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COPROSSEL: Programa Encadeamento Produtivo melhora gestão e rendas nas propriedades

 

Com a palestra sobre o mercado da soja e milho, foi encerrada, na segunda semana de dezembro, no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Laranjeiras do Sul (Acils), a primeira fase do Programa Encadeamento Produtivo, realizado em parceria entre Sebrae e Coprossel, com o apoio da Acils. O programa capacitou produtores com a gestão de suas propriedades, diminuindo custo e aumentado a produtividade. 

 

Palestra - A abertura do evento contou com a palestra do economista e analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, que falou sobre o mercado da soja em milho no mundo e suas tendências para os próximos meses. Segundo ele, a guerra comercial entre EUA e China refletiu diretamente sobre o mercado brasileiro, acreditando que será recorrente nos próximos meses, uma vez que a taxação sobre a soja americana proporcionou maior disponibilidade de commodity, consequentemente uma baixa nos preços na Bolsa de Chicago e uma alta nos prêmios no Brasil. 

 

Programa Encadeamento Produtivo - A primeira fase do programa iniciou em 2016 com a visita dos consultores nas propriedades de onde saíram os diagnósticos que nortearam o cronograma de ações e das metas pelo Sebrae nos anos de 2017 e 2018. No encerramento, foram apresentados os resultados e a grande evolução das propriedades nesse período. Na oportunidade, foram premiados com um troféu os produtores destaque que tiveram a melhor curva de evolução, baseada desde a primeira avaliação até a última. Além dos agricultores também receberam o troféu destaque os parceiros do programa: Acils, Senar e Jornal Correio do Povo que representou a imprensa laranjeirense.

 

Único - Para o consultor Regional Oeste Edson Braga, foi muito bom estar à frente desse projeto que é único no Brasil nesse formato, visando a gestão de propriedades rurais e com isso a melhoria da produtividade em consequência a qualidade de vida dos envolvidos. “Oportunizamos ferramentas para que os produtores tenham um ganho melhor. Os resultados das ações do projeto já são visíveis e isso é muito gratificante. Este projeto terá sua segunda fase a partir de fevereiro de 2019, e tenho certeza que será ainda melhor e maior”, aposta Edson Braga, finalizando. “Valorizem a Coprossel e participem das ações desenvolvidas pela cooperativa que visamà melhoria da produtividade em suas propriedades”.

 

Avaliação - Conforme o engenheiro agrônomo da Coprossel Marcio Dulnick, nem todas as propriedades encerram no mesmo nível, entretanto nas que ele acompanhou a evolução foi fantástica. “Tivemos avanços desde a parte de economia, pois o produtor nuncaanotava os gastos mensais, por exemplo, e ele começou a fazer, o que possibilitou que a partir disso ele começasse também a analisar o custo para cada cultura”, disse.

 

Família - Segundo Dulnick, durante o encadeamento, todos os membros da família sentavam e colocavam na planilha todos os resultados, o que possibilitou planejar a propriedade em longo prazo.

 

Ponta do lápis - De acordo com o presidente da Coprossel, Paulo Pinto de Oliveira Filho, colocando tudo ‘na ponta do lápis’, o produtor tinha o custo de produção de cada cultura, custo por unidade e conseguiu saber o que está dando resultado e o que não está, o que dá mais e o que dá menos, para poder e também economizar.

 

Programas inseridos - Inseridas no programa do Encadeamento produtivo tinha ainda o ‘De olho na qualidade’, que visava organizar de modo geral a propriedade. Também a ‘sucessão familiar’, que foi feita com algumas.

 

Seminários - Também, ao longo desses dois anos do programa foram feitos dois seminários aqui na Acils, que envolveram dinâmicas e cálculos.

 

Viagens técnicas - Teve ainda viagens técnicas, sendo uma delas a uma propriedade em Castro, pra ver o manejo e a forma como era conduzido, principalmente na questão da organização. “Outra foi para a Argentina, onde o objetivo foi mostrar como é a formação do preço, de onde ele surge, como se forma e por que. Quando se trata de soja, o preço inicial é na bolsa de Chicago e como isso chega ao produtor. Como funciona a questão do câmbio, dos prêmios, porque o prêmio em um lugar é uma quantia e o produtor pôde entender isso”, destacou Paulo Pinto.

 

Embrapa - A última viagem foi à Embrapa, onde foi mostrado o histórico sobre a evolução da produção de soja e falado, inclusive, da questão da produção de sementes abordando como faz pra chegar em uma variedade, quantos anos tem que trabalhar com pesquisa, como funciona, etc.

 

Balanço - Marcio Dulnick destaca que foram dois anos de muito trabalho, pois o consultor do Sebrae não levava tudo pronto, então o produtor e a família participaram a todo momento, dos cálculos, da montagem das planilhas. “Cada um tinha uma realidade, cada um fez conforme a realidade da sua propriedade. Foram 7.990 horas de consultoria na propriedade. O agricultor conseguiu enxergar como estava e como chegou ao final do programa. Hoje consegue ver também como ele quer estar daqui a cinco, 10 ou 20 anos, porque ele traçou em cima desse projeto uma meta de crescimento, de produtividade para atingir os seus objetivos”, destaca o presidente da Coprossel.

 

Investimento - Ele enfatiza ainda que foram investidos R$ 1,220 milhão, sendo que 65% foram pagos pelo Sebrae, 35% com renda do produtor e a cooperativa Coprossel. “O produtor pagou uma parte simbólica. Para o novo projeto da fase 2, são R$ 790 mil para 100 produtores, sendo 50 que participaram do projeto que vai ter continuidade, com coisas que não foram vistas, 30 novos e 20 empresas parceiras da cooperativa que são fornecedores de algum tipo de produto ou serviço”, adianta Paulo Pinto.

 

Abrangência - “Essa primeira envolveu 100 famílias e, modo geral, dá pra dizer que foi muito positivo, que agregou para as famílias que estavam envolvidas, para a cooperativa e sem dúvida para a sociedade. O produtor passou a produzir mais, diminuiu seu custo e parou de gerar lixo em excesso na propriedade, além está cuidando melhor do meio ambiente. Então todo mundo ganhou”, avalia Dulnick.

 

Participação - O associado Jeovani Joaquim, de Sertãozinho, Porto Barreiro, destaca que foi muito importante participar do programa, pois dessa forma conseguiram visualizar todas as atividades, custos, gastos e rendas, que antes não era colocado papel e não tinha isso claro.

“Com essa assistência, o consultor dando essa noção, conseguimos eliminar áreas que estavam dando prejuízo ou não davam lucro e colocar mais recursos onde estava dando certo. Isso fez com que a nossa renda melhorasse”, conta o produtor.

 

Auxílio - Além disso, ele destaca as consultorias que auxiliaram na organização dos barracões, maquinários e outros, gerando uma economia para a propriedade. “Conseguimos evitar desperdícios”, diz. “Gostamos muito. Já queríamos isso e tivemos a oportunidade por meio da Coprossel, a quem somos muito gratos. Vimos que estávamos realmente precisando disso”, completa. (Jornal Correio do Povo do Paraná)

 

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