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PUCPR: Os desafios para internacionalizar as empresas paranaenses

 

pucpr 17 07 2019Companhias paranaenses vêm conquistando o mercado internacional em setores chave da economia do estado. Mas o processo de internacionalização das empresas e cooperativas enfrenta desafios, tanto no mercado internacional quanto nos processos das próprias organizações. 

 

Projeto - Para mapear esse cenário, o Programa de Pós-Graduação em Direito da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) está conduzindo um projeto com duração de sete anos. O objetivo é analisar os efeitos e desafios da internacionalização para a indústria paranaense, repassando-os para a sociedade. 

 

Abrangência - O projeto, com conclusão prevista para 2020, engloba duas teses de doutorado, seis mestrados, dez PIBICs, professores doutores, pesquisadores e mais um grupo de pesquisa ligados ao tema.

 

Indústria Metal Mecânica - O levantamento aponta que a indústria metal mecânica, um dos setores mais expressivos do Paraná, enfrenta dificuldades para internacionalização. Entre os principais entraves estão burocracia excessiva, a complexidade tributária e a infraestrutura logística precária, que causam queda de produtividade e redução da competitividade. 

 

Complexo e burocrático - “O atual modelo de ressarcimento de créditos de exportação é complexo e burocrático”, diz Juliane Andretta, pesquisadora que analisou os processos de internacionalização da indústria metal mecânica.

 

Formalidades desnecessárias - Segundo ela, o processo atual exige formalidades desnecessárias para a obtenção do registro e da declaração de exportação que, juntamente com a dispersão da legislação aduaneira, dificultam a internacionalização. “É necessário que ocorram algumas alterações legislativas, procedimentais e organizacionais”, explica.

 

Etanol e demais energias renováveis - No setor de etanol, o mercado tem potencial de crescimento em meio ao aumento da demanda no mercado internacional, após novas regulamentações do uso do etanol misturado à gasolina. Neste contexto, o Paraná se destaca por ser o segundo maior produtor de etanol, atrás apenas de São Paulo.

 

Terra roxa - Segundo Nelma Terezinha Bouard, pesquisadora participante do projeto, o que contribui para que o Paraná ganhe destaque é o solo de terra roxa característico da região, extremamente fértil para o cultivo de cana-de-açúcar. Juntamente com a condição natural favorável, a queda no intervencionismo estatal foi um impulso para o desenvolvimento do setor.

 

Entraves - Por outro lado, as empresas produtoras de etanol paranaense enfrentam diversos entraves para a internacionalização: o principal delas é a dificuldade para estreitar relações com países estrangeiros para a exportação. Outro desafio é transformar o etanol em commodity para viabilizar a comercialização no mercado internacional, além de produzir em volume suficiente para atender ao mercado interno e externo.

 

Ambiente favorável - Mesmo assim, o Paraná vem se mostrando um ambiente favorável ao desenvolvimento das empresas de energia renovável, oferecendo incentivos fiscais e fomento para busca por eficiência energética. As fontes de energia solar e eólica, especificamente, vem atraindo atenção para investimentos e desenvolvimento. Mas o cenário ainda é de entraves em infraestrutura e falta de políticas públicas nacionais para o setor.

 

Crise - “A crise energética vem potencializando seus efeitos no Brasil em vista da ausência de políticas econômicas de longo prazo e dos impasses em torno da atuação da Aneel”, afirma Luis Guilherme Natalio de Mello, participante de pesquisa sobre a crise enérgica e seus efeitos sobre a economia paranaense. Segundo ele, esse cenário está tornando o setor o carente de investimentos em infraestrutura e dependente de uma única matriz energética, a energia hidrelétrica.

 

Cooperativas - Por outro lado, as cooperativas enfrentam desafios diferentes: o maior delas é a diversificação de produtos e a industrialização das cooperativas agrícolas, explica Matheus Camparim, um dos pesquisadores. Ele aponta ainda a necessidade de encontrar novos mercados, além dos velhos conhecidos das cooperativas nacionais.

 

Participação - O Paraná conta hoje com 74 cooperativas agropecuárias filiadas à Organização das Cooperativas do Estado (Ocepar), formadas por aproximadamente 140 mil cooperados. Estas cooperativas representam 55% da economia agrícola do Estado do Paraná, além de participarem ativamente do processo de produção, beneficiamento, armazenagem e industrialização de grande parte dos produtos agropecuários produzidos no Paraná.

 

Diversificação - “A diversificação das atividades também pode influenciar na minimização dos riscos de se operar em um único mercado”, explica Camparim. “Isso também acarreta o rompimento das barreiras protecionistas impostas aos produtos comoditizados, além de intensificar a competitividade global entre cooperativas, o que acaba chamando a atenção do consumidor final”, acrescenta.

 

Acordo - Vale lembrar que a indústria metal mecânica, o etanol e alguns setores das cooperativas ficaram, com restrições, por razões diferentes, no Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. (Assessoria de Imprensa da PUCPR)

 

Foto: Pixabay

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