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MÍDIA: Relevância do cooperativismo de crédito é destaque na Folha de S. Paulo

Expressivo símbolo de crescimento econômico – especialmente em meio às recentes crises – e com foco voltado às pessoas, as cooperativas brasileiras de crédito ganham cada vez mais espaço e confiança junto à sociedade. Nesta segunda-feira (02/09), o jornal Folha de São Paulo deu destaque especial ao setor com a matéria publicada na seção Mercado, intitulada “Cooperativas e órgãos do governo são opções para juros menores”.

Preocupação com associados - Sobre o assunto, o Informe da OCB conversou com o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, que destacou como primordial a preocupação dessas instituições com os seus associados: “Cooperativas são sociedades de pessoas para atender pessoas”, resumiu Nobile. “Além de mostrar sua importância e pujança no mercado financeiro, oferecendo serviços e linhas de crédito para seus associados com taxas sempre menores que o sistema bancário e que se encaixam na realidade dos cooperados, o que difere as cooperativas de crédito de uma instituição financeira bancária é a sua preocupação com o sócio”, complementou o dirigente.

SNCC - Hoje, o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) congrega dois bancos cooperativos, 1.191 cooperativas de crédito, com mais de cinco mil pontos de atendimento, administrando um volume de ativos na casa dos R$ 109 bilhões. (Informe OCB)

Confira a íntegra da matéria publicada pela Folha de São Paulo:

Cooperativas e órgãos do governo são opções para juros menores

Pela dificuldade que tinha de conseguir capital de giro, no começo do ano a transportadora Full Time, de São Paulo, teve de deixar de aceitar pedidos de clientes com os quais não conseguia arcar. O diretor comercial Thiago Martins, 29, diz que, desde a criação da empresa, há cinco anos, precisa de empréstimos com frequência, devido às características do negócio. "Nosso custo [com gasolina e frota, por exemplo] é pago à vista, mas geralmente recebemos dos clientes após 30 dias. Um banco convencional não entende isso."

Além das dificuldades de conseguir financiamento, a empresa pagava taxas de juros de cerca de 4% ao mês nas operações que realizava, diz Marcelo Wagner, 33, diretor comercial.  Por indicação de uma funcionária, decidiram procurar uma cooperativa de crédito, em busca de menores taxas e agilidade, diz.

Segundo Marcelo, a vantagem é que a cooperativa tem conhecimento sobre o setor. Depois de associados ao Sicredi, a empresa financia a empresa pagando taxas de cerca de 2% ao mês em operações como antecipação de recebíveis, diz Wagner.

Substituir financiamentos mais caros por linhas de crédito específicas para pequenas empresas, como as do BNDES, são uma forma de conseguir diminuir os custos da empresa, explica Paulo Feldmann, presidente do conselho da pequena empresa da Fecomércio-SP.

Foi o que fez Alfredo Bonduki, 53, da Linhas Bonfio, que produz fios e linhas para costura. Para tentar alongar os prazos de financiamentos que a empresa conseguia nos bancos de varejo, passou a usar também linhas oferecidas pela Desenvolve SP, agência de desenvolvimento do Estado de São Paulo, que atua com recursos próprios e do BNDES. "As taxas são fixas e corrigidas pelo IPC-Fipe, que fica mais baixo que a Selic."

Usando crédito da instituição desde 2009, a empresa financiou três ampliações em unidades de produção e varejo e fez dois empréstimos para capital de giro. Bonduki conta que dois dos financiamentos já foram quitados. Segundo ele, operações que custariam cerca de 18% ao ano foram feitas com juros de 12% ao ano. 

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