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PR COOPERATIVO: Relatos mostram o papel transformador do cooperativismo e o incentivo para que mulheres assumam seu protagonismo

pr cooperativo 11 11 2020Números são importantes para mostrar avanços, resultados e conquistas. Mas quando o trabalho envolve ações que alteram o modo de ver o mundo, desenvolvem competências e promovem transformações positivas na vida de quem é beneficiado, nada melhor do que uma boa história para ilustrar os ganhos. Foi esta visão que norteou a produção da edição 184 da Revista Paraná Cooperativo. Com o título “Histórias que inspiram”, a matéria especial traz relatos de mulheres que se reinventaram e hoje são referência em superação e empoderamento feminino. O ponto em comum é que todas fazem parte do universo cooperativista, um modelo de negócio diferenciado e que tem contribuído para que pessoas do mundo inteiro vislumbrem um futuro melhor.

Conhecimento, a força motriz - No Paraná, as cooperativas e o Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), promovem uma série de ações de formação e capacitação pessoal e profissional. “Nossa missão é promover o conhecimento. Acreditamos que assim elas vão se sentir fortes e capazes para fazer o que almejam. É uma roda, cuja força motriz é interna, alimentada pelo conhecimento”, comenta o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. 

Participativas - Incentivadas pelas cooperativas e pelo exemplo daquelas que já se engajaram, as mulheres estão respondendo positivamente ao chamado do cooperativismo, Em 2019, por exemplo, elas representaram 46% das participações em cursos, treinamentos, palestras e outros eventos de formação, capacitação e promoção social viabilizados pelas cooperativas e pelo Sescoop/PR, a entidade do Sistema S do cooperativismo. Em 2020, até o mês de outubro, foram realizados 8.541 eventos, com 117 mil participações, sendo que deste total 57% foram de mulheres.

Inspiração - “Eu fui desafiada a pensar diferente”, conta Marize Bona Rieth, produtora rural e atual presidente dos Conselhos Femininos da Copagril, de Marechal Cândido Rondon. Já a agricultora Simoni Tessaro Niehues revela: “Evoluí muito. Atualmente, coordeno o Comitê Feminino da Lar Cooperativa, de Medianeira, e hoje, no dia em que concedi esta entrevista, recebi a notícia de que ganhei o Prêmio Mulheres da Agro. Fui a segunda colocada. Concorri com mais de 200 histórias.”

Empreendedorismo - Em Prudentópolis, centro sul do Paraná, vivem Célia Slota Caciano e Terezinha Elenir Bodnar Dudycz, a dona Ginha. Ambas trabalham com agricultura familiar e são cooperadas da Sicredi Centro Sul. “Depois de participar de um curso de jardinagem, surgiu a ideia de montar um orquidário. Hoje consigo sustentar a casa nos períodos de entressafra”, conta Célia. “Não trabalho mais em serviços pesados, somente em casa, com produtos de panificação. Consigo dar uma vida melhor para a minha família. Me sinto feliz e realizada”, relata dona Ginha.

Determinação - Já Márcia Piati Bordignon é cooperada da Lar e conselheira de administração da Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ. Após perder o pai, ela optou por largar a carreira de professora e gerir a propriedade da família, juntamente com a mãe. “Foi uma fase difícil, pois estávamos passando por uma dor grande e eu literalmente assumindo algo que não sabia por onde começar, e ainda enfrentando problemas só por ser mulher”, diz. Com apoio do cooperativismo e muita dedicação, Márcia não só venceu os desafios como prosperou na atividade. “Aumentei em 40% a propriedade. Meu pai deixou perto de 300 hectares de áreas agricultáveis. Hoje temos mais de 430 hectares”, revela.

Gratidão - “Participar do Comitê Mulheres fez aflorar em mim uma força que eu não sabia que existia”, conta Beatris de Oliveira Marques, cooperada da Sicredi Valor Sustentável PR/SP. “Venci uma situação que de início parecia mais uma história de terror, da qual a gente pensava que nunca iria sair. Hoje vivo muito bem com minhas filhas e o comitê teve muita importância nisso”, relata. “É difícil falar do Comitê Mulheres de Valor sem me emocionar. Foram muitas transformações na minha vida”, completa a cooperada Leila Aparecida Messias Hilário, que mora em Novo Itacolomi. “O Comitê despertou sonhos que eu achava que não poderia mais realizar. Então, só tenho que agradecer a todos que pensam na mulher, porque muitas vezes a gente só sabe cuidar da família, viver no nosso mundo. Saber que podemos mais e que há pessoas que acreditam em você, não tem preço. Não tem valor no mundo que pague isso. Por isso eu só tenho a dizer essas palavras: gratidão à família cooperativista”.                                                

Mais - Esta edição da revista traz também entrevista com a gerente geral do Sistema OCB, Tânia Zanella, uma importante referência no Brasil em protagonismo feminino, e a cobertura de eventos cujos temas centrais têm contribuído muito para o desenvolvimento do cooperativismo paranaense.

Clique aqui para conferir na íntegra a edição nº184 da revista PR Cooperativo

 

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