tempos de aulas on-line. Falou das diferenças que existiam no passado no processo educativo, como é hoje e como será daqui para frente. “No nosso tempo de escola, a mentalidade era fazer o aluno memorizar e copiar. Mas eu me pergunto, se todos eles tinham livros nas mãos, por que memorizar então? Depois entrou a internet. O que estava na memória não precisa mais, afinal, tudo está nos livros e na internet. Basta ir ao Google”.

 

Novo discurso - Meier afirma que os educadores mudaram. “A gente mudou nosso discurso, agora é importante construir o conhecimento. De nada adianta ter a informação se não temos o conhecimento. As escolas pararam de colocar tudo no quadro para o aluno copiar. A escola mudou...(risos) sei que muita gente ainda faz isso”. Segundo ele, “para construir conhecimento, o aluno precisa interagir, fazer perguntas, questionar. E nada melhor do que fazer isso através de debates em sala de aula. O aluno já tem agora o conhecimento, pode assistir aula no Youtube e outras plataformas”.

 

Questionar - “O conhecimento passou a ser acessível. A escola precisa dar um novo passo. Se esta informação está disponível, conhecimento e as informações estão acessíveis, agora a nossa missão é pegar o aluno a incentivá-lo a continuar fazendo isso, mas dentro das escolas na relação com os professores e demais colegas, aprofundar, interligar conceitos, sempre no ambiente escolar. Precisamos incentivá-los a criar textos contrários e a favor sobre aquilo que estamos discutindo, para poder colocar o conhecimento em prática. Se eu consigo colocar meu conhecimento em prática isso se chama inteligência. E a última pontinha da pirâmide é a sabedoria. Se utilizo esta inteligência para fazer o bem comum para sociedade com ética, isso é sabedoria. Os alunos precisam da aprendizagem significativa”, lembrou Meier.

 

Cooperando - E ele completou: “a melhor forma de fazer isso é cooperando. As cooperativas estão auxiliando nesta formação de pessoas que são fundamentais para a estruturar melhor nosso país, mais ético e democrático”.

 

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