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COCAMAR: Integrantes da comitiva que foi aos EUA falam sobre o que mais gostaram

Produtores que viajaram pela primeira vez aos Estados Unidos, compondo o grupo organizado pela Cocamar que na semana passada cumpriu roteiro no estado de Illinois, voltaram bastante impressionados com o que viram. Para Flávio Haruki Kobata, cooperado no município de Floresta, região de Maringá, marcou principalmente a visita à fazenda da família Fischer, próximo a Champaign. Kobata, que ganhou a viagem por ter sido campeão de produtividade de soja na região tradicional da cooperativa, disse que ficou impressionado com a infraestrura da propriedade, a organização, a sofisticação dos maquinários e equipamentos, "É um produtor modelo que valeu a pena ter conhecido", afirmou.

Novas tecnologias - Também em sua primeira viagem aos EUA, o cooperado Juliano Varaschini, de Ivatuba, imediações de Maringá, disse que a ida à Farm Progress Show, em Ducatur, permitiu ter uma ideia dos produtos e novas tecnologias que futuramente estarão chegando ao Brasil. Conhecer a Bolsa de Chicago - a meca da comercialização de soja e milho no mundo, culturas com as quais trabalha - "foi também uma experiência muito boa", que atendeu suas expectativas.

Farm - A maior parte dos integrantes do grupo era de Umuarama e entre eles estava o agropecuarista Gérson Bórtoli, campeão de produtividade de soja no arenito, que viajou em companhia da esposa Neli e do filho Hugo. De acordo com Bórtoli, que esteve nos EUA pela segunda vez (a primeira foi no ano passado), o ponto culminante da excursão foi a visita à Farm Progress Show. "A gente teve a oportunidade de ver o que há de mais avançado em tecnologia para o agronegócio no mundo", frisou. No roteiro pelo Illinois, ele disse ter observado que, com relação à produtividade de soja, o Brasil não está muito atrás, diferente do que se vê quando o assunto é o milho.

Seguro - Também pela segunda vez nos EUA - a primeira foi no ano passado - o cooperado Mário Uehara, de Cianorte, enfatizou não apenas a organização do agricultor norte-americano, mas o fato de o mesmo contar com um seguro que cobre a renda e não apenas parte do custo de produção, como acontece no Brasil. "No mais, é um país que faz a gente sentir vontade de morar lá", assinalou.

Intercâmbio - Vinícius Surek, campeão de produtividade de soja na região de Londrina, afirmou que a viagem foi "um aprendizado em todos os sentidos". Nos Estados Unidos pela primeira vez, ele disse esperar ter a oportunidade de fazer mais intercâmbios assim, que o ajudam a "ampliar horizontes".

Colaboradores falam dessa e de outras idas - O coordenador técnico de culturas anuais da Cocamar, agrônomo Emerson Nunes, e o agrônomo Renato Watanabe, da Unidade Maringá, estiveram entre os colaboradores que participaram do grupo. Pelo segundo ano consecutivo nos Estados Unidos, Nunes lembra que desta vez, mesmo com a seca de mais de 40 dias e o calor forte que encontraram, as lavouras estão bem melhores que as observadas no ano passado. "Ainda há a chance de os danos diminuírem se chover bem, coisa que já não era possível em 2012."

Ligação afetiva - Já Watanabe tem uma ligação afetiva com os EUA, país onde residiu entre os meses de abril a dezembro de 2009. Ele conta que decidiu trancar o último ano de agronomia na Universidade Estadual de Maringá (UEM) para viver um período lá, onde trabalhou em uma fazenda em Sutton, na Dakota do Norte, um dos estados do Meio-Oeste norte-americano. Além de aprimorar o inglês, Watanabe auxiliou uma família na produção de trigo, girassol e soja. De volta ao Brasil, completou o curso, foi admitido na Cocamar e, em 2012, retornou àquele país, integrando uma delegação de produtores e técnicos da cooperativa, a exemplo do que aconteceu este ano, atuando como intérprete e apoiando os guias.

Características - Segundo o agrônomo, uma das características do produtor norte-americano é ser um profissional bem esclarecido, que busca estar informado sobre tudo o que se relaciona ao seu meio. Outra, é ter uma autonomia muito grande, sendo que os próprios produtores fazem a manutenção de suas máquinas, uma vez que custa caro contratar esse serviço. É uma regra, também, morarem em suas propriedades e executarem todos os serviços, pois não há empregados. Por fim, costumam acompanhar atentamente tudo o que se passa na agricultura brasileira, em especial no Centro-Oeste. E recebem pelos seus produtos um valor praticamente igual ao da Bolsa de Chicago - sem as variações de distância do porto, comoves vê no Brasil.

Leite, turismo rural e silo aberto - O gerente estadual do Instituto Emater, Diniz Dias Doliveira, que é agrônomo há 32 anos, foi um dos convidados da Cocamar a compor o grupo na viagem aos Estados Unidos. De acordo com Doliveira, uma das propriedades visitadas que o impressionou foi a especializada em produção de leite na região de Chicago. Ali são obtidos cerca de 24 mil litros por dia, com aproveitamento racional da alimentação, para uma média ao redor de 30 litros/dia por cabeça.

Proposta bem sucedida - Ele disse ter gostado bastante, também, da fazenda de apenas 30 hectares situada nos arredores de Champaign que sobrevive principalmente do turismo rural. O local serviu de parada para a comitiva brasileira, que almoçou ali. Conforme o gerente estadual do Instituto Emater, os proprietários são bem sucedidos nessa proposta, viabilizando um negócio rentável. Eles integram ao turismo receptivo e à comida típica daquela região dos Estados Unidos, criação de renas trazidas do Canadá e produção de 10 mil pinus que são vendidos, nos finais de ano, para serem usados como árvores de Natal. Nessa parada, os brasileiros foram inseridos em um autêntico "saloon" antigo, onde saborearam um prato à base de feijão agridoce, purê de batatas, carne bovina e bolo de milho, servido com chá gelado.

Destaque - Doliveira destacou também o curioso silo aberto da cooperativa Topt Light Grain, onde o milho é despejado e fica ali coberto, por algum tempo. Isto também chamou a atenção dos integrantes do grupo, que fizeram muitas perguntas sobre o seu funcionamento. A explicação é que o cereal ali guardado passa por um sistema de aeração e a retirada de todo o ar, não sofrendo perdas mesmo sendo guardado assim, em espaço tão rústico e simples.

Show Rural - Resguardadas as proporções, Doliveira comparou a Farm Progress Show à realização do Show Rural em Cascavel (PR), que considera de alta qualidade. "Na Farm, é de encher os olhos a quantidade de atrações em tecnologias e a impecável organização geral, mas em Cascavel temos também uma mostra de excelência para o agronegócio brasileiro e internacional", completou. (Imprensa Cocamar)

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