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AGRONEGÓCIO IV: Brasil se consolida como principal fornecedor agrícola da China

 

agronegocio IV 13 11 2020As exportações agrícolas do Brasil para a China devem fechar o ano em cerca de US$ 40 bilhões. Os embarques para o gigante asiático vão responder por aproximadamente 40% do total das vendas internacionais do setor em 2020, estimado em 100 bilhões de dólares. A guerra comercial entre EUA e China contribuiu para posicionar o Brasil como o principal fornecedor agrícola dos chineses, ampliando em 20% o volume de exportações ao país. O cenário de disputa entre as potências deve ser analisado com cautela, com estratégias para evitar riscos e prejuízos a diferentes cadeias produtivas brasileiras. A conjuntura comercial atual foi tema de palestra e debate com o adido agrícola do Brasil na China, Jean Carlo Cury Manfredini, que participou, na manhã desta quinta-feira (12/11), da segunda edição do Fórum de Mercado Internacional, com a presença dos representantes do Ministério da Agricultura em países asiáticos. A live foi mediada pelo jornalista Samuel Milléo Filho e transmitida ao vivo pelo canal do Sistema Ocepar no Youtube, a TV Paraná Cooperativo.

 

Produtos O destaque de vendas agrícolas brasileiras à China é a soja (20,5 bilhões de dólares comercializados em 2019), seguido por madeira, carne bovina, de frango, algodão, carne suína, açúcar e tabaco. “Estamos trabalhando também para diversificar a pauta de exportações, abrindo mercados para um número maior de produtos. Há boas perspectivas para subprodutos de origem animal (farinhas e óleos), lácteos, gergelim, amendoim, pescados e milho”, afirmou.  

 

Guerra comercial Na opinião de Manfredini, mesmo com a ascensão de Joe Biden ao poder nos EUA, a disputa comercial com a China vai prosseguir. “Não sabemos ainda como um presidente do Partido Democrata irá conduzir esta agenda, mas a queda de braço entre os dois países transcende ao governo de Donald Trump. O crescimento da influência política e econômica da China pelo mundo já preocupa os norte-americanos há um bom tempo. Essa história ainda tem muitos capítulos pela frente”, avaliou. 

 

Neutralidade Neste contexto, qual deve ser a posição do setor produtivo brasileiro? Para o adido em Pequim, neutralidade e diversificação da pauta de exportações são estratégias adequadas para manter o fluxo comercial do Brasil para a China. “Considerando que somos os maiores provedores de produtos agrícolas aos chineses, devemos ter presença constante junto às autoridades regulatórias do país, evitando problemas de posicionamento político e mostrando a eles o que temos a oferecer, a qualidade e a confiabilidade de nossos produtos”, afirmou. 

 

Gigante Segundo Manfredini, em 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês se tornará o maior do mundo, com 24 trilhões de dólares, desbancando os Estados Unidos do posto de maior economia global (no ano passado, o pib americano foi de 19,3 trilhões). Com uma população de 1,4 bilhão de habitantes, a China tem grande preocupação com a segurança alimentar, o que demanda a compra de produtos agrícolas em patamar anual superior a 130 bilhões de dólares. Neste segmento, o Brasil é o maior fornecedor do gigante asiático, seguido por União Europeia e Estado Unidos. 

 

Urbanização Cerca de 60% da população chinesa já vive em áreas urbanas, num processo que traz aumento de renda e mudanças no padrão de consumo, ampliando a demanda por alimentos. A migração para cidades ocorre no ritmo da estratégia governamental. “Há controle do governo sobre onde as pessoas podem morar e trabalhar. Para acessar serviços públicos de uma determinada região, o cidadão precisa ter autorização oficial. Estima-se que uma flexibilização deste controle possa ser feita em breve. Por outro lado, a renda do cidadão vem crescendo há anos”, explicou Manfredini.  

 

Evento A Live com os adidos agrícolas foi uma iniciativa dos Sistemas Ocepar, OCB, Faep, Fetaep e as secretarias de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo e da Agricultura e Abastecimento do Paraná, juntamente com o Ministério da Agricultura. “O objetivo é fortalecer a relação comercial e a partir disso traçar estratégias para fortalecer a relação comercial com o mercado asiático”, ressaltou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

 

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