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LIVE II: Abertura do mercado da Arábia Saudita para pescados é oportunidade para o Brasil, afirma Marcel Moreira Pinto

live II 29 10 2020A Arábia Saudita, tradicional comprador de carne de frango do Brasil, está investindo para alcançar a autossuficiência na produção de aves e ovos. A meta do governo é suprir 80% da demanda local por estes alimentos até 2025. Os reflexos da política saudita de segurança alimentar já são sentidos no mercado internacional. “As exportações brasileiras de frango para a Arábia Saudita foram superiores a 800 milhões de dólares em 2019, mas o país deixou de ser nosso principal comprador, posto que foi assumido pela China. Desde 2016, a produção saudita cresceu 20% e já responde por 60% da demanda local”, explicou o adido agrícola do Brasil na Arábia Saudita, Marcel Moreira Pinto. A boa notícia é que a diversificação pode trazer novas oportunidades ao Brasil. “Abrimos o mercado para o setor de pescados, os requisitos já foram acordados com a autoridade sanitária saudita e vamos iniciar a fase de habilitação de plantas industriais de cooperativas e empresas que tiverem interesse em exportar. Estamos em negociação também para abrir os mercados de lácteos e carnes de ovinos, e esperamos em breve ter novidades”, ressaltou ressaltou durante a primeira Live do ciclo de palestras com os representantes brasileiros em países estratégicos para o agronegócio, transmitida na terça-feira (27/10) pelo canal do Sistema Ocepar no Youtube, a TV Paraná Cooperativo..

Parceiro comercial - Com 33 milhões de habitantes, a Arábia Saudita é o principal parceiro comercial do Brasil no Oriente Médio, com um comércio bilateral superior a 4 bilhões de dólares ao ano. Em 2019, as exportações agrícolas brasileiras aos sauditas foram de 1,7 bilhão de dólares. Apesar da nova política de autossuficiência, a carne de frango continua sendo o principal item comercializado, seguido por açúcar (400 milhões de dólares) e soja (155 milhões de dólares). Carne bovina, milho e produtos florestais completam a lista dos produtos com maior relevância nas vendas. “Temos uma forte parceria de negócios com a Arábia Saudita e reconhecemos a importância de manter a comercialização de produtos brasileiros já consolidados. No entanto, a estratégia do Ministério da Agricultura é diversificar cada vez mais nossa pauta de exportações com o país”, afirmou Moreira Pinto.

Oportunidades - Entre os produtos brasileiros que podem ampliar sua participação no mercado da Arábia Saudita, o adido agrícola destaca a soja, milho, açúcar, arroz, trigo, cevada e carne bovina. “Há uma demanda crescente por grãos para ração animal. Além da expansão no setor de aves, os sauditas também têm um grande rebanho de camelos, ovinos e vacas leiteiras. Outro mercado interessante é o de café verde em grãos, que vem assumindo espaço que antes era do café solúvel, por conta de uma mudança nos hábitos de consumo da população, com uma tendência maior por cafés especiais”, relatou. “O setor de frutas tem um potencial enorme a ser explorado. Praticamente não se encontram frutas brasileiras nas gôndolas de supermercados sauditas. É um segmento para o qual podemos trabalhar mais na promoção de nossos produtos”, concluiu Moreira Pinto.

Agentes do agro - Os adidos agrícolas do Ministério da Agricultura atuam na facilitação ao acesso de produtos brasileiros nos diferentes mercados internacionais, prospectando oportunidades, analisando e repassando informações sobre tendências de consumo, legislação, política agrícola, padrões de qualidade, além de apoiar a promoção de novos negócios, viabilizar contatos e parcerias, acompanhando notícias de interesse nas mídias locais. Também realizaram palestras na Live de terça-feira (27/10), os adidos agrícolas na União Europeia, Bernardo Todeschini, nos Estados Unidos, Filipe Sathler, e na África do Sul, Jesulindo Nery de Souza Júnior.

 

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