cabecalho informe

SISTEMA OCEPAR: Gallassini participa virtualmente da reunião do Comitê de Acompanhamento

O líder cooperativista e presidente do Conselho de Administração da Coamo, com sede em Campo Mourão, José Aroldo Gallassini, foi um dos convidados da reunião diária virtual do Comitê de Acompanhamento da Covid-19 do Sistema Ocepar, na manhã desta quinta-feira (01/10). Durante quase uma hora, Gallassini falou para os integrantes da diretoria executiva e funcionários do sistema, por meio de videoconferência.

Trajetória - A reunião foi aberta pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que agradeceu a disponibilidade de Gallassini em participar e poder compartilhar um pouco da sua trajetória no cooperativismo. “Essa é a nossa 159ª reunião do Comitê após o início da pandemia, que nos obrigou a realizar todas nossas atividades de forma remota, devido às orientações dos protocolos das autoridades de saúde sobre a necessidade de mantermos isolamento social de toda nossa equipe”, frisou Ricken. O dirigente ressaltou que “todos os dias nos reunimos aqui na primeira hora da manhã, de forma virtual, com toda Executiva, mais gerentes e coordenadores, para tratar das atividades diárias. Na sequência, todos passam essas decisões para suas equipes, como forma de mantermos uma sintonia que na forma presencial. Queremos hoje ouvi-lo aqui, sua experiência no cooperativismo, qual sua visão a respeito do setor e o que podemos nos espelhar na sua forma de atuar”, disse Ricken.

Perfil - Formado em engenharia agronômica no ano de 1967, pela Universidade Federal do Paraná, Gallassini é catarinense de Brusque e reside em Campo Mourão há mais de 50 anos. Recém-formado, prestou concurso e foi aprovado para atuar na extensão rural da Acarpa, atual Emater-PR. No início de suas atividades profissionais, prestou serviços temporários em Imbituva, na região dos Campos Gerais, polarizada por Ponta Grossa. “Trabalho desde os 13 anos, na época entregando compras nas casas, pois não queria estudar. Eu era canhoto, muitos achavam feio eu tinha vergonha. Meu pai amarrava minha mão para trás para eu só usar a direita. Hoje escrevo feio, mas quebra um galho. Uma época quebrei o braço direito e voltei a escrever com a esquerda”, contou. “Como não queria estudar pensei: entre ter alguma coisa e não ter nada, melhor mesmo é voltar para escola. E hoje trabalho todos os dias, sem finais de semana e me dedico muito em tudo aquilo que me proponho realizar”.

Campo Mourão - Em 28 de janeiro de 1968, Gallassini chegou a Campo Mourão, onde encontrou grandes dificuldades pois a região era desprovida de tecnologias agrícolas e as lavouras eram conduzidas manualmente. “Na época, a produção era pequena e se concentrava nas culturas de arroz, milho e algodão. Tudo era plantado basicamente para a subsistência da família e da propriedade. Sem contar que as terras eram ácidas impróprias para o plantio, fracas e desvalorizadas”, destacou. Os primeiros experimentos de trigo em Campo Mourão foram implantados em 1969 pelo novato engenheiro agrônomo, que foi um dos responsáveis pela condução da primeira cultura agrícola mecanizada na região. Os experimentos foram realizados de abril a setembro daquele ano com pesquisa de competição de variedades, adubação, calagem e época de plantio.

Referências - Segundo Gallassini, o objetivo principal, desde o início da Coamo, era construir uma cooperativa voltada para o quadro social. “Tivemos como escola, tanto a Ocepar, que nasceu junto com a Coamo, mas também tivemos de referência a Cotrijuí, do Rio Grande do Sul, que depois acabou passando por dificuldades. Na época, aprendemos muito com os gaúchos e depois também passamos conhecimentos no setor para eles. O que faz um cooperado se afastar da cooperativa é a falta de credibilidade. Ele não fala nada, apenas se afasta e não entrega mais a produção. Isso faz com que muitas cooperativas definhem”, alertou. O dirigente diz que hoje a estratégia da cooperativa “é fazer chegar todas as novas tecnologias no campo para aumento da produtividade, receber a produção dos cooperados, industrializar o que é possível e ter uma gestão transparente, com base na ética e na honestidade. Enquanto eu puder decidir aqui, estaremos presentes apenas nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul”.

O Sistema - Ao comentar sobre o trabalho do sistema cooperativista paranaense, Gallassini destacou que a Ocepar é um órgão político importante, que representa muito bem as cooperativas na defesa dos principais interesses e com a missão da representação política junto ao governo. “Também temos a defesa sindical da Fecoopar e o trabalho imprescindível do Sescoop na capacitação e na preparação das pessoas. Hoje as cooperativas são as maiores empresas do Paraná e precisam cada vez mais de segurança jurídica e de políticas especificas e com profissionais altamente preparados para não se perder no aspecto da credibilidade e se dedicar com foco no desenvolvimento”, lembrou.

Liderança - Outro ponto destacado por Gallassini foi com relação ao perfil de um bom líder. “O primeiro fator é a honestidade, mas não só dentro da cooperativa, lá fora também, na vida, todos os dias. É um princípio de vida. Temos que ter uma maneira de ser, sempre igual. Sem isso, perdemos a credibilidade, a personalidade. E saber comandar uma equipe de forma que ela te respeite e siga seus exemplos”, relatou. Ele também destacou a boa gestão: “sem esquecer que, para administrar uma empresa como a Coamo, com movimentação econômica de R$ 18 bilhões e 29 mil cooperados, é preciso ter uma gestão profissional e competente. Preparamos muito a equipe, pois não adianta a diretoria da cooperativa ser honesta e os demais gestores não forem preparados para todos esses desafios”, finalizou.

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to LinkedIn

Últimas Notícias