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CAPAL: Programa de Precisão na Agricultura proporciona ferramentas para melhor aproveitamento do solo

capal 26 10 2020Conhecer o solo, aproveitar suas potencialidades e identificar as correções necessárias. Assim podemos resumir o trabalho do Programa de Precisão na Agricultura (PPA) nas áreas dos produtores Osmil e Murilo Sala. Pai e filho aderiram ao programa desde que ele foi implantado na Capal, em 2016, e reconhecem o avanço que as informações geradas trazem ao manejo.

Confiança e parceria- Osmil Sala é associado à Capal há 25 anos e tem uma relação de confiança e parceria com a cooperativa. Murilo seguiu os passos do pai e vem buscando aperfeiçoar a atividade agrícola. A área dos produtores está localizada na região de Itararé. A variação de solo característica do local resulta em diferenças de produtividade. O PPA veio como resposta para identificar os motivos dessas desuniformidades, que já haviam sido percebidas pelos produtores.

Área - Hoje, eles plantam mais de 600 hectares em que utilizam ferramentas da agricultura de precisão. “Há um bom tempo, a gente via a necessidade de melhorar a variabilidade dos talhões, a diferença de produtividade. Buscando essa melhoria, começamos a trabalhar com a agricultura de precisão em 2016, quando a Capal iniciou com os trabalhos”, conta Murilo.

Lacuna - O agrônomo Cleiton Fassini também aponta que o Programa de Precisão na Agricultura preencheu uma lacuna no conhecimento do solo. Antes da implantação, alguns cooperados trabalhavam de forma particular com coleta de solo e amostragem, por exemplo. Mas, com o início do PPA, a obtenção e o bom uso das informações se estendeu aos demais associados. “O programa, através do Departamento de Assistência Técnica, nos traz a possibilidade de estar colocando no campo o Veris, equipamento que faz a leitura da condutividade elétrica do solo e o NDRE, que faz a leitura do índice de vegetação. Esses dois mapas, gerados através do Veris e do NDRE, fornecem uma informação bastante precisa sobre o solo”, explica Cleiton.

Tomada de decisão e resultado - Os mapas auxiliam o produtor a definir práticas de manejo adequadas à condição do solo e, portanto, mais eficazes. Para Murilo, o conhecimento da área trouxe benefícios na prática. “Houve uma melhoria na questão de conhecer melhor o talhão, observar as variações que ocorrem no terreno e, em cima dessas informações, auxiliar a tomada de decisão quanto ao manejo que deve ser feito, seja no corretivo ou no fertilizante”, relata.

Desperdício - Cleiton Fassini indica que sem informações à disposição, há o risco de desperdiçar insumos em alguns locais e fazer aplicações insuficientes em outras. Embora o objetivo do Programa de Precisão na Agricultura da Capal não seja, diretamente, garantir números maiores em produtividade e redução de custos, as práticas orientadas pelo PPA solucionam situações específicas e, deste modo, acabam trazendo resultados melhores de maneira geral. “A agricultura de precisão se resume basicamente em conhecer a variabilidade e tentar manejá-la, do ponto de vista da correção de fertilidade, do ponto de vista de fornecimento de nutrientes, de forma que você tenha uma evolução no cenário geral do talhão. Sendo assim você consegue melhorar a produtividade e o retorno”, pontua Cleiton.

Variação - A variação de solo pode se originar de fatores de natureza física, química e/ou biológica. O gestor do Departamento de Assistência Técnica da Capal no PR, Roberto Martins, salienta que com esse conhecimento podemos interagir buscando otimizar os resultados, por meio da redução de custos, aumento de produção ou, ainda, atuar nessas duas frentes, de maneira que o rendimento sobre o investimento do nosso cooperado seja maximizado.

Outros fatores - O agrônomo Gustavo Borba, que coordena as atividades do Programa de Precisão na Agricultura, indica que os bons resultados são atingidos quando se leva em consideração os outros fatores envolvidos na atividade agrícola. “A agricultura de precisão é uma ferramenta para criar um manejo responsável e mais direcionado para cada área e situação. A gente aposta muito nessa ferramenta, pensando em redução de custos e aumento de produção, mas sempre de forma racional, sabendo usar os insumos com mais responsabilidade”, reforça.

Confiabilidade - Para Murilo Sala, a confiabilidade das recomendações da cooperativa é um diferencial. “Eu vejo benefício em ser cooperado e ter uma assistência técnica que não tem interesse de recomendar algo a mais. Em outros lugares, há empolgação porque eles oferecem números, mas na Capal, a prática é conhecer o terreno, ver se tem coisas que dá para fazer antes: melhorar a população, plantio, controle de erva daninha, para aí chegar a outro patamar, e eu acho que esse é o caminho”, afirma.

Dados úteis - A posição do Departamento de Assistência Técnica da Capal é produzir dados que sejam úteis e apontem para soluções executáveis. “Queremos gerar uma informação que vire ferramenta e não que ‘amarre’ o produtor. A ideia não é o produtor se adequar à tecnologia, mas a gente se adequar à gestão de tecnologia do produtor”, comenta Gustavo, que complementa: antes de fazer um investimento em tecnologia, a assistência técnica verifica quais melhorias podem ser feitas nas práticas já existentes.

Futuro - Para o futuro, o plano da família Sala é continuar e até mesmo ampliar o uso de ferramentas que garantem maior precisão na agricultura. “Em uma situação de retração de lucro, por exemplo, eu poderia até reduzir a área plantada, mas a tecnologia que nós estamos usando hoje a nosso favor, eu jamais vou deixar”, afirma Osmil Sala. Uma de suas colheitadeiras já gera mapa de colheita e a outra não, mas futuramente isso deve mudar, planeja o agricultor.

Tendência - Para o filho, a tendência também é expandir a agricultura de precisão, mesmo em uma situação não favorável, por causa dos resultados econômicos e produtivos que ela proporciona: “Eu vejo que essa ferramenta não vai ser deixada de usar ou diminuir. Até porque é uma ferramenta para você economizar. A gente já está colhendo resultados com esses trabalhos em termos de produtividade. Isso é muito importante para tomada de decisão e, consequentemente, um auxílio para a rentabilidade do produtor”, finaliza Murilo. (Imprensa Capal)

 

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