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CASTROLANDA: Programa de Liderança Feminina incentiva participação das mulheres no agronegócio

castrolanda 28 07 2021Mesmo em meio à pandemia de Covid-19 que já dura mais de um ano no Brasil, a Comissão Mulher Cooperativista da Castrolanda segue com atividades voltadas a aumentar a presença feminina nos negócios do campo. O Programa de Liderança Feminina no Agronegócio, realizado atualmente em formato online, é um exemplo disso.

Intercooperação - A iniciativa é ofertada pela intercooperação entre Castrolanda, Frísia e Capal para que mulheres das três cooperativas possam aprofundar os conhecimentos na área. Com apoio financeiro do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), as aulas são realizadas por videoconferência e contam com profissionais de diversas instituições com experiência teórica e prática em gestão, governança, sucessão familiar, legislação, planejamento estratégico, entre outros temas relacionados ao agronegócio.

Iniciativa - O analista de Cooperativismo da Castrolanda, William Santos, conta que a iniciativa partiu do princípio de aumentar a diversidade na governança da cooperativa. “Buscamos formas de proporcionar capacitação para as mulheres de diversas maneiras, e uma delas é ter uma formação mais robusta, com foco em liderança, que envolve a capacidade de gerir o negócio, de se posicionar perante os demais e do envolvimento com a cooperativa. Com isso, a gente traz essa formação um pouco mais longa, que quem se inscreve realmente está interessado em se desenvolver enquanto liderança, que vai ter uma dedicação para isso. O objetivo é ter um número maior de mulheres capacitadas e que, a médio e longo prazo, elas consigam chegar em cargos de liderança dentro da cooperativa, trazendo mais diversidade para os nossos comitês e conselhos”.

Participantes - Atualmente, 45 mulheres participam da formação. Entre elas, a cooperada Rosilda Finta, que com as aulas, melhorou bastante a organização financeira do seu negócio. “Eu aprendi sobre controle de custos, estoque de insumos, planejamento de produção, registro de informações produtivas, reserva financeira. No primeiro momento, eu não fazia nada disso, o pessoal começava a trabalhar e a gente não tinha controle. A partir do curso, já aprendi a fazer o registro e vi que eu só consigo ter resultados positivos se eu tiver um controle financeiro. Outra aula que eu gostei muito foi sobre inteligência artificial, que é algo fantástico e que eu pretendo trabalhar mais. Acredito que o treinamento está sendo muito produtivo, comigo funcionou muito bem, porque estou usando os conhecimentos no dia a dia do meu negócio e vendo que dá resultado”.

Gestão da propriedade - Lila Kugler é filha de cooperado e, há um ano, passou a se envolver mais com os negócios da família. Ela conta como o programa tem ajudado na gestão da propriedade. “Para mim, está sendo ótimo, porque eu ainda não havia trabalhado diretamente com lavoura. Agora eu moro na chácara e trabalho na parte financeira, então, estou tendo esse contato mais de perto e aprendendo muita coisa. Dos meus irmãos, eu sou a que a menos tinha conhecimento nessa área, mas estamos trabalhando juntos e, com as explicações do curso, eu consigo visualizar bem melhor o leque para as possibilidades que podemos trabalhar. É uma oportunidade para abrir a área para as mulheres”.

Sucessão familiar - Isabela Nocera também é filha de cooperado e, para ela, o curso traz mais conhecimento sobre temas do seu interesse, como a sucessão familiar. "Cada aula é uma nova visão de diferentes pessoas que entendem como funciona o agronegócio, estamos sempre aprendendo e levando o conhecimento para a propriedade. É um aprendizado muito bom, principalmente para as mulheres, filhas de cooperados, porque nos dá um embasamento para a sucessão familiar. Também gostei muito das aulas sobre tecnologia do campo e finanças. Cada aula faz você pensar sobre como está trabalhando dentro da sua propriedade”.

Fortalecimento - Sobre a atuação da Comissão Mulher Cooperativista nessas formações, Isabela destacou a importância de fortalecer a participação feminina no agronegócio. “A Comissão da Castrolanda é bem atuante, está sempre realizando atividades diferentes para a Cooperativa e trazendo a mulher para o agronegócio, e não apenas como coadjuvante, mas como protagonista.” (Imprensa Castrolanda)

 

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