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COMÉRCIO EXTERIOR: China diz que Brasil não deve temer acordo com EUA

comercio exterior 28 02 2019Segundo o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, os exportadores brasileiros não precisam se preocupar com o impacto de um acordo no qual o país asiático se comprometa a importar mais produtos agrícolas do Estados Unidos. Para o diplomata, os exportadores brasileiros precisam ser "otimistas".

Mercado - O mercado chinês, diz o embaixador, é muito grande. Segundo ele, estima-se que nos próximos 15 anos as importações chinesas de bens e serviços vão superar US$ 30 trilhões e US$ 10 trilhões, respectivamente. Por isso, há perspectiva positiva sobre o futuro da relação comercial entre Brasil e China.

Outros - Uma guerra comercial entre as duas maiores economias globais, segundo o diplomata, afetaria não somente os dois países mas também todos os outros. Na visão dele, China e EUA podem chegar a um consenso por meio de conversas, o que ajudaria a todos. Como grandes países em desenvolvimento, destaca Yang, Brasil e China enfrentam desafios como protecionismo e violação a mecanismos comerciais de multilateralismo e, por isso, o consenso ajudará o ambiente econômico mundial.

Intensificação da cooperação - O embaixador, que assumiu o posto no Brasil há dois meses, afirmou ainda que encontrou autoridades do novo governo brasileiro e que os ministros manifestaram interesse em intensificar a cooperação entre os dois países. O presidente Jair Bolsonaro, segundo ele, expressou sua vontade de aprofundar o relacionamento, sobretudo a relação comercial.

Nova etapa de desenvolvimento - Com o governo Bolsonaro, diz ele, o Brasil entra em uma nova etapa de desenvolvimento, dedicando-se a reformas institucionais políticas e econômicas. A China deseja sucesso às reformas, para que tragam bem-estar ao povo brasileiro, afirmou o embaixador em São Paulo, em evento promovido pelo Lide China.

Potencial - Num momento em que o crescimento da economia mundial está anêmico, diz o embaixador, o Brasil e a China devem aproveitar o enorme potencial de mercado e a complementaridade das duas economias. Ele destaca o comércio bilateral de US$ 100 bilhões e o estoque de investimentos chineses no Brasil, de US$ 70 bilhões. (Valor Econômico)

 

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