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ECONOMIA: Alimento e transporte puxam altas, e prévia do IPCA surpreende em março

 

Pressionada por alimentos in natura, a prévia da inflação oficial avançou mais que o previsto por analistas em março e aproximou-se do centro da meta do Banco Central, além de ter gerado revisões para cima na expectativa do índice fechado do mês. Apesar disso, ainda prevalece a percepção de uma inflação confortável no ano, corroborada pelo baixo nível dos núcleos de inflação, medidas que retiram itens voláteis da conta.

 

Alta - Conforme divulgado nesta terça-feira (26/03) pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,54% em março, acelerando em relação ao apresentado no mês anterior (0,34%). Trata-se da maior taxa para o mês desde 2015 (1,18%). Analistas ouvidos pelo Valor Data já esperavam uma aceleração da prévia da inflação, só que de forma menos intensa, para 0,49% na média.

 

Aumento acumulado - Desta forma, o IPCA-15 passou a acumular aumento de 4,18% nos últimos 12 meses até março, convergindo para o centro da meta neste ano (4,25%, com margem de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos). Nos três meses anteriores, a prévia da inflação oficial do país havia rodado abaixo de 4% - em dezembro (3,86%), janeiro (3,77%) e fevereiro (3,73%).

 

Intensidade - A surpresa foi a intensidade do avanço dos preços de alimentos consumidos em casa. O clima desfavorável afetou a oferta e elevou esse conjunto de preços em 1,91% em março, bem acima do mês anterior (0,68%). Itens importantes na mesa das famílias ficaram mais caros, como o feijão-carioca (41,44%), que foi o maior impacto no IPCA-15, com 0,09 ponto percentual, além de batata-inglesa (25,59%) e do tomate (16,73%).

 

Transportes - Também colaborou o grupo de Transportes, que saiu de queda de 0,46% em fevereiro para uma alta de 0,59% em março. A gasolina ficou mais cara (0,28%), após três meses de queda, mas os principais responsáveis pela aceleração do grupo foram as passagens aéreas (7,54%) e o etanol (2,64%), com contribuição de 0,03 ponto percentual para o IPCA-15.

 

Itens mais voláteis - Apesar da surpresa, a média dos núcleos, medidas que retiram do cálculo do índice os itens mais voláteis, ficou em 0,27% em março, abaixo do 0,30% esperado pelo banco Haitong. Em 12 meses, a média dos núcleos teve aceleração de 3,63% para 3,69% de fevereiro para março. Já o núcleo da inflação de serviços em 12 meses baixou de 3,70% para 3,64%.

 

Aceleração - Segundo previsão do Haitong, a inflação deve acelerar um pouco mais até o fim de março, para algo em torno de 0,60% (foi 0,09% em março do ano passado). Ainda assim, o economista-sênior da instituição, Flávio Serrano, afirmou que a taxa não preocupa. "Há uma questão sazonal na alimentação. Isso deve se dissipar em dois ou três meses."

 

Gasolina e etanol - Nos cálculos da LCA Consultores, a gasolina e o etanol devem subir mais até o fim deste mês. Desta forma, o IPCA fechado de março vai acelerar para 0,62%. Se confirmada a projeção, o índice de 12 meses deve subir para 4,44%, superando o centro da meta de inflação do governo. Em abril, o indicador subiria mais um pouco, atingindo 4,59%, o que deverá ser a taxa mais alta deste ano.

 

Reversão - Fábio Romão, economista da LCA, disse que essa aceleração do IPCA tende a começar a ser revertida nos meses seguintes, com o índice desacelerando para 3% nos 12 meses até julho. A inflação fecharia o ano em 3,9%. "Teremos um IPCA muito tranquilo em 2019, o que pode favorecer eventual corte de juro".

 

Segunda quinzena de março - Na avaliação do economista Yan Cattani, da Pezco Economics, os preços dos alimentos devem mostrar desaceleração na segunda quinzena de março. Os combustíveis até podem pressionar nos próximos meses, além do reajuste de medicamentos programado para abril, mas a taxa do ano deve seguir "tranquila".

 

Aneel - A MCM Consultores acredita que a inflação será beneficiada pela decisão da Aneel de reduzir os reajustes tarifários da Light, da Enel-RJ e da Eletroacre devido à antecipação do pagamento dos empréstimos bancários (Conta-ACR). (Valor Econômico)

 

economia 27 03 2019

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