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COCAMAR II: Produtores avançam em agricultura de precisão

 

A histórica geada negra de 1975, que destruiu os cafezais, foi o fim da linha para muitos produtores paranaenses que, da noite para o dia, se viram sem perspectivas de permanecer no campo. Para outros tantos, porém, a intempérie representou o inverso: o despertar de um novo tempo. Foi o que aconteceu com a família Perrucci, de Cambé (PR). Sem o café, eles seguiram a tendência de converter as terras para as culturas mecanizadas de grãos. 

 

Aprender tudo - O início foi um grande desafio: a tecnologia e os maquinários eram incipientes, mas isso não desanimou o pessoal que, para lidar com a lavoura, teve que aprender praticamente tudo.  

 

Soja e milho - Quarenta e cinco anos depois, a cafeicultura é apenas uma lembrança para a família, que prospera com a moderna produção de soja e milho. Detalhe: os Perrucci não abrem mão de trabalhar com as mais recentes tecnologias e estão avançando em agricultura de precisão. E quando se fala em máquinas, a preferência deles é pela marca John Deere: são 3 tratores, 2 plantadeiras e 2 colheitadeiras – a última delas adquirida em meados deste ano.  

 

Terras próprias e arrendadas - Os dois irmãos, Antonio e Walmir, mais o primo José Donizete, são apoiados pelos jovens Luiz Felipe e Fernando, filhos respectivamente do primeiro e do terceiro. Juntos eles cultivam 672,7 hectares, dos quais 266,2 em sistema de arrendamento. 

 

Comodidade - Antonio se recorda que as primeiras máquinas eram SLC – que precedeu a John Deere no país. “Naquele tempo as cabines eram abertas, não tinha conforto”, conta, mostrando que hoje eles trabalham comodamente em cabine climatizada, repleta de recursos sofisticados. Se a colheitadeira mais antiga, uma STS 9650, ano 2009, já era a queridinha da família pelo bom desempenho, a nova, uma 5760 tirada neste ano de 2020, permite a elaboração de detalhados mapas de produtividade. 

 

Corrigir as manchas - O investimento vale a pena, afirma Antonio. “Estamos começando agora em agricultura de precisão e vamos poder corrigir as manchas do solo”, explica o produtor, lembrando que pelo sistema anterior, o equipamento era regulado para fazer o mesmo padrão de aplicação de fertilizante em todo o talhão. Agora, isto será feito mancha por mancha, aplicando os fertilizantes de acordo com as reais necessidades. 

 

Facilidade - “É tudo ainda muito novo pra nós”, comenta Fernando, a respeito da agricultura de precisão. Segundo ele, está sendo possível medir de uma maneira melhor as zonas de produção, de acordo com as variações de produtividade da lavoura. Antigamente, lembra, tudo era tratado como se fosse um talhão único. “A operação é muito fácil, o monitor conversa o tempo todo com você. Estamos dando um grande passo em modernidade.”

 

Ferramenta - Elizeu Santos, gerente corporativo de Agricultura de Precisão da concessionária Cocamar John Deere, explica que nesse processo de investigar a variabilidade do solo, o mapa de produtividade é a ferramenta mais apurada e precisa. 

 

Sensores - Santos detalha que as máquinas constroem os mapas de produtividade utilizando vários sensores. Um deles mede o volume de massa, um outro o teor de umidade e, o terceiro, as impurezas. Até então, para obter uma avaliação mais completa, o operador tinha que registrar na máquina o peso do grão, mas geralmente não fazia isso. 

 

Faz tudo sozinha - A colheitadeira recentemente adquirida pelos Perrucci possui um quarto sensor, de peso, tirando do operador a obrigação de informar o equipamento toda vez que o mesmo muda de talhão e de variedade. “A máquina faz tudo sozinha. Ela gera um mapa com muito mais precisão, lembrando que nesse processo de entender as manchas e a variabilidade do talhão, essa informação é vital”, diz Santos.  

 

Parâmetros - Ele observa ainda que a principal informação trazida pela nova máquina é o conhecimento mais minucioso do talhão, pois há uma série de outros parâmetros que vão ajudar a investigar o mesmo. “Tudo fecha no mapa de produtividade construído com base no sensor mais real, que é a raiz da planta. A planta revela através do mapa onde há problema e também onde há uma boa produtividade.” Segundo Santos, ao contar com um calibrador de peso, a máquina vai dar a certeza de que o mapa reflete a variabilidade, o retrato do talhão na sua totalidade. 

 

Segurança - Assim, ao ter em mãos uma radiografia exata do que está acontecendo na lavoura, o produtor se sente mais seguro, principalmente o que está começando ou praticando a forma de gestão através da agricultura de precisão. “Ele tem muito mais visão do que está acontecendo ali. E vai economizar, porque o princípio da agricultura de precisão é o insumo certo no lugar certo. Alguns lugares vai colocar mais, em outros, menos”, finaliza. (Assessoria Cocamar) 

 

 

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