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INTEGRADA: Live debate o controle da praga em parceria com a Integrada;

 

integrada percevejos 14 05 2020O percevejo tem causado danos representativos nas culturas de soja e milho nas últimas safras. As metodologias de controle da praga geram muitas dúvidas por parte dos agricultores. Para ajudar a esclarecer um pouco mais sobre a dinâmica dos percevejos, a Ihara (fabricante de defensivos), em parceria com a Integrada, realizou na última terça-feira, dia 12, uma transmissão ao vivo pela internet para debater o assunto. Participaram do debate o pesquisador José Fernando Jurca Grigolli, da Fundação MS, o coordenador técnico da Integrada em Maringá (PR), Ivan José da Cruz e o coordenador técnico da cooperativa em Ubiratã (PR), Emerson Damico.

 

Manejo integrado - Durante a sua apresentação, Grigolli afirmou que a adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP), é uma das ferramentas que pode ajudar o agricultor no controle do percevejo. Segundo ele, a primeira ação que o produtor deve fazer é o monitoramento por meio de análises do nível populacional. O segundo passo, afirmou o pesquisador, é entender a dinâmica das pragas para que haja uma intervenção no momento certo. Para isso, a sugestão é sempre ter o apoio de um técnico.

 

Intervenção - A Fundação MS recomenda que a intervenção por meio de inseticidas deve ocorrer a partir de dois percevejos por metro linear. “O percevejo vive muito, pois pode passar de uma safra para outra. Por isso, o controle é importante”, afirmou o pesquisador. Grigolli destacou também que é necessário acertar o momento da primeira aplicação para eliminar os percevejos mais velhos (avós), cujo objetivo é quebrar o ciclo da praga.

 

Danos - Emerson Damico pontuou que os danos causados pelo percevejo variam de acordo com a fase de desenvolvimento em que se encontra a lavoura. “Temos que ter cuidado para que os netos não conheçam os avós para não cruzarem”. Para que não ocorra o cruzamento de diferentes faixas etárias do inseto, o agrônomo recomenda a intervenção química quando o produtor constatar, novamente com a ajuda de um técnico, um início de infestação em qualquer fase de desenvolvimento da lavoura.

 

Milho - O coordenador técnico de Ubiratã completou que, se nenhuma ação de controle for feita em uma lavoura durante toda a safra, o percevejo pode causar um dano que varia de 60% a 80%. O pesquisador Fundação MS destacou que, para cada inseto que o produtor enxerga, existem outros quatro espalhados naquela localidade. Com relação ao manejo do percevejo na cultura do milho, os critérios também se baseiam no monitoramento. Contudo, ele já começa na soja. “Se o produtor tiver alto índice de infestação no final do ciclo da soja, por exemplo, se deve colocar inseticida junto ao dessecante, mas atenção em relação à carência do produto”, alertou.

 

Ataque na safra - O coordenador técnico Ivan José da Cruz, de Maringá, explanou o balanço da infestação por percevejos na última safra. Ele afirmou que, nos últimos dois anos, houve um ataque maior de percevejos. “Na última safra, por exemplo, a infestação foi mais tardia. Foi feito o controle inicial conforme recomenda a pesquisa e depois tivemos intervalos de até 30 dias para chegar novamente ao nível de controle, sempre monitorado a campo pelo nosso corpo técnico. 

 

Outras aplicações - A partir daí, recomendamos novamente outras aplicações, toda vez que chegava ao nível de controle, porque primamos pela excelente qualidade dos grãos produzidos pelos nossos cooperados”. O coordenador técnico da Integrada ainda ressaltou que devemos observar, além do nível de controle, qual produto deverá ser recomendado e utilizado pelos nossos cooperados.  Lembrando, sempre, que estes devem ser rotacionados para evitar possíveis resistências aos princípios ativos disponibilizados hoje no mercado.

 

Escolher a melhor hora - Cruz também comentou que, além do produto mais adequado para cada momento de aplicação, temos que observar qual a melhor hora de fazê-la, pois este também é um fator essencial para uma melhor eficácia no manejo e controle desta praga. Emerson Damico, coordenador técnico da regional Ubiratã, relatou que houve um aumento na população de percevejos na última safra naquela região. “Tivemos problemas somente com a soja semeada mais tarde em relação ao zoneamento, cujos ataques foram intensos, ocasionando uma perda de qualidade de grão. Damico acrescentou que o percevejo que atacou a soja semeada mais tarde migrou para o milho segundo safra. (Assessoria de Comunicação da Cooperativa Integrada)

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