Início Sistema Ocepar Comunicação Informe Paraná Cooperativo Últimas Notícias FÓRUM DE MERCADO I: Evento discute as tendências do agro para safra 2020/21

 

 

cabecalho informe

FÓRUM DE MERCADO I: Evento discute as tendências do agro para safra 2020/21

No momento em que o produtor está com um olho no céu e outro na terra, à espera do momento certo para semear soja e milho, os Sistemas Ocepar e Faep, juntamente com as secretarias estaduais da Agricultura e Abastecimento (Seab) e de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest), promoveram, na tarde desta terça-feira (30/09), o Fórum de Mercado - Tendências do Agro para a Safra 2020/21. Cerca de 250 pessoas acompanharam o evento realizado virtualmente, das 14h às 16h30. Com a mediação do jornalista e coordenador de Comunicação Social do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Filho, o Fórum foi transmitido ao vivo pelo canal TV Paraná Cooperativo, e hoje já contabiliza quase 800 visualizações. Para quem não assistiu, basta acessar o canal no Youtube e conferir o Fórum de Mercado na íntegra.

Mercado internacional - “O produtor precisa ter a melhor informação de tudo aquilo que envolve o seu trabalho”, destacou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, ao abrir o evento. Para cumprir com esse propósito, participaram do Fórum o especialista em mercado agrícola André Pessôa, e o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Luiz Renato Lazinski.

Continuidade - O dirigente anunciou ainda a continuidade da parceria entre o Sistema Ocepar, Faep, Seab e Sedest na promoção de outros eventos com a mesma finalidade. “Pretendemos realizar mais dois na sequência, um em meados de outubro, com a presença do professor da USP (Universidade de São Paulo), Marcos Fava Neves, e de adidos agrícolas brasileiros que atuam em embaixadas na Europa, Estados Unidos e parte do Oriente Médio, e outro em novembro, com a participação do Marcos Sawaya Jank, especialista em questões globais do agronegócio, e de adidos agrícolas do Brasil na China, Coreia e da Ásia”, contou. “O objetivo no evento de hoje é fazer uma análise interna e de perspectivas. Depois, vamos direcionar o olhar para o mercado internacional”, completou

Riscos - Ricken lembrou que o momento é inusitado, tanto por conta da pandemia do novo coronavírus, quanto pelo clima, que castiga o setor produtivo com uma das maiores estiagens da história do Paraná. “O cenário é favorável, do ponto de vista de preços, mas os riscos financeiros, de mercado e de clima permanecem. Temos que nos preparar e buscar informações para fazer um bom planejamento”, disse.

Margens - Segundo o dirigente, com base no o acompanhamento econômico-financeiro do cooperativismo, “sabemos que as margens líquidas de quem trabalha no setor não são grandes”. Nos últimos 10 anos, a média de rentabilidade líquida das empresas que atuam no apoio à comercialização foi de 2%. Já nas agroindústrias, que agregam valor e comercializam a produção no mercado internacional, a rentabilidade líquida chega 4%. “Não há margem para tributar o produtor, para onerar as empresas e as cooperativas que atuam nessa área. Então, toda prudência é necessária, e o planejamento é fundamental. Com a melhor informação, é possível inovar e fazer uma boa gestão dos riscos”, afirmou.

A missão do agricultor - O presidente da Faep, Ágide Meneguette, também reforçou que os dois temas tratados no Fórum de Mercado, o primeiro realizado em parceria com o Sistema Ocepar e as secretarias de Meio Ambiente e de Agricultura, são fundamentais para o agronegócio. “Os produtores do Paraná já conhecem sua missão. Faça chuva ou sol, estão todos os dias no campo, garantindo recordes de produção e produtividade”, afirmou o dirigente, lembrando que na última safra o estado colheu mais de 40 milhões de toneladas de grãos. “Isto garante a segurança alimentar do país, ou seja, que não falte comida na mesa do cidadão. E nisso temos excelência”, frisou.

Estiagem - Porém, completou o dirigente, nem sempre é fácil para o agricultor cumprir a sua missão. “Esta é a pior estiagem da história recente do Paraná, com níveis de chuva abaixo dos 80% das médias históricas. E ainda assim, o produtor precisa seguir em frente, por isso é fundamental que antes de começar o plantio da próxima safra, tenha em mãos informações que o ajudem a saber qual período deve começar a chover, e em que volume, para que possa tomar as melhores decisões”, afirmou.

Boas práticas - O dirigente ressalta, no entanto, que o produtor não deve se preocupar apenas com o clima, mas também olhar para as boas práticas que o produtor pode adotar de forma preventiva para amenizar os efeitos da falta de chuva. “Esta é uma preocupação nossa, tanto que nos últimos anos, o Senar/PR investiu R$ 12 milhões em uma parceria com o Governo do Paraná para manter e ampliar as pesquisas desenvolvidas pelas universidades do estado relacionadas a otimização e manutenção da qualidade do solo. Isto é tecnologia científica aplicada no campo. Nós, da Faep e do Senar, valorizamos o compartilhamento de conhecimento. Isto está no nosso DNA”, disse.

Sustentabilidade– Em sua participação no Fórum, o secretário Marcio Nunes, destacou a forma transversal com que o Governo do Estado tem conduzido suas ações, com alinhamento entre as secretarias estaduais e diálogo com o setor produtivo. O secretário também destacou o fato de que hoje a marca da sustentabilidade é impreterível. “Temos que produzir com sustentabilidade e tomar muito cuidado para não perder a mão. Os países têm falado muito que o Brasil não tem cuidado bem do meio ambiente. O Paraná é uma exceção à regra, porque aqui o produtor cuida, recupera e preserva”, disse, ressaltando em seguida o empenho das entidades representativas (Ocepar, Faep e Fetaep) no sentido de conscientizar o setor produtivo em relação à necessidade de produzir, sem deixar de lado as preocupações com o meio ambiente. .

Alimento sustentável - Segundo ele, o equilíbrio entre produção e meio ambiente sempre foi necessidade, porém, estamos vivendo um ciclo econômico focado no “alimento sustentável”. “Depois de já termos vivido diversos ciclos econômicos - açúcar, pecuária, madeira, erva mate, entre outros - agora estamos no ciclo da produção com sustentabilidade. É o grão sendo transformado em proteína, e o dejeto da atividade agroindustrial voltando para o solo para fertilização, num processo sustentável, inclusive na questão de geração de emprego e renda, no campo e na cidade”, frisou.

Incentivo à energia limpa - Márcio Nunes encerrou sua fala destacando um novo projeto para o setor produtivo, e do qual a Ocepar tem participado intensivamente. “Depois do Descomplica Rural, que diminui a burocracia para a obtenção de licenças ambientais, vamos lançar, num trabalho conjunto com a Ocepar e Faep, e Fiep, o Descomplica Energia Sustentável”, anunciou. “O objetivo é simplificar o licenciamento de tudo o que gera energia limpa, ou seja, que não utilizem combustíveis fósseis que causam poluição. Estamos falando de energia solar (fotovoltaica), eólica, biomassa, biogás. Esta iniciativa atende à demanda das cooperativas por energia, em função do aumento da produção, em especial de proteína animal, com sustentabilidade”, disse.

Produção - “Não estamos sentados embaixo da sombra. A vida está se desenrolando”, afirmou o secretário de Agricultura, Norberto Ortigara, ao iniciar o relato sobre os resultados da agropecuária do Paraná, em tempos de pandemia. “Apesar da seca, conseguimos colher uma segunda safra que dá orgulho, perto de 41 milhões de toneladas de grãos. Estamos avançando na colheita do trigo, que mostra boa qualidade e tem bons preços”, contou. “Em 2020, a estimativa é um aumento acima de 15% no Valor Bruto da Produção e pela primeira vez na história, a proteína animal está tomando a dianteira”, completou.  

Safra 2020/21- “Estamos sob estresse, pois estamos ligeiramente atrasados em tudo”, afirmou o secretário, ao se referir a safra 2020/21. “Na soja, estamos com cerca de 3% de área plantada, sendo que em anos anteriores, nesse mesmo período, o percentual chegava a 10%. Isto sinaliza que teremos algum problema em janeiro e fevereiro do próximo ano. No milho, estamos com 40% de semeadura, sendo que na safra passada estávamos com 50% e na anterior 68%”, disse.   “Estre atraso ocorre em função da pior crise hídrica dos últimos tempos. Mesmo assim, confio que vamos colher uma boa safra porque cada vez mais estamos empregando novas tecnologias e boas práticas. O ano está sendo pródigo na criação de suínos, no preço da carne, na produção de frangos, peixes, resultado de muito esforço técnico, o que nos leva para frente para uma posição de vanguarda para termos uma agropecuária que os dê orgulho”, concluiu.

Riscos -“Mesmo que o momento do agronegócio seja favorável, permanecem os riscos: riscos de mercado, financeiros e de clima”. A fala é do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, na abertura do Fórum de Mercado. Clique aqui e confira na Rádio Paraná Cooperativo.

Produzir, essa é a missão - Faça chuva ou faça sol, os produtores paranaenses sabem da sua missão. E sempre quebrando recordes, como lembra o presidente do Sistema Faep/Senar, Ágide Meneguete, durante sua participação no Fórum de Mercado. Clique aqui e confira na Rádio Paraná Cooperativo.

A era do alimento sustentável - Segundo o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná, Márcio Nunes, 2020 marca a era do alimento sustentável. O Secretário destacou ainda o bom relacionamento e diálogo que o Governo Estadual tem com as entidades que representam o setor produtivo paranaense. Clique aqui e confira na Rádio Paraná Cooperativo.

Impactos da estiagem - A estiagem histórica que assola o Paraná nos últimos meses atrasou a programação dos produtores rurais neste começo de safra 2020/2021. O secretário Estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, deu números e detalhes de culturas, durante sua participação no Fórum de Mercado. Clique aqui e confira na Rádio Paraná Cooperativo.

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to LinkedIn

Últimas Notícias