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TRABALHO: Como manter as equipes saudáveis na pandemia

Equipes saudáveis na pandemia foi o tema 24ª live promovida pelo Sistema Ocepar para os agentes de cooperativas do Paraná. Quem falou sobre o assunto foi mentor, consultor e master coach, João Arnoldo Gorz. “Esse tema tem sido recorrente em nossas lives, porém, é um assunto que precisa ser debatido com intensidade porque no momento a saúde mental é uma grande preocupação das empresas”, disse a analista de Cooperativismo do Sescoop/PR, Cristina Moreira, ao abrir o encontro online, na última sexta-feira (28/08). “Uma das sequelas dessa pandemia será a depressão”, afirmou o consultor, referindo-se ao estado emocional das pessoas diante de tantas imposições e mudanças que estão ocorrendo.

Que mundo é este? - Segundo ele, muitas mudanças que estão ocorrendo no mundo já eram sinalizadas antes da pandemia.  Mas se já despontavam no horizonte, por que causaram tantas surpresas, a ponto de mexer com a saúde física e mental das pessoas? A resposta, segundo Arnoldo Gorz, é rapidez com que acontecem. “Que mundo é este? Esta é indagação que todos se fazem agora. Tentamos montar um grande quebra-cabeça e não conseguimos. As mudanças estão acontecendo, e elas são grandes, e não sabemos como lidar com elas. As curvas da mudança e do aprendizado não crescem no mesmo ritmo”.

Ansiedade - O consultor explica que esse Gap (atraso relativo, descompasso ou disparidade), é o que desencadeia a ansiedade e o estresse. “A Pirâmide de Maslow, que define as necessidades humanas, foi alterada. A Covid bagunçou isso tudo. Tivemos que voltar o foco para necessidades que há muito estavam superadas. E entrou a questão do medo. Será que eu infecto você ou serei infectado? O instinto de autopreservação foi abalado. O medo, o egoísmo, a insegurança e a desconfiança passaram a ser frequentes em nossa vida”.

O papel do líder - Tantas mudanças, obviamente, refletem no ambiente de trabalho. Diante desse cenário, Arnoldo Gorz orienta que cabe ao líder identificar as necessidades de seus liderados e prepará-los para desenvolver as competências exigidas nesse novo momento da humanidade. “Existe sim um jeito de lidar com tudo isso. Desde que eu me aquiete e comece a pensar. O primeiro passo é criar uma cultura organizacional favorável. O mundo mudou. Nem tudo o que fazíamos e da forma como fazíamos, vai continuar. Vou ter que repensar processos, formas, repensar significados”.

Propósito - O consultor enfatiza que desmistificar a inovação e incentivar a colaboração são pontos fundamentais para enfrentar esse momento. Outra questão importante é colocar propósito no centro da sua estratégia. “Pergunte-se: se vou voltar ao trabalho presencial, qual o significado que minha equipe precisa enxergar nisso? Empresas inspiradoras trabalham a partir do seu lema, do seu legado. Qual é o legado pelo qual trabalho”, pontuou.

Resumo - Confira a seguir, outras colocações feitas pelo consultor e master coach João Arnoldo Gorz, na live da última sexta-feira:

- Os nossos relacionamentos ficaram abalados. O abraço precisa esperar.

- Estamos numa luta contra o tempo. São muitas dúvidas: será que vem vacina? Será que vão abrir fronteiras? Será que novos modelos de negócios vão surgir?

- Impactos negativos em vários setores, desemprego, polêmica sobre o tratamento da Covid-19, e pessoas desrespeitando as orientações. De repente a gente se defronta com essa realidade.

- O instinto de socialização também ficou abalado. Começamos a enfrentar a solidão. Estávamos acostumados a ir e vir, trabalhar, passear. De repente meu horizonte ficou pequeno.

- Tudo isso gera tristeza. Será que o mundo, o meu mundo, nunca mais vai voltar ao que era?

- Começamos a desenvolver uma série de crenças limitantes. Será que estou me cuidando o suficiente? Eu não vou dar conta. Eu não aguento mais. São várias crenças limitantes.

- São três perguntas básicas: 1) Quanto tempo isso vai leva e será que vai passar?, 2) O que eu faço, como lido com essa nova realidade?, 3) Como vou desenvolver meu trabalho, meu negócio, minha carreira?

- Quais são as novas necessidades da minha equipe? E como prepará-las para desenvolve as competências que hoje são necessárias?

- Para que consiga implantar a inovação de fato, na minha organização, preciso mostrar as pessoas que elas podem fazer diferente sem que se sintam vulneráveis.

- Pense fora do quadrado, imagine coisas diferentes, seja tolerante a erros. Se não permitir essas coisas, não haverá inovação.

- Precisamos criar um novo mindset (modelo mental) porque as práticas empresariais precisam mudar. E como consigo isso: com autoconhecimento, comunicação não violenta e através da inteligência emocional.

- Habilidade de adaptação. Agora veio uma oportunidade de colocar essa habilidade realmente em prática. Se adaptar a essa nova situação. O mundo não vai voltar tão cedo ao normal.

- Habilidade da colaboração. Eu estou com você, vamos caminhar juntos, somar forças.

- Olhe para os seus colaboradores, perceba como estão. Pergunte-se: o que eu, enquanto  empresa, estou fazendo para manter minha equipe saudável.

- Preciso, enquanto líder, trabalhar e cuidar dos meus liderados, preciso ficar disponível, mesmo que os contatos sejam virtuais. Como serei um líder que faz a diferença?

- A liderança está sendo judiada nesse momento, porque o papel do líder envolve também inspirar as pessoas. Ou seja, não posso expor minha vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, não posso deixar o clima organizacional cair.

- Estamos vivendo um momento inusitado. A gente nunca se deparou com isso. Estamos buscando conhecimento em fatos históricos e estudos da neurociência e da psicologia para saber o que fazer. Estamos numa travessia e não sabemos quanto tempo vai demorar até chegar ao porto seguro. O objetivo de todos é fazer essa travessia do jeito mais leve e saudável possível.

- Para atravessar esse período, tenha a coragem para dizer “vamos juntos, eu estou aqui”. Seja alguém disponível para ouvir e para dizer que o caminho é incerto. Não tenha medo de dizer “não sei”.

- Acreditem em vocês e que podem ser os condutores de equipes, nesse mundo do “não sei”. Sejam tranquilos, corajosos, busquem ajuda no que precisam, conversem, se apoiem.

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