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SUSTENTABILIDADE IV: Pesquisa indica potencial das cooperativas

Transformar passivos ambientais resultantes da produção agropecuária em oportunidades de negócio. Convicto da viabilidade de programas que visam atingir este objetivo, o engenheiro agrônomo Sílvio Krinski, coordenador de Meio Ambiente do Sistema Ocepar, encarou o desafio de levantar o potencial das cooperativas do Estado para produção de energia elétrica a partir dos dejetos resultantes da produção de grãos, da pecuária e das agroindústrias. O resultado da pesquisa foi entregue como trabalho de conclusão de curso do MBA em Energias Renováveis da ISAE/FGV. Com os dados em mãos, ele ganhou ainda mais subsídios para incentivar projetos que já vinham sendo desenvolvidos isoladamente pelos técnicos das cooperativas.

Principais culturas - Soja, milho e trigo são as três principais culturas cuja produção passa pelo sistema cooperativista. A soja, que responde pelo maior volume da safra paranaense, 10,3 milhões de toneladas em 2011/2012, gera perda de 1,5% no processo de limpeza, ou 154 mil toneladas de resíduos. Já a safra de milho, no mesmo período, rendeu 6,7 milhões de toneladas de grãos, com perda de 2,5%, ou 167 mil toneladas. A produção de trigo alcançou 1,7 milhão de toneladas que resultou em perda de 1%, ou 17 mil toneladas de resíduos. "Em uma estimativa teórica, concluí que são 339 mil toneladas de resíduos ao ano", explica ele.

Compostagem - Esse material pode ser aproveitado para fazer compostagem ou utilizado para gerar energia através da queima. Cada três quilos de resíduo pode ser revertido em até um kW de eletricidade por gaseificação de biomassa. "Teoricamente, o potencial é de produzir 113 mil kW ao ano", contabiliza.

Pecuária - Na pecuária, ele investigou o potencial de três rebanhos para geração de biogás: frango de corte, suínos e bovinos de leite. As granjas aviárias produzem 8,4 milhões de resíduos por ano, capazes de produzir 420 mil metros cúbicos de biogás. Já os rebanhos leiteiros podem chegar a produzir 5,71 milhões de quilos de resíduos por ano, com potencial teórico de gerar 217 mil metros cúbicos diários de biogás.

Suinocultura - Por fim, a suinocultura produz 1,86 milhão de quilos de resíduos, com capacidade de gerar 147 mil metros cúbicos ao dia. "A atividade pecuária tem capacidade para gerar 2,82 milhões de biogás ao ano", diz, lembrando que a estimativa é teórica e depende, na prática, das condições individuais de cada produtor ou cooperativa.

Agroindústria - Também foi analisado o setor das agroindústrias, com foco nos frigoríficos de aves e suínos (potencial de 34 mil metros cúbicos de biogás ao dia), indústrias de laticínios (10,8 mil metros cúbicos diários) e fecularias (19,3 mil metros cúbicos por dia). No total, a capacidade soma 23,2 milhões de metros cúbicos de biogás ao ano.

Potencial - Krinski ressalta que atualmente se aproveita muito pouco deste potencial em iniciativas isoladas. "Meu objetivo é mostrar o tanto que é possível fazer", enfatiza, reforçando que a ideia é levar os técnicos a pensarem em soluções para as unidades onde trabalham. "Nem sempre o objetivo é lucrar. Muitas vezes, a iniciativa compensa por cobrir os custos de regularização da propriedade em conformidade com a legislação ambiental', completa. (Folha de Londrina)

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