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SUSTENTABILIDADE II: Alternativas no campo e na cidade

 

Na região Oeste do Paraná, projetos de produção de energia a partir do biogás ganham cada vez mais destaque. No Brasil, conforme Cícero Bley Junior, superintendente de energias renováveis da Itaipu Binacional e presidente do Centro Internacional de Energias Renováveis, a utilização dos resíduos do campo e da cidade para a produção de biogás permitiria gerar cerca 470 milhões de quilowatt/hora anuais, suficientes para abastecer aproximadamente 5 milhões de residências.

Projeto - Um dos projetos da Plataforma Itaipu de Energias Renováveis é o Condomínio de Agroenergia para Agricultura Familiar da Microbacia do Rio Ajuricaba, desenvolvido desde agosto de 2009, em parceria com o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR), Companhia Paranaense de Energia (Copel), Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon, Embrapa, Movimento Nacional dos Pequenos Agricultores (MPA), Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação (ITAI) e a Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI). A iniciativa contempla a instalação de 34 biodigestores e 22 km de gasodutos ligados a uma microcentral termelétrica, que devem garantir uma renda de cerca de R$ 270 mil anuais aos produtores rurais com a produção de energia térmica, elétrica e veicular, além de biofertilizantes.

Unidades - Das 34 unidades familiares que fazem parte do projeto, 12 já transformam os dejetos de sua produção agropecuária em biogás. Os plantéis bovino leiteiro e suíno dos produtores familiares do condomínio geram anualmente cerca de 16 mil toneladas de dejetos. Quando submetidos à biodigestão anaeróbica, esses dejetos têm condições de produzir cerca de 266 mil metros cúbicos de biogás por ano, que por sua vez geram 445 mil kW/h anuais, o suficiente para abastecer 150 residências, gerando uma economia média de R$ 57 mil por ano.

Aproveitamento - A proposta é aproveitar o biogás também para a geração de energia térmica, na secagem de grãos, em um secador comunitário, gerando uma receita estimada de R$ 81 mil anualmente. A análise de viabilidade econômica do projeto aponta para um prazo de retorno dos investimentos de aproximadamente 10 anos, com uma rentabilidade de 7,21% ao ano.

Zona urbana - Em Foz do Iguaçu, na estação de tratamento Ouro Verde, da Sanepar, um projeto-piloto está transformando em biogás os resíduos do processo de tratamento do esgoto gerado por uma população de aproximadamente 18 mil pessoas. Victor Carlos Martinez, engenheiro ambiental da unidade regional da Sanepar em Foz do Iguaçu, explica que o gás liberado no tratamento, que antes era queimado, passou a ser armazenado em um gasômetro para ser enviado a um motogerador de energia. A capacidade do equipamento é de geração de 20 kW/h, o suficiente para o consumo de sete casas. Desde 2009, o sistema está integrado à rede da Copel. "O principal benefício é dar uma destinação mais nobre ao passivo ambiental resultante do tratamento, além de gerar conhecimento para, no futuro, replicar o modelo em outras unidades da Sanepar", destaca. (Folha de Londrina)

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