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ARTIGO: Como escolher um seguro de automóvel?

* Rodrigo Martimiano da Rocha

O automóvel é um dos meios de locomoção pessoal mais utilizados no Brasil e possuir um seguro do bem é de extrema importância. Além de cobrir o próprio veículo contra infortúnios, o produto ainda oferece cobertura contra terceiros que auxiliam caso você seja o causador de algum acidente e tenha que arcar com custos de reparação de bens de terceiros. O seguro auto é um dos seguros mais comercializados no Brasil, mesmo assim apenas 30% da frota que trafega pelas ruas possuem esse tipo de cobertura.

A maioria das pessoas conhece o básico sobre esse produto, porém ele é mais complexo do que aparenta, e gastar um tempo para entender como funciona cada cobertura - e como padronizá-lo de acordo com suas necessidades e realidade, faz com que você tenha um produto com melhor relação custo x benefício.

O primeiro ponto para analisar é o percentual de cobertura do bem. As seguradoras oferecem cobertura em caso de colisão, incêndio ou roubo, tudo de acordo com uma tabela de preços médios de veículos (tabela FIPE), e o segurado é quem opta por estar coberto entre 90% a 120% deste valor. Quanto melhor estiver o estado de conservação e quanto mais acessórios (que não os originais de fábrica) o veículo possuir, maior deve ser o percentual escolhido para evitar perdas no caso de um sinistro (nome dado a incidentes que demandam o acionamento do seguro).

Outro ponto importante é a escolha da franquia: um valor fixo mínimo a ser pago pelo segurado para reparação do seu próprio veículo em caso de sinistro (a seguradora arcará com os custos que ultrapassarem esse valor). A escolha da franquia é feita pelo próprio segurado no momento de contratação, e esse é um dos fatores que mais impacta no custo total do seguro, sendo que quanto menor for o valor, maior será o custo total.

Também é importante analisar como estão suas finanças pessoais. Se existir uma boa reserva de emergência para ser utilizada em caso de sinistro, pode-se optar por uma franquia maior e economizar com o seguro; no caso de não possuir reserva (ou se ainda estiver em formação e com valores baixos), vale a pena optar por uma franquia reduzida, mesmo que isso traga um custo um pouco maior no momento da contratação.

A escolha dos valores de cobertura contra terceiros é outro ponto que requer atenção, tanto para danos materiais quanto para danos corporais. Esse é um dos itens com menor impacto no custo total do seguro, mesmo quando a opção é pela cobertura de valores mais elevados.

Deve-se considerar o alto valor dos veículos que hoje transitam pelas ruas e os altos valores de tratamento médico hospitalar. Isso porque, no caso de um sinistro, o usuário pode ter de arcar com uma perda total do veículo do terceiro, ou internamentos e tratamentos clínicos, e a seguradora se responsabilizará até o limite total contratado. Se o prejuízo for maior que isso, o segurado terá que bancar a diferença do seu próprio bolso.

Por fim, é importante considerar coberturas adicionais, entre elas a contratação de serviço de guincho, que pode ser com limite de quilometragem a ser percorrido (gera menor custo no seguro) ou sem limites (maior custo). Nesse ponto, deve ser considerado o tipo de utilização do veículo: se o uso é exclusivo na área urbana, é possível contratar um serviço de guincho com limites; se a utilização for para viagens, indica-se uma contratação sem limites.

Outro item que pesa no custo total é a contratação do serviço de carro reserva. Nesse caso, a seguradora faz a locação de um veículo, que poderá ser utilizado enquanto o veículo segurado estiver em conserto por sinistro. O que deve ser considerado nesse caso é: “qual a falta que o carro pode fazer no caso de estar impossibilitado de utilização?”. Caso isso seja um enorme problema, recomenda-se a contratação do serviço. Caso ficar alguns dias sem veículo não gere maiores transtornos, essa cobertura pode ser dispensada.

No momento da cotação do seguro, dispense algum tempo para analisar a proposta, olhando cada cobertura oferecida, e quanto isso representa no custo total (essa informação está presente na cotação). Entenda dentro disso o que faz realmente sentido para você, maximizando assim a relação custo x benefício.

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* Rodrigo Martimiano da Rocha é colaborador Uniprime e profissional com Certificação CFP®.

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