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nº 46 - Informe Pecuário

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1. Mercado - Carne Bovina

Os embarques de carne bovina do Brasil em julho foram os maiores desde setembro de 2008. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), foram embarcados 105,1 mil toneladas em julho, contra 83,3 mil toneladas em junho. Em setembro de 2008 foram embarcadas 103,7 mil toneladas. O mês de julho também registrou o melhor resultado do ano em valor. As exportações somaram US$ 464,0 milhões, contra US$ 387,4 milhões em junho passado. No acumulado do ano, as exportações brasileiras de carne in natura bovina somaram US$ 2846,4 bilhões, 19,7% acima do mesmo período do ano passado. Em termos de volume, o aumento foi de 26,8%, com 630,1 mil toneladas no período. 

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De acordo com a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), Hong Kong mantém o posto de principal comprador da carne bovina brasileira, com um crescimento de 71% no total de toneladas do produto adquiridas. O país foi responsável pela compra de 209,7 mil toneladas no ano, equivalente a um faturamento de US$ 830,3 milhões.

Já no mercado interno, segundo análise do CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - ESALQ/USP), a menor oferta tanto de animais para reposição quanto para abate manteve os preços da arroba de boi gordo em alta no mercado brasileiro em julho. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi encerrou o mês em R$ 102,05 por arroba, aumento de 1,6% no acumulado do período. A alta só não foi maior por razões climáticas. Com o frio mais intenso sobre as pastagens de algumas regiões no final de julho, o volume de animais ofertados teve um pequeno aumento.

2. Mercado - Carne Suína

 O Brasil exportou 43,5 toneladas de carne suína em julho, um aumento de 15,6% em relação ao mesmo período de 2012. O faturamento, de US$ 114,6 milhões, foi 19,3% superior ao de julho do ano passado. O preço médio, de US$ 2.635, teve uma elevação de 3,2% ante igual intervalo de 2012. Os números de julho confirmam as previsões da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (ABIPECS) de que haverá recuperação dos volumes exportados neste segundo semestre, com o retorno das importações de carne suína pela Ucrânia, com o volume habitual expressivo para a Rússia e com os primeiros embarques para o Japão. 

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O Brasil exportou, nos sete primeiros meses do ano, 246,3 toneladas, queda de 7,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita foi de US$ 679,5 milhões, redução de 4,76% ante o acumulado até julho de 2012. A ABIPECS projeta até dezembro exportações de cerca de 600 mil toneladas em 2013, volume semelhante ao atingido no ano passado.

A Rússia foi o principal destino da carne suína brasileira até julho, com participação de 28,34% nas exportações brasileiras, seguida por Hong Kong, com 24,88%, e Ucrânia, com 11,72%. A mesma sequência ocorreu na receita: a Rússia em primeiro lugar, com 31,75% do valor embarcado, Hong Kong, com 23,28%, e Ucrânia, com 12,79%. No mês de julho, a Rússia liderou o ranking, respondendo por 26,57% das exportações em volume e 30,82% em receita. Hong Kong veio em seguida, com 22,87% em toneladas e 21,04% em valor.

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 A melhora nas vendas externas, favorecida pela retomada das compras dos principais países importadores, aliviou parte dos estoques que vinha se acumulando nas câmaras de frigoríficos nacionais. Segundo pesquisadores do Cepea, esse fator somado à menor oferta de animais para abate em algumas regiões têm elevado as cotações internas do suíno vivo e da carne. O movimento de alta começou no final de julho em algumas regiões, com os aumentos mais expressivos ocorrendo nos mercados independentes de São Paulo e de Minas Gerais. Ainda segundo dados do CEPEA, no mês de julho, o preço médio pago ao produtor teve alta de 7% em São José do Rio Preto (SP), fechando a R$ 2,96/kg. Em Avaré/Fartura (SP), o aumento foi de 4% e na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), de 3%, com as médias em R$ 2,80/kg e R$ 2,87/kg. Em Arapoti (PR), o quilo do vivo passou para R$ 2,64 e, em Erechim (RS), para R$ 2,57, altas de 7% e 4%.

3. Mercado - Carne de Frango

As exportações brasileiras de carne de frango in natura atingiram receita recorde em julho, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Tal cenário contribuiu para diminuir a oferta no Brasil e ajudou a impulsionar as cotações internas. Além do maior ritmo de embarques, a tentativa de repasse dos aumentos das cotações do frango vivo reforça o movimento de alta do preço da carne. 

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Os frigoríficos vêm aproveitando o mercado interno mais enxuto e o início de mês, momento propício para vendas no atacado nacional, para pedir valores maiores pela carne nas regiões brasileiras. Os valores médios subiram 4,7% no Estado de São Paulo e 3,1 % em Pará de Minas, com o quilo sendo comercializado, respectivamente, a 2,20 e 2,34 reais, segundo dados do Cepea. No atacado de Toledo (PR), o aumento do preço do frango inteiro congelado chegou a 9,2 % em sete dias, com o quilo da carne passando para uma média de 3,08 reais. Na Grande São Paulo, a alta foi de 3,9 % no período, indo para 3,10 reais por kg.

 4. Mercado – Leite

O preço do leite pago ao produtor teve novo reajuste em julho, acumulando sucessivas altas ao longo de todo o primeiro semestre de 2013 e sendo o maior patamar desde setembro/07, em termos reais (descontando a inflação do período). O preço bruto do leite pago ao produtor (que inclui frete e impostos) calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, alcançou R$ 1,0544/litro em julho – média ponderada pelo volume captado em junho nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA. Em relação ao mês anterior, a média registrou alta de 3,6% (ou de 3,7 centavos/litro) e, frente a julho/12, o aumento, em termos reais, é de 17%. O preço líquido apresentou o mesmo comportamento, chegando a R$ 0,9798/litro, elevação de 4% (ou de 4,8 centavos/litro) em relação a junho/13. Desde o início deste ano, o aumento no preço bruto já é de 18% em termos nominais e de 14,4% em termos reais. Esse novo aumento no preço do leite esteve mais atrelado à firme demanda do que a produção.

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5. Referências

- ABIEC, Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes. Disponível em: www.abiec.com.br.

- ABRAFRIGO, Associação Brasileira de Frigoríficos. Disponível em: www.abrafrigo.com.br.

- AGROSTAT, Estatísticas de Comercio Exterior do Agronegócio Brasileiro. Disponível em: www.agricultura.gov.br.

- AviSite, Portal da Avicultura na Internet. Disponível em: www.avisite.com.br.

- AveWorld, O Megaportal da Avicultura Brasileira. Disponível em: www.aveworld.com.br.

- APS, Associação Paranaense de Suinocultores. Disponível em: www.aps.org.br.

- CEPEA, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada. Disponível em: www.cepea.com.br.

- CILeite, Centro de Inteligência do Leite. Disponível em: http://www.cileite.com.br.

- MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em: www.mdic.gov.br.

- PorkWorld, O Megaportal da Suinocultura na América Latina. Disponível em: www.porkworld.com.br.

- Scot, Scot Consultoria. Disponível em: http://www.scotconsultoria.com.br.

- SEAB, Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. Disponível em : http://www.seab.pr.gov.br.

- Sindicarne, Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados. Disponível em: www.sindicarne.com.br.

- Suinocultura Industrial. Disponível em: www.suinoculturaindustrial.com.br

 

 

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