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AGRONEGÓCIO: Setor deve exportar US$ 100 bi em 2013

agronegocio 03 09 2013As exportações do agronegócio estão a caminho dos US$ 100 bilhões neste ano, um novo recorde do setor. A previsão é de superávit acima de US$ 80 bilhões no setor, enquanto a balança comercial do país acumula déficit de US$ 3,76 bilhões.

Três dígitos - O câmbio favorável às vendas e o crescimento no volume embarcado devem fazer com que a agricultura e a pecuária atinjam pela primeira vez três dígitos no valor embarcado, com aumento acima de US$ 4 bilhões em um ano. A expansão é puxada pelo bom desempenho dos segmentos de grãos, carnes e sucroalcooleiro, que tiveram ganhos em preços e escala. A colheita 2012/13 foi 12% maior que a da temporada anterior, somando 185 milhões de toneladas de grãos, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Cifra bilionária - Considerando o período equivalente ao ano safra 2012/13 (julho de 2012 a junho de 2013), o setor já atingiu a cifra bilionária. Os embarques somaram US$ 100,6 bilhões, aponta a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). As estimativas preveem desempenho semelhante para o ano civil (de janeiro a dezembro).

Receitas acumuladas - Até agora, nos oito primeiros meses do ano, o setor acumulou receitas próximas de US$ 70 bilhões, com avanço de cerca de 10% sobre o ano passado. “A demanda deve continuar aquecida e, no curto prazo, os preços não vão cair muito”, explica Andréia Adami, pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Soja - A soja está entre os produtos que vão ganhar participação em volume. A Companhia Nacional de Abastecimento prevê que 37,8 milhões de toneladas saiam pelos portos brasileiros (alta de 16% frente aos 32,4 milhões de 2011/12).

Otimismo - O mercado faz um prognóstico ainda mais otimista. “A soja será surpreendente neste ano. Tivemos recorde atrás de recorde nos embarques e é possível chegar a um patamar entre 39 e 40 milhões de toneladas exportadas”, detalha Aedson Pereira, analista da Informa Economics FNP.

Sucroalcooleiro e carnes - Um levantamento realizado pelo Cepea indica que os setores sucroalcooleiro e de carnes também passam por um bom momento. Os embarques de etanol e açúcar cresceram 91% e 57%, respectivamente, seguidos pela carne bovina, que subiu 24%. Os dados não consideram agosto.

Milho - O milho consolidou expansão maior no primeiro semestre, apesar de a previsão ser de recuo em relação a 2012 (que teve as exportações concentradas no fim do ano). Houve crescimento de 358% em relação aos seis primeiros meses de 2012. Esse salto ainda reflete a ocupação pelo Brasil do vácuo no mercado internacional que os Estados Unidos deixaram após a seca histórica de 2012/13.

Ganhos - Robson Mafioletti, assessor técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) lembra que a recente valorização do dólar frente ao real – com cotações acima de R$ 2,30 – favorece os ganhos, pois o poder de compra dos importadores que buscam produtos no Brasil fica maior. Do ponto de vista do produtor, “essas cotações amenizam a queda nos preços internacionais”, diz.

Importação - Pereira pondera que a mudança eleva os gastos na importação de produtos como os fertilizantes, mas ainda assim o saldo deve ser positivo para as exportações. A maior parte dos insumos, no entanto, foi comprada antes da atual escalada do dólar sobre o real. (Gazeta do Povo)

 

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