cabecalho informe

COAMO: Raio X do solo

 

Foram noites mal dormidas e várias tentativas para tentar solucionar um problema que deixava as lavouras desuniformes, mostrando que algo estava errado, até que a família Bocato, de Boa Esperança (Centro-Oeste do Paraná), partiu para a agricultura de precisão. E foi a tecnologia que ajudou a solucionar o problema. A primeira área recebeu a agricultura de precisão há três anos, foram cerca de 20 alqueires. Como o resultado foi satisfatório a família começou a aplicar em outra parte da propriedade. Dos 130 alqueires, 90% já foi realizado a Agricultura de Precisão.

 

Melhora - O cooperado Cleber Sanches Bocato conta que começou a notar melhora já no primeiro ano após a aplicação dos corretivos. “Foi uma grande mudança. A área era bastante manchada e ficou uniforme, igualando a produtividade e aumentando a produção.” Ele trabalha em parceria com o pai ‘seo’ José e os irmãos Edvaldo e Luiz.

 

Redução de custo - Cleber salienta que com a agricultura de precisão é possível diminuir o custo de uma lavoura aumentando a produção. “Pelo contrário, há aumento na produtividade, pois as manchas mostravam que as lavouras tinham algum tipo de deficiência e diminuía a produção nessas áreas. Agora, está tudo uniforme, produzindo igual.” O cooperado revela que o trabalho de amostragem e correção do solo foram ocorrendo de forma escalonada, na janela entre uma safra e outra.   

 

Importância - Ele destaca a importância de buscar novas tecnologias e investir em sistemas e manejos que possam agregar valor à produção. “Buscamos sempre melhorar a nossa lavoura e a agricultura de precisão está nos ajudando a aumentar ou estabilizar a produtividade em um bom patamar”, assinala Bocato.

 

Tecnificação - Segundo o engenheiro agrônomo Luiz Eduardo de Oliveira, do departamento Técnico (Detec) da Coamo em Boa Esperança, os cooperados da região estão cada vez mais tecnificados e buscando novas tecnologias para que possam melhorar o sistema produtivo e, consequentemente, a produtividade e a renda das famílias. “No caso da família Bocato, a ideia de fazer a agricultura de precisão surgiu após várias tentativas sem sucesso de resolver um problema de baixo rendimento em um lote da propriedade. Variedades e fungicidas foram trocados, sistemas aprimorados, mas nada de saber o que acontecia. Até que a agricultura de precisão mostrou o que precisava ser corrigido. A resposta veio já na primeira safra, aumentando a produtividade na área”, comenta. 

 

Área - Os irmãos Agnaldo, Paulo e Fábio Flores, de Iretama (Centro-Oeste do Paraná), fizeram agricultura de precisão em 30% da área. Isso ocorreu no ano passado e nesta safra, segundo eles, já sentiram a melhoria. “Na safra passada, o clima foi normal, tudo deu certo. Já neste ano, tivemos adversidades climáticas e mesmo assim, a produtividade foi maior. Essa evolução creditamos ao investimento que fizemos na agricultura de precisão”, comenta Aguinaldo.  

 

Deficiência - O lote escolhido era o que mais apresentava deficiência, com as lavouras desuniformes. “Já no primeiro ano as plantas mostraram um bom rendimento, elevando a produtividade. Notamos uma lavoura mais uniforme, sem falhas. Isso era visível durante o desenvolvimento das plantas e se confirmou na colheita”, diz. Ele acrescenta que a ideia é fazer a agricultura de precisão em toda a área. “O caminho para produzir mais é utilizar essas tecnologias. Precisamos usar os insumos de forma eficiente, aproveitando todo o potencial e excesso para que possamos aumentar a produção e, consequentemente, diminuir os custos.”

 

Segurança - O cooperado destaca que o fato da agricultura de precisão ser realizada pela Coamo proporciona segurança durante todo o processo desde a coleta das amostras até a aplicação dos corretivos. “Essa seriedade nos deixa tranquilo e sabemos que o trabalho foi bem feito”, frisa.

 

Resultado - O engenheiro agrônomo Marco Aurélio Guenca, encarregado do Detec da Coamo em Iretama, ressalta que os cooperados acreditavam que o resultado apareceria dois ou três anos após o uso da agricultura de precisão. Porém, o efeito positivo foi imediato. “Foram 162 sacas de média em uma área que no passado colhia 80 sacas. Esperamos que a lavoura possa continuar apresentando todo o seu potencial produtivo”, observa.

 

Rendimento - Ele ressalta que a utilização de tecnologia adequada e de sistemas que aprimoram a produção, são importantes para elevar ou manter uma boa produtividade. “Problemas climáticos podem ocorrer a qualquer ano, seja com chuva ou seca. Quem faz uma boa correção e manejo de solo, utiliza as práticas recomendadas e tecnologias como, por exemplo, a agricultura de precisão, tem um melhor rendimento”, assegura o agrônomo.

 

Trabalho de qualidade - A agricultura sofreu grandes e rápidas transformações nas últimas décadas. Mais competitiva, tem exigido dos agricultores investimentos e adoção de novas tecnologias. A Coamo, por meio da Assistência Técnica, tem desenvolvido importante papel na difusão de novas técnicas que melhoraram o sistema produtivo e uma das ferramentas disponibilizadas aos cooperados é a Agricultura de Precisão. O projeto da Coamo está estruturado para oferecer um serviço de qualidade, aliando-se a outras ferramentas e práticas já adotadas no campo e que visam ajustar a atividade, buscando aumentar a rentabilidade do cooperado. 

 

Pesquisa - A Agricultura de Precisão já beneficiou milhares de cooperados em toda a área de ação da cooperativa no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, desde 2012. O programa é respaldado pela pesquisa e conta com tecnologia de ponta para o trabalho que vai desde a retirada do solo para análise até a aplicação dos corretivos em taxa variável. 

 

Primeiro passo - O primeiro passo é investigar e analisar as variáveis do solo, fazendo um “Raio X” por meio de análises georreferenciadas originando mapas de fertilidade. Depois entra a parte de correção, utilizando aplicações com taxa variável, para conseguir aplicar a dose certa no local certo. A Agricultura de Precisão é uma tecnologia que veio para ficar, mas algumas considerações devem ser observadas. Fazer a Agricultura de Precisão não significa que, de uma hora para outra, a produtividade aumentará. Essa é uma situação que pode acontecer, se o principal fator de interferência for a fertilidade do solo. 

 

Qualidade - A qualidade em todas as partes do processo faz do Programa de Agricultura de Precisão da Coamo um dos melhores do mercado. A cooperativa está preocupada em todas as partes do processo, desde a amostragem de solo até o momento da aplicação. Isso traz segurança ao cooperado, garantindo assim que o investimento possa refletir numa lavoura mais uniforme. 

 

Outras práticas - A Agricultura de Precisão deve ser aliada a outras práticas e sistemas a serem adotados pelos cooperados como, por exemplo, a rotação de culturas. A monocultura ou mesmo o sistema contínuo de sucessão tende a provocar a degradação física, química e biológica do solo e a queda da produtividade das culturas. Também proporciona condições mais favoráveis para o desenvolvimento de doenças, pragas e plantas daninhas. Nesse sentido, é importante aliar as tecnologias e sistemas para melhorar o sistema produtivo como um todo. (Imprensa Coamo)

 

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to LinkedIn

Últimas Notícias