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SANIDADE: Fórum Paraná Livre de Febre Aftosa sem Vacinação é realizado em Curitiba

Na tarde desta quarta-feira (29/05), no Auditório Mário de Mari, no Centro de Eventos da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), em Curitiba, foi realizado mais um ciclo dos fóruns regionais “Paraná livre de febre aftosa sem vacinação”. O objetivo do evento é esclarecer quais mudanças vão ocorrer após a suspensão da vacina no estado. Um estudo da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seab) estima que o novo status sanitário pode dobrar as exportações de carne suína do estado, chegando a 200 mil toneladas ao ano. O cenário é previsto com a conquista de espaço nos mercados da China, Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária, e representam 64% do comércio mundial de carne suína. As cadeias produtivas de carne bovina, aves e leite também serão beneficiadas com o acesso a mercados que remuneram melhor.

Campanha A campanha de vacinação encerra nesta sexta-feira (31/05) e abrange bovinos e búfalos de até 24 meses de idade. Após a campanha, o Paraná deixa de vacinar contra febre aftosa. Em setembro, o Ministério da Agricultura (Mapa) publica um ato normativo que mudará o status do Estado para Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconhecerá a condição do Paraná em 2021. “O setor produtivo tem investido de forma contínua na melhoria da estrutura de sanidade do estado. Esse é o momento de avançarmos. As cooperativas consideram o novo status uma prioridade. Estamos preparados para cumprir todas as exigências e, por consequência do trabalho realizado em parceria entre os setores privado e público, poderemos acessar mercados globais importantes, ampliando as oportunidades de renda dos produtores paranaenses”, afirmou o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, que representou a entidade no evento.   

Condições técnicas - Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o Paraná tem condições técnicas, econômicas e políticas de evoluir, e tem mostrando capacidade de ação e estrutura para suspender a vacinação. De acordo com ele, os fóruns foram uma oportunidade de mostrar as possibilidades de avanço. “Estamos vacinando o rebanho há mais de 50 anos, e nos últimos anos fizemos investimentos consistentes no sentido de mostrar ao mundo uma 'cara sadia', embora não tenhamos mais evidência do vírus da aftosa circulando em nosso meio”, disse Ortigara. Ele destaca que há grandes oportunidades de incrementar a produção agroindustrial, gerando emprego e renda nos municípios, além de entrada no mercado externo.

Público - Cerca de 250 pessoas acompanharam o evento em Curitiba. No Interior, em Paranavaí, Cornélio Procópio, Guarapuava e Pato Branco, o público foi de 4,3 mil pessoas, entre produtores, entidades e lideranças do setor agropecuário, técnicos, estudantes e representantes do poder público. Os fóruns foram promovidos pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Adapar, Emater, Sistema Ocepar, Sistema Faep/Senar, Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), além de entidades locais que colaboram com recursos físicos, como prefeituras, Sociedades Rurais de Cornélio Procópio e Pato Branco, Fiep e Unicentro.

Presenças - O evento em Curitiba teve a presença do secretário do Estado da Agricultura, Norberto Ortigara, do presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, do presidente da Faep, Agide Meneguette, do superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, do presidente da Fetaep, Marcos Brambilla, do superintendente do Mapa, Cleverson Freitas, do ex-secretário de Agricultura e assessor da Faep, Antonio Leonel Poloni, e do deputado estadual Antônio Anibelli Neto, presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa do Paraná. Durante o evento, o gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, e o diretor executivo da Frimesa, Elias José Zydek, fizeram palestra aos participantes, detalhando as mudanças que o novo status trará, bem como mensurando o potencial de mercado a ser acessado pelo Paraná. (Com informações da Agência Estadual de Notícias)

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