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COCAMAR I: Mais de 500 produtores são esperados em Dia de Campo sobre integração

Na safra de verão 2012-2013, colhida no início deste ano, o produtor Gérson Bortoli, de Umuarama, ficou entre os primeiros colocados no Concurso de Produtividade de Soja promovido pela Cocamar Cooperativa Agroindustrial. Mesmo cultivando sua lavoura em solo arenoso do noroeste paranaense – que é um dos principais polos pecuários do Estado - Bortoli conseguiu na área inscrita a média de 4.469 quilos por hectare – o equivalente a 180,24 sacas por alqueire. Na classificação geral, ele ficou à frente até mesmo de produtores de municípios tradicionais em agricultura, como Floresta, na região de Maringá.

Investimento - A façanha de Bortoli se deve ao investimento que o produtor vem fazendo, nos últimos anos, em um programa que tem tudo para transformar o noroeste em uma região de agropecuária ainda mais forte: o sistema de integração lavoura, pecuária e floresta. Com vocação para ser pecuarista, ele diz que nunca imaginou tornar-se, também, um produtor de soja. “Agora, quero me aprimorar na integração e dinamizar cada vez mais a propriedade”, afirma.

Sustentável - A integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF), apresentada como um modelo inovador e sustentável para revitalizar as áreas de pastagens degradadas do noroeste, é o tema do Dia de Campo que será promovido nesta sexta-feira (19/07), a partir das 9h, na Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT) da Cocamar em Iporã, município a 50km de Umuarama. O evento é organizado pela cooperativa em parceria com o Instituto Emater, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Secretaria estadual de Agricultura e do Abastecimento (Seab), com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Participação - De acordo com o engenheiro agrônomo Rafael Franciscatti dos Reis, coordenador técnico de ILPF da Cocamar, a previsão é que o Dia de Campo tenha a participação de pelo menos 500 produtores e, entre as autoridades confirmadas, está o secretário de Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. A programação começa às 9h com a inscrição dos produtores, sendo que a abertura dos trabalhos é estimada para às 10h, seguida de visita às diversas estações, onde técnicos vão falar sobre os itens que compõem o sistema.

Revolução - O presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, reconhecido como um dos principais defensores da ILPF no País, lembra que a cooperativa é incentivadora desse sistema desde 1997. “A integração representa uma revolução do agronegócio regional, com forte reflexo na economia das cidades”, pontua. Segundo Lourenço, a degradação das pastagens, visível em inúmeros municípios do noroeste, leva a uma situação preocupante, até mesmo de inviabilização das propriedades, dado o baixo retorno econômico com a pecuária mantida nessas condições. A média de ocupação animal, cita Lourenço, chega a ser inferior a uma cabeça por hectare. “A integração chega para mudar tudo isso e gerar riquezas aos produtores e aos municípios”, comenta o presidente da cooperativa, enfatizando que a área cultivada com ILPF vem crescendo na região.

Não quebra’ - O pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Sérgio José Alves, que lida com o sistema há mais de 20 anos, explica que a integração demanda a incorporação de conhecimentos, tecnologia apropriada e um bom gerenciamento. A base de tudo, cita, é o cultivo de uma espécie de capim africano, a braquiária, que se adaptou muito bem ao solo e ao clima brasileiros. A braquiária é semeada no outono e viceja bem inclusive no inverno, quando a maioria dos pastos sofre escassez.

Comida de sobra - “Com a integração, o gado tem comida de sobra mesmo no inverno. Em vez de perder peso, os animais engordam cerca de um quilo por dia”, observa. Na primavera, a braquiária é dessecada para cobrir o solo de palha no verão, o que propicia o cultivo de soja. Além de proteger o solo da erosão e inibir o aparecimento de ervas daninhas, a palha o mantém fresco e úmido por mais tempo após uma chuva, reduzindo o efeito de veranicos mais curtos. “A produção de soja financia a pecuária, que acaba saindo quase de graça. Ou seja: o proprietário passa a faturar com grão e uma atividade pecuária de alta produtividade. Quem faz integração, não quebra”, observa.

Complementação de renda - O eucalipto faz a complementação de renda a partir do sétimo ano, com a produção de madeira. Além disso, a floresta plantada serve a um outro objetivo: o sombreamento, que proporciona bem-estar aos animais.

Serviço - Dia de Campo sobre Integração Lavoura, Pecuária e Floresta. Data: sexta-feira, dia 19, a partir das 9h, na Unidade de Difusão de Tecnologias da Cocamar em Iporã. (Imprensa Cocamar)

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