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ARGENTINA: Em posse, Fernández fala em reerguer economia e cita relação com Brasil

argentina 11 12 2019O novo presidente da Argentina, Alberto Fernández, assumiu o cargo que ocupará pelos próximos quatro anos e fez um discurso em que celebrou a democracia, no qual recordou que há 36 anos assumia o primeiro presidente eleito do país, Raul Alfonsin, colocando fim à ditadura militar.

Aprendizado - “Aprendemos que a debilidade e deficiência da democracia só resolve com mais democracia. Por isso, reivindico o compromisso democrático, da convivência com os argentinos apesar das diferenças que possam existir”, afirmou.

Convocação - “Venho a convocar a unidade de toda a Argentina em favor um novo contrato social, fraterno e solidário, porque este é um tempo de emergência no qual primeiro temos que atender os mais necessitados, e depois os demais. Vamos começar pelos últimos para chegar a todos”, disse Fernández.

Temas - O presidente falou longamente sobre a situação da economia, a pobreza, o desemprego e aperto das famílias e das empresas e prometeu oferecer um sistema de crédito não bancário com baixas taxas. “A economia familiar está asfixiada por alto nível de endividamento. As PMEs estão em dificuldade e temos grande capacidade ociosa”, disse, apontando que apresentará um “acordo básico de solidariedade e emergência” com trabalhadores, empresários e cidadãos do campo.

Aviso - No discurso, Fernández também avisou que seu governo não seguirá o projeto de lei de orçamento enviado pelo ex-presidente Mauricio Macri. “Não daremos tratamento do orçamento do governo de Mauricio Macri para 2020 porque os números não correspondem à realidade”, anunciou.

Economia produtiva - “Devemos voltar a desenvolver uma economia produtiva para gerar capacidade de pagamento. É preciso ressaltar que o governo anterior deixou a Argentina em uma situação virtual de default”, comentou Fernández, em relação à dívida argentina.

Dívida - Neste contexto, reiterou que seu governo vai “encarar a dívida externa, mas para poder pagar primeiro temos que crescer”. Também deixou claro que terá uma “relação construtiva e cooperativa com o Fundo Monetário internacional (FMI) e com os credores privados”.

Sem capacidade - Segundo Fernández, a Argentina “tem vontade de pagar, mas não tem capacidade. Queremos resolver o problema da dívida e para isso temos que trabalhar responsavelmente e não com planos que não podemos cumprir”.

Relações internacionais - Sobre a relações internacionais, o novo presidente argentino declarou que o objetivo é que estas sejam maduras e que seu governo pretende ampliar o comércio com todos os países. “A chancelaria terá como foco atrair investimentos estrangeiros ao país. Queremos fortalecer a América Latina e o Mercosul”, afirmou.

Brasil - Em seu pronunciamento, Fernández fez menção direta ao Brasil, principal parceiro comercial da Argentina. “Particularmente com o Brasil, temos que construir uma agenda ambiciosa, produtiva e estratégica, com uma relação que vai além de qualquer diferença pessoal ou ideologia que quem governa nesta conjuntura”, afirmou.

Paz - Aos líderes mundiais em geral, Fernández apontou que “o único caminho possível é o da paz e da diplomacia”. Fernández ainda defendeu a unidade regional e citou os crescentes protestos contra a desigualdade e a agenda de medidas liberais nos países sul-americanos, como Chile e Colômbia mais recentemente.

América Latina unida - “Continuarei apostando por uma América Latina unida, para inserir com sucesso e com dignidade no mundo”, afirmou. ”Sabemos que se trata de um mundo altamente complexo. Com graves problemas e desequilíbrios econômicos. Cresceram em vários países movimentos autoritários, tem havido golpes de Estado e, ao mesmo tempo, crescem reclamações citadas contra o neoliberalismo e a desigualdade social.”

Defesa - O novo presidente disse que, em qualquer cenário, a Argentina fará a defesa dos princípios de paz, de defesa da democracia e de pleno vigor dos direitos humanos. “Defenderemos a liberdade e autonomia dos povos para decidir seus próprios destinos.”

Mulheres - Sobre os direitos das mulheres, Fernández afirmou que fará todos os esforços necessários para estejam em um “primeiro plano”. “’Nem uma menos’ deve ser uma bandeira de toda a sociedade e de todos os poderes da República. É dever do Estado reduzir drasticamente a violência contra as mulheres até a sua erradicação”, disse, numa referência ao movimento feminista que luta contra os assassinatos de mulheres e pela igualdade de direitos.

Ilhas Malvinas - Fernández também fez referência a sensível questão da soberania das ilhas Malvinas (Falklands para o Reino Unido). “Reafirmamos nosso mais firme compromisso com o cumprimento da Cláusula Transitória Primeira da Constituição Nacional e trabalharemos incansavelmente para potencializar a legítima reivindicação pela soberania sobre as ilhas Malvinas, Georgias do Sul e Sandwich do Sul e pelos espaços marítimos e insulares correspondentes”, afirmou. “Trabalharemos por uma resolução pacífica e sobre a base do diálogo. Não há mais lugar para colonialismos no século 21.” (Valor Econômico)

 

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