Nº 34 - Informe Pecuário

pecuario

 

1. Mercado - Carne Bovina

 

1.1. Mercado Externo

 

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) as exportações de carne bovina in natura totalizaram US$ 270,8 milhões em fevereiro, queda de 10,03% ante US$ 301,0 milhões de janeiro. Em volume, foram embarcadas 55,0 mil toneladas, recuo de 11,86%. Em janeiro, os embarques somaram 62,4 mil toneladas. O preço médio por tonelada, por sua vez, aumentou 2,16%, para US$ 4.926/ton.

 

   Tabela 01. Resultados das exportações brasileiras de carne bovina in natura (2012/2011).

Valores

 

Périodo

 

Variação (%) fev/jan     fev

 

Acumulado

jan - fev

Variação (%)

 

jan/12

fev/12

fev/11

 

2012

12/11

 

2012

2011

12/11

Volume

(mil ton)

 

62,4

55,0

67,0

 

-11,86

-17,91

 

117,4

118,8

-1,14

Valor

(milhões US$)

 

301,0

270,8

324,7

 

-10,03

-16,60

 

571,8

575,3

-0,61

US$/ton

 

4.822

4.926

4.848

 

2,16

1,62

 

4.871

4.845

0,53

Fonte: MDIC, 2011. Elaboração: Ocepar/Getec, 2012.

 

1.2. Mercado Interno

 

As cotações da arroba recuaram no mercado brasileiro no final do mês de fevereiro, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - ESALQ/USP). No período, o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista registrou desvalorização de 0,38%, sendo cotado a R$ 96,19/arroba. O indicador a prazo foi cotado a R$ 97,85/arroba. Em trinta dias, o indicador desvalorizou 3,56%, quando em janeiro foi cotado em R$99,74.

Os compradores continuam a pressionar os valores, alegando que as vendas de carne no mercado atacadista estão fracas, outro motivo é a compra de animais de outras regiões e aquisição de fêmeas, o que reduz a necessidade de compra. Por parte do lado vendedor, não se observa movimento de vendas apresadas, ainda que pecuaristas estejam apresentando dificuldades para manter os patamares de preços negociados.

 

2. Mercado - Carne Suína

 

2.1. Mercado Externo

 

As exportações de carne suína in natura em fevereiro totalizaram 30,8 mil toneladas, quantidade 0,33% superior à de janeiro. Já a receita obtida, de US$ 84,7 milhões, apresentou recuo de 0,35% sobre a do mês anterior e de 5,78% em relação a fevereiro/11 – dados da Secex. Se comparada às receitas dos meses anteriores, o montante de fevereiro é o menor desde julho/11, quando a exportação de carne suína teve queda significativa devido ao embargo russo.

A principal baixa registrada ocorreu nas vendas para a Argentina, por conta de medidas que restringem a entrada de carne suína no país vizinho, fazendo os embarques recuarem 84,97% em volume e 84,16% em receita, segundo dados da Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína). Ainda de acordo com a Abipecs, em 2011, a Argentina foi o quarto maior mercado da carne suína brasileira, com representatividade de 8,14% em volume e 9,02% em receita. No bimestre desde ano, em volume, a Argentina passou para a quinta posição, mas manteve a quarta em receita. Mas somente em fevereiro, o país vizinho ficou no nono lugar em volume e oitavo em receita.

 

Tabela 02. Resultados das exportações brasileiras de carne suína in natura (2012/2011).

Valores

 

Périodo

 

Variação (%) fev/jan     fev

 

Acumulado

jan - fev

Variação (%)

 

jan/12

fev/12

fev/11

 

2012

12/11

 

2012

2011

12/11

Volume

(mil ton)

 

30,7

30,8

32,8

 

0,33

-6,10

 

61,5

61,8

-0,49

Valor

(milhões US$)

 

85,0

84,7

89,9

 

-0,35

-5,78

 

169,7

173,0

-1,93

US$/ton

 

2.767

2.747

2.737

 

-0,72

0,37

 

2.759

2.800

-1,45

Fonte: MDIC, 2011. Elaboração: Ocepar/Getec, 2012.

 

2.2. Mercado Interno 

Após ter apresentado quedas significativas em janeiro, os preços do suíno vivo e da carne conseguiram se sustentar em fevereiro. Para março, a expectativa de alguns agentes consultados pelo Cepea é de vendas mais firmes, mesmo sendo período de Quaresma. No acumulado de fevereiro, os Indicadores de preços do Cepea tiveram variações distintas entre os estados. Em Minas Gerais, houve redução de 2,4% no preço médio do suíno vivo e, em Santa Catarina, o valor médio recuou 1,3%. Em São Paulo, no entanto, o Indicador acumulou alta de 2,7%. No Rio Grande do Sul, o preço médio do vivo teve avanço de 0,9% e, no Paraná, de 0,8%. As médias regionais do suíno vivo em fevereiro variaram entre 2,29 e 2,83 R$/Kg.

 

3. Mercado - Carne de Frango

 

3.1. Mercado Externo

 

Ao somarem 257 mil toneladas, as exportações brasileiras de carne de frango in natura registraram em fevereiro o um fraco desempenho. Segundo dados da SECEX/MDIC, o volume alcançado no mês recuou 12,50% em relação ao mês anterior e 4,32% em relação a fevereiro de 2011.Estes resultados estão associados a uma redução significativa na receita cambial, que ficou quase 12% menor que a registrada no primeiro mês de 2012 e sofreu queda de 6,61% em relação a fevereiro de 2011.

            De acordo com o presidente executivo da UBABEF, Francisco Turra, as quedas em fevereiro decorrem pela redução das compras de mercados, como o Japão, que está utilizando seus estoques do produto neste começo de ano e havia importado volumes acima da média em fevereiro do ano passado. As importações japonesas registraram queda de 27,3%, na comparação entre o segundo mês de 2012 e 2011.

 

Tabela 03. Resultados das exportações brasileiras de carne de frango in natura (2012/2011).

Valores

 

Périodo

 

Variação (%) fev/jan     fev

 

Acumulado

jan - fev

Variação (%)

 

jan/12

fev/12

fev/11

 

2012

12/11

 

2012

2011

12/11

Volume

(mil ton)

 

293,7

257,0

268,6

 

-12,50

-4,32

 

550,7

536,4

2,66

Valor

(milhões US$)

 

533,0

469,1

502,3

 

-11,99

-6,61

 

1.002,1

1.007,1

-0,50

US$/ton

 

1.815

1.825

1.870

 

0,58

-2,40

 

1.820

1.877

-3,07

Fonte: MDIC, 2011. Elaboração: Ocepar/Getec, 2012.

 

3.2. Mercado Interno 

 

A Associação dos Produtores de Pinto de Corte (Apinco) informou que a produção brasileira de carne de frango alcançou 1,156 milhão de toneladas em janeiro passado. O resultado mostra um crescimento de 6,3% sobre o mesmo mês de 2011. No entanto, descontada a exportação, o mercado interno registrou queda na disponibilidade do produto de 4,4% a menos na comparação com janeiro de 2011. Já no acumulado dos últimos 12 meses, de acordo com a Apinco, a produção foi 4,3% maior que a de igual período anterior. A disponibilidade interna, na mesma comparação, aumentou 5,1%.

 

 

4. Mercado – Leite

 

4.1. Mercado Externo

 

Fevereiro apresentou um cenário mais otimista na balança comercial de lácteos frente ao último mês. As exportações aumentaram 34%, e as importações reduziram 29%, resultando em um saldo negativo da balança comercial de 10.935 toneladas.

O valor total de produtos lácteos internalizados foi 14.309 toneladas, o que representou o montante de 51.224 mil dólares. O produto de maior impacto nas importações é o leite em pó (incluindo o integral e desnatado), com 7.366 toneladas. Em fevereiro importou-se 4.386 toneladas a menos que janeiro, redução de 37%. O Uruguai ainda é a principal origem desse leite, representando 50% do volume, a Argentina aparece em segundo lugar com 43% e o Chile com apenas 7%.  No entanto, os valores de leite em pó importado do Uruguai diminuíram 41% em relação à janeiro, tendo sido importadas 3.650 toneladas. A Argentina que por sua vez tinha ultrapassado a cota de importação de leite em pó no mês passado, em fevereiro teve as exportações ao Brasil reduzidas em 39%, importando 3.166 toneladas, valor dentro das 3.600 toneladas mensais acordadas.

A redução das importações poderia ter como explicação a época das negociações, pois normalmente são feitas com 90 a 120 dias de antecedência da data de entrega, portanto é possível que esses produtos tenham sido negociados em meados de outubro e novembro de 2011. Nessa época o câmbio estava alto, girando próximo da casa do 1,77 a 1,79. Logo, com o dólar mais valorizado, perspectiva de safra boa e vendas mais baixas em dezembro e janeiro, fez com que os compradores investissem menos nas importações.

 

 

 

4.2. Mercado Interno

 

O preço médio pago pelo leite aos produtores voltou a subir em fevereiro (referente à produção entregue em janeiro). A média ponderada dos estados de RS, SC, PR, SP, MG, GO e BA, foi de R$ 0,8408/litro, aumento de 1,1% (ou 0,9 centavo por litro) em relação ao pagamento de janeiro. Este valor representa um aumento real de 8,3% em relação a fevereiro de 2011 – valores deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro/12.

O aumento de preços do leite ocorreu devido à redução da oferta nos últimos meses devido à estiagem no Sul do País e ao excesso de chuvas em algumas regiões do Sueste, que prejudicaram essencialmente o transporte de leite.

O maior aumento de preços foi observado no estado do Rio Grande do Sul, de 2,5% (equivalente a 2 centavos por litro), com a média indo para R$ 0,8286/litro. Em Santa Catarina, o ajuste foi de apenas 0,8% (menos de 1 centavo por litro), com a média a R$ 0,8338/litro. No Paraná, os preços também permaneceram praticamente estáveis, com leve recuo de 0,4%, a R$ 0,8355/litro.


 

Tabela 4. Preços pagos pelos laticínios (brutos) e recebidos pelos produtores (líquidos) em Fevereiro referentes ao leite entregue em Janeiro.  

Cepel-EsaqUSP

Fonte: Cepea-Esalq/USP

 

 

5. Referências

 

- ABIEC, Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes. Disponível em: www.abiec.com.br.

- ABRAFRIGO, Associação Brasileira de Frigoríficos. Disponível em: www.abrafrigo.com.br.

- AGROSTAT, Estatísticas de Comercio Exterior do Agronegócio Brasileiro. Disponível em: www.agricultura.gov.br.

- AviSite, Portal da Avicultura na Internet. Disponível em: www.avisite.com.br.

- AveWorld, O Megaportal da Avicultura Brasileira. Disponível em: www.aveworld.com.br.

- APS, Associação Paranaense de Suinocultores. Disponível em: www.aps.org.br.

- CEPEA, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada. Disponível em: www.cepea.com.br.

- CILeite, Centro de Inteligência do Leite. Disponível em: http://www.cileite.com.br.

- MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em: www.mdic.gov.br.

- PorkWorld, O Megaportal da Suinocultura na América Latina. Disponível em: www.porkworld.com.br.

- Scot, Scot Consultoria. Disponível em: http://www.scotconsultoria.com.br.

- SEAB, Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. Disponível em : http://www.seab.pr.gov.br.

- Sindicarne, Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados. Disponível em: www.sindicarne.com.br.

- Suinocultura Industrial. Disponível em: www.suinoculturaindustrial.com.br

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