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COCAMAR I: Jovem precisa ter atitude para ser protagonista

 

“O jovem cooperado tem a oportunidade de contar com a estrutura disponibilizada pela Cocamar. O cooperativismo é uma importante ferramenta, uma grande família”, comentou César Farias, um dos convidados da 10ª jornada do Ciclo de Debates Cocamar, promovido da noite de quinta-feira (10/09) pela cooperativa, que teve como tema Desafios do Jovem Gestor no Agronegócio. 

 

Convidados - Com a mediação do gerente de Cooperativismo, João Sadao, o evento reuniu, além de César e sua irmã Saile – sócios em uma empresa de fertilizantes organominerais no interior de São Paulo e também parceiros no perfil Jovens do Agro – o cooperado Igor Uehara, 27 anos, de Cianorte.  Os três são engenheiros agrônomos. 

 

Fazer um legado - “A nossa vida é persistência, tem que trabalhar muito. Os problemas que enfrentamos nos trazem maturidade. Ouvir nossos pais, pensar sempre no legado da família, eles construíram o patrimônio, os pais não são passado e sim presente”, enfatizou César. Sua fala foi completada por Saile, em afirmação dirigida a herdeiros, sucessores e estudantes: “Se a gente não agir, as coisas não acontecem. Do céu só cai a chuva, sejam protagonistas da vida de vocês, procurem ser líderes, empreendam dentro da propriedade, inovem, deixem o seu legado também. Precisa de atitude, pois sonhar grande ou sonhar pequeno dá o mesmo trabalho, o trabalho tudo vence e o mundo é de quem faz”. 

 

Incentivo - “Eu tenho uma família bem estruturada, um pai que incentiva, tudo o que eu tenho eu devo aos meus pais, à minha família. A minha história é comum, igual a de muitos outros sucessores que trabalham em família”, disse Igor, lembrando que desde pequeno acompanhava o pai em suas atividades. “Quando chegou a época da faculdade, aos 17 anos, eu escolhi o curso de agronomia. Ao me formar, comecei a trabalhar com meu pai na fazenda e, ao longo desses cinco anos, tenho me encontrado cada vez mais, tornando esse trabalho cada vez mais prezeroso. Espero que essa trajetória da minha vida permaneça por muito tempo. A gente tem muitas pedras pelo caminho, dúvidas, mas vai aprendendo e superando.” 

 

Cara e coragem - Saile contou que ela e o irmão herdaram o amor pelo mundo agro. O pai possuiu propriedade durante muito tempo, produzindo algodão e batata doce, mas não obteve sucesso. “A gente precisou empreender muito cedo, com a cara e a coragem mesmo, até conseguir fazer agronomia, estudamos na mesma sala e nos formamos em 2012, sempre tivemos esse perfil de empreender.”

 

Diferença - Igor discorreu sobre a diferença que vê entre sucessor e herdeiro. “Se o pai vem a faltar, ou perde a capacidade de gerir a fazenda, o herdeiro recebe no colo a empresa rural e se vê diante da decisão de continuar ou não. Já o sucessor é aquele que acompanha ao longo dos anos a trajetória da propriedade, então não chega da noite para o dia”. 

 

O patrimônio em risco - No seu caso, Igor faz gestão compartilhada da propriedade com o pai. Há cinco anos que trabalham juntos. “Uma empresa rural tem suas complexidades, há uma série de fatores específicos.” Se o herdeiro não estiver preparado para assumir, a fazenda começará a se degradar, vai passar por um arrendamento ou até ser vendida. Já o sucessor, se ele estiver acompanhando a propriedade ao longo do tempo, e sabe como funciona, conhece os funcionários e as estratégias, a passagem do bastão será menos tumultuada. 

 

Buscar espaço - Saile comentou que se o filho não encontrar seu espaço no negócio da família, o caminho é buscar um diálogo, começar com uma área pequena, tentar ser inovador; “Quando o resultado aparecem, as coisas fluem com naturalidade”.  

 

Não é fácil - Igor expôs que quando vai falar sobre sucessão para outras pessoas do agro, nem sempre é uma tarefa fácil. E quando se trata da própria família, se torna algo pessoal. “Se o jovem se define como produtor e quer continuar o legado da família, o maior desafio é achar o seu espaço, conquistar autoridade para ser ouvido pelo pai e começar a executar o trabalho.” 

 

Alinhar - O jovem cooperado de Cianorte observa:  não é porque se formou ou fez doutorado, mestrado, que vai ter espaço. “O sucessor precisa ter uma conversa com o pai, para alinhamento. É sempre uma conversa difícil. Precisa alinhar as coisas que gostaria de fazer ou que o pai espera dele. A maioria dos jovens entra desalinhada na propriedade e com isso não é ouvido, não se posiciona, não tem autoridade para dar continuidade ou aprimorar as coisas da propriedade.”  (Assessoria Cocamar)

 

 

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