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ENCONTROS FOLHA: Cooperativismo avança no Paraná

 

O cooperativismo está em franca expansão no Paraná. Sessenta por cento das exportações do País originadas de cooperativas partem do Estado. Em 2018, os empreendimentos paranaenses que operam por esse modelo de negócio movimentaram R$ 83,5 bilhões, valor que corresponde a 32% do total de movimentações do cooperativismo nacional, e a expectativa é atingir o objetivo expresso no plano PRC 100 (Plano Paraná Cooperativo 100) e chegar aos R$ 100 bilhões.

 

EncontrosFolha - Os números expressivos e animadores foram apresentados nesta quinta-feira (25/07), em Londrina (PR), durante o 14º EncontrosFolha, promovido pelo Grupo Folha, e que teve como tema “Cooperativismo – A união que traz resultados”.

 

Ramos - Das 218 cooperativas em atividade nos municípios paranaenses, 70 são do agronegócio, setor que lidera o cooperativismo no Estado, seguido pelo crédito (55) e saúde (33). Mas ainda há muito espaço para crescer, conforme avalia o superintendente da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e do Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), Renato Nobile, que ressalta a capacidade de injeção de recursos na economia que o cooperativismo promove. O importante desempenho da atividade no País é apresentado por ele em valores.

 

Tributos - No ano passado, as cooperativas pagaram R$ 7 bilhões em tributos e impostos e outros R$ 9 bilhões foram pagos em salários e benefícios. No Paraná, a movimentação de 16 cooperativas soma R$ 1 bilhão. “Em 130 municípios do estado do Paraná, a cooperativa é a maior empresa. O cooperativismo paranaense é muito grande. O segmento fomenta a tecnologia, a assistência técnica e a extensão rural”, afirmou Nobile.

 

Postos - Diretor-presidente da Integrada Cooperativa Agroindustrial, Jorge Hashimoto comemora o crescimento no Estado de todos os setores do cooperativismo, que abriu mais de cem mil postos de trabalho. “Há um crescimento em todos os ramos da atividade e o agronegócio não é diferente. As cooperativas no Paraná hoje representam mais de 60% do PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio. E a cooperativa não é apenas uma atividade econômica. Ela trabalha também no social e na questão do meio ambiente”, ressaltou.

 

Participação - Para além da inovação tecnológica, o presidente da Unimed Londrina, Omar Taha, um dos painelistas do evento, lembrou que o cooperativismo traz uma grande colaboração para o novo momento da sociedade, pregando um novo modelo de governança, com a abertura de espaço para a participação efetiva de todos os sócios, com maior transparência e sem conflito de interesses. Taha frisou ainda o aumento da qualidade dos serviços. “A qualidade do serviço prestado levantou a base dessa prestação de serviço e todas as outras empresas têm que acompanhar.”

 

Contribuição - Utilizando como exemplos alguns cases de sucesso apresentados no evento, o superintendente do Grupo Folha de Comunicação, José Nicolás Mejía, avaliou que o cooperativismo tem muito a contribuir para o desenvolvimento das pequenas comunidades. “Tivemos o caso do Sicredi, assim como as cooperativas agrícolas, focadas nos pequenos produtores e, se não fosse por isso, talvez inviabilizasse o negócio deles.”

 

Crédito - Durante o painel, o superintendente de Negócios da Sicredi União PR/SP, David Conchon, contou sobre o projeto piloto iniciado em Cafeara (Norte), com a inauguração da primeira instituição financeira do município de 2,8 mil habitantes. Os resultados obtidos com a agência Smart da cooperativa de crédito foi reconhecido dentro e fora do País como modelo de inclusão financeira e social. “Temos que elevar o cooperativismo para 95% do mercado que ainda não sabe como é o cooperativismo de crédito”, disse Conchon.

 

Agregação de valor - “Também vejo a importância do crescimento das cooperativas de agregar valor à produção agrícola no sentido de tornar produtos industrializados e que podem ser comercializados e exportados com melhor preço”, acrescentou Mejía. Ele defende que com a ampla divulgação dos benefícios do cooperativismo a população em geral poderá enxergar as vantagens desse modelo de negócio, “principalmente na área de crédito, que está crescendo”. (Folha de Londrina)

 

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