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COCAMAR I: Mendonça de Barros fala em oportunidades para o agro crescer

 

A perspectiva é animadora para o agronegócio brasileiro no mercado internacional. Quem afirma é o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados de São Paulo. Na manhã desta quarta-feira (26/06), ele fez palestra em Maringá (PR) aos integrantes dos conselhos de administração, fiscal e consultivo, diretoria executiva, superintendentes e gerentes da Cooperativa Cocamar, além da diretoria do Sistema Ocepar. Barros trouxe notícias positivas e outras nem tanto. 

 

China - De acordo com o economista, os destemperos do presidente Donald Trump estão fazendo com que a China, maior importadora global de soja, diminua gradativamente suas compras dos EUA e se volte cada vez mais para o Brasil. Desde 2013 a preferência dos chineses tem sido maior pelo grão brasileiro, na comparação com o americano, mas em 2018 a diferença alcançou os maiores patamares de todos os tempos e podem se repetir em 2019. 

 

Sanidade - “Os chineses estão convencidos de que o Brasil é capaz de atender grandes volumes e também que sabe honrar contratos”, disse Barros, acrescentando que isto cria uma responsabilidade maior para os brasileiros em relação aos cuidados com a sanidade de seus produtos, o que inclui a carne. 

 

Crescendo - “O Brasil está crescendo como fornecedor global de outros produtos também, caso do algodão e igualmente em cima dos Estados Unidos”, frisou o economista, lembrando que, por outro lado, os chineses consomem cada vez mais suco de laranja e café do Brasil e podem vir a ser, também, compradores de carnes brasileiras. “Estamos diante de uma oportunidade extraordinária para crescer.” 

 

Safra - Por outro lado, a safra deste ano nos EUA enfrenta grandes problemas com o clima e alguns setores já avaliam que ao menos 40 milhões de toneladas de grãos estariam perdidas. O mercado já aguarda, ansioso, pelos números do relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda). 

 

Economia fraca - A notícia ruim não tem nada a ver com o agronegócio e, sim, com a economia do país. Segundo Barros, as previsões em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) são de mais um ano perdido. Se antes se cogitava que o crescimento em 2019 poderia passar de 2%, as projeções da MB indicam agora 0,9% e setores menos otimistas admitem até mesmo 0,5%. “As expectativas quanto ao novo governo não se confirmaram nos primeiros meses e o entusiasmo perdeu força”, observou. “Tudo o que depende de salários, está ruim: desde a venda de combustíveis, calçados, vestuários e outros itens.” 

 

Inflação e Previdência - No entanto, um ponto favorável é que a inflação continua baixa, havendo a possibilidade de uma queda da taxa Selic dos atuais 6,5% para 6%. O sentimento de Barros é que o Congresso deve aprovar a reforma da Previdência, em primeiro turno, no mês de julho, ficando o segundo turno para setembro. “Se isto se confirmar, o Brasil poderá voltar a crescer no final do ano e ao longo de 2020”, completou. (Imprensa Cocamar)

 

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