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LIVE: Adidos agrícolas falam sobre as demandas da China, Japão, Índia, Indonésia e Coreia do Sul

Os Sistemas Ocepar, OCB e Faep, a Fetaep e as secretarias de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo e da Agricultura e Abastecimento do Paraná, juntamente com o Ministério da Agricultura, promoveram,  na manhã desta quinta-feira (12/11), a segunda edição do Fórum de Mercado Internacional, desta vez com a presença de adidos agrícolas da China, Japão, Índia, Indonésia e Coreia do Sul. “É uma continuidade à ação do dia 27 de outubro, quando fizemos uma live com adidos agrícolas que atuam nas embaixadas na União Europeia, Estados Unidos, Arábia Saudita e África do Sul”, disse o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. “O objetivo é fortalecer a relação comercial e a partir disso traçar estratégias para fortalecer a relação comercial com o mercado asiático’, completou o dirigente.

Transmissão ao vivo – A live foi transmitida ao vivo pelo canal do Sistema Ocepar no Youtube, a TV Paraná Cooperativo, sendo que ao final do evento foram contabilizados mais de 400 acessos. Para assistir clique aqui.

Representação – Atualmente o Brasil tem 24 adidos agrícolas em 22 países, com possibilidade de chegar em 28, em breve.  Em sua função, de representantes do agronegócio brasileiro em outros países, eles estudam os hábitos do país onde estão lotados, prospectam negócios, antecipam possíveis mudanças políticas e sanitárias, fazem relatórios de análise do cenário e promovem os produtos brasileiros. “Estamos dando muito valor a essa ação com os adidos porque sabemos da potencialidade das cooperativas paranaenses em atender ao mercado externo, bem como da demanda existente lá fora. Juntos, os países representados na live de hoje respondem por 42% da população mundial. Em 2018, o PIB desses países totalizou US$ 23,9 trilhões, ou seja, 28% do PIB Mundial”, afirmou Ricken.

Mercado asiático - A Ásia responde por 41,4% de todas as exportações brasileiras. Um mercado gigantesco e com potencial de expansão, considerando que é preciso atender as necessidades de consumo de 4,5 bilhões de pessoas. Um caminho de duas mãos: cerca de 1/3 das importações brasileiras chegam da Ásia. As cooperativas do Paraná estão atentas às oportunidades de negócios. Responsáveis por 60% de toda a produção agrícola do estado, elas industrializam e exportam para mais de 100 países, principalmente produtos do complexo soja e carnes. “Temos qualidade técnica, garantia de rastreabilidade e tecnologia que nos possibilitam atender com excelência o mercado externo. Em 2020, a estimativa é que o agronegócio represente 50% do total exportado pelo Brasil. Isto mostra a assertividade das estratégias comerciais internacionais”, frisou Ricken.

Cooperativas - Para trazer mais informações sobre o mercado asiático, participou como palestrante o professor Agro Global do Insper, Marcos Jank. “O maior desafio da Ásia é o acesso ao mercado. A demanda é infinita. Depois de alguns anos trabalhando lá, a conclusão é que não dá nem para imaginar o tamanho desse mercado. Mas para atender a essa demanda tem que ter um trabalho muito árduo e constante dos adidos agrícolas e dos funcionários do Itamaraty”, disse. Segundo Jank, a previsão é que as exportações brasileiras somem US$ 100 bilhões de dólares este ano, sendo que 40% de tudo o que for exportado tem como destino a China. “Este ano teremos recorde de produção agrícola. E mesmo num período de pandemia, o agronegócio foi bem. Mas o que segurou o agronegócio, ou seja, evitou a recessão, foi a demanda da Ásia, principalmente, a Ásia emergente. A geografia do agronegócio mudou. Não é mais a Europa o principal cliente mundial. É a Ásia. É lá que temos que estar. Precisamos conhecer a demanda deles, saber o que eles pensam sobre sustentabilidade, porque é onde hoje estão os nossos clientes. Então, é lá que as cooperativas precisam estar presentes, inclusive de forma conjunta e organizada”, disse.

Participações - Após a palestra de Marcos Yank, os representantes das entidades parceiras – Marcio Lopes de Freitas (OCB), Norberto Ortigara (Seab), Marcio Nunes (Sedest), Marcos Brambila (Fetaep), Luiz Eliezer Ferreira (Sistetema Faep) e Cleverson Freitas (Mapa), fizeram perguntas aos adidos presentes: Jean Carlo Cury Manfredini (China), Ricardo Maehara (Japão), Dalci Bagolin (Índia), Gustavo Bracale (Indonésia) e Gutemberg Barone (Coréia do Sul).

Mercado asiático - A seguir, confira alguns números que retratam o potencial comercial com a Ásia:

  • A Ásia é o maior dos continentes, tanto em área como em população - cerca de 4,5 bilhões de pessoas.
  • O PIB dos países asiáticos foi de cerca de US$ 32,1 trilhões em 2019.
  • O Brasil exportou US$ 93,2 milhões em 2019 para a Ásia (excluindo-se o Oriente Médio). As importações foram de US$ 59,1 milhões. O saldo final foi positivo em US$ 34,1 milhões.
  • A Ásia representou 41,4% de todas as exportações brasileiras em 2019 (sem contabilizar o Oriente Médio). E 33,3% de todas as importações, em valor.
  • O principal produto exportado para a Ásia é a soja em grãos (24%), seguido pelo minério de ferro (19%) e pelo petróleo (18%).
  • As principais importações incluem equipamentos de telecomunicações (10%), seguidos por válvulas e tubos termiônicos (9,1%) e demais produtos para a indústria de transformação (9,1%).

Links - Clique nos links abaixo para conferir as apresentações dos adidos agrícolas.

 

China - Jean Carlo Curi Manfredini

Coreia do Sul - Gutemberg Barone

Índia - Dalci Bagolin 

Indonésia - Gustavo Bracale 

Japão - Ricardo Maehara

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