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INFRAESTRUTURA I: Com o dobro do lance mínimo, Rumo fica com principal trecho da Ferrovia Norte-Sul

 

infraestrutura I 29 03 2019Com uma oferta de R$ 2,719 bilhões, a Rumo, empresa de logística do grupo Cosan, venceu a disputa pelo trecho central da Ferrovia Norte-Sul, ao oferecer ágio de 100,92% nesta quinta-feira (28/03). O valor mínimo de outorga era de R$ 1,353 bilhão pela concessão por 30 anos.

 

Lance - O lance superou a proposta da única concorrente, VLI Multimodal, que ofereceu R$ 2,065 bilhões. Este foi o primeiro leilão do setor ferroviário nos últimos 12 anos.

 

Trecho - O trecho de 1.573 quilômetros da ferrovia ofertado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) liga Porto Nacional (TO) a Estrela d'Oeste (SP). O empreendimento já recebeu R$ 16 bilhões em investimentos públicos e o edital prevê o aporte de mais R$ 2,8 bilhões ao longo do período de concessão.

 

Erros de execução - O trecho envolvido no leilão foi construído pela Valec, estatal de ferrovia, e ainda não está concluído. Segundo especialistas, será preciso investir uma soma considerável para corrigir erros de execução e de projeto ao longo do trecho já construído da ferrovia.

 

Demanda - A estimativa do governo é que, ao final da concessão, o trecho ferroviário tenha demanda equivalente a 22,73 milhões de toneladas.

 

A Rumo - Criada pelo Grupo Cosan em 2008, a Rumo é a maior operadora logística com base ferroviária independente do Brasil desde a fusão com a América Latina Logística (ALL), em 2015. Recentemente, a empresa divulgou estimativa de Capex (investimento) para o período entre 2019 e 2023 de R$ 13 bilhões a R$ 15 bilhões, quase o dobro do estimado pelo mercado. Nesta quinta-feira, a empresa ofereceu R$ 2,719 bilhões e venceu a disputa pelo trecho central da Ferrovia Norte-Sul que será concedida por 30 anos.

 

Rede - Com quatro concessões nas mãos, que somam aproximadamente 12 mil quilômetros de extensão em linhas férreas, a rede ferroviária da Rumo é integrada por 1 mil locomotivas, 25 mil vagões, além de centros de distribuição e instalações de armazenamento. Em 2017, a empresa decidiu abrir capital e desde então é listada no Novo Mercado da B3.

 

Tema sensível - A renovação antecipada da concessão da Malha Paulista, que vence em 2028, é um tema sensível para a empresa, pois poderia destravar novos investimentos inclusive para a Malha Sul. São 2.039 quilômetros de extensão que juntamente com sua malha ferroviária do Centro-Oeste compõe um dos principais corredores de exportação do país, ligando a região ao Porto de Santos (SP). O processo está em fase final de análise no Tribunal de Contas da União (TCU).

 

Vencimento - As concessões das malhas Oeste (com 1.951 quilômetros) e Sul (com 7.208 quilômetros) vencem em 2026 e 2027, respectivamente, e sua renovação já foi solicitada.

 

Malha Norte - O vencimento da Malha Norte, de menor extensão (735 quilômetros), será em 2079. O projeto de extensão dessa malha até Sorriso (MT), que ainda depende de aprovação regulatória da ANTT, é outro ponto importante de atração para investidores, segundo analistas.

 

Investimento- Em recente evento, Marcos Lutz, presidente da Cosan, controladora da empresa, afirmou que seguirá com investimentos recorrentes na Malha Sul, enquanto aguarda a renovação do contrato de concessão. "Eu só posso fazer um investimento transformacional na Malha Sul depois de ter a renovação da malha acordada pelo governo, se não esse investimento não se paga", afirmou. (O Estado de S.Paulo)

 

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