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INTERNACIONAL: Para G-20, emergentes vão resistir à pressão cambial

Os líderes do G-20 vão constatar a preocupação com possíveis consequências da retirada de estímulos monetários nos países desenvolvidos, mas avisarão que as economias emergentes têm hoje instrumentos para resistir às volatilidades nos mercados nesse cenário, conforme o Valor apurou.

Tema central - Esse é um tema central da cúpula de líderes das maiores economias. O plano do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) de reduzir gradualmente a aquisição mensal de US$ 85 bilhões de ativos, que tem garantido enorme liquidez ao mercado, deflagrou uma primeira rodada de venda maciça de ativos nos emergentes. Em países como Brasil, Indonésia, Índia e Turquia, as bolsas caíram e as moedas se desvalorizaram. Investidores fizeram saques bilionários dos emergentes, voltando para o mercado dos EUA. A escalada militar na Síria exacerbou as inquietações.

Mensagem aos mercados - No G-20, o texto acertado pelos negociadores, em reuniões que entraram pela madrugada em São Petersburgo, deve enviar uma clara mensagem aos mercados.

Linha - De um lado, segue a linha do que os ministros das Finanças disseram em agosto, em Moscou. Ou seja, de que as políticas não convencionais de expansão monetária ajudaram a economia global, mas um período muito prolongado dessa política pode causar danos colaterais. Insistirão que a saída dessa estratégia deve ser calibrada com atenção e comunicada com clareza, para evitar volatilidade excessiva dos fluxos financeiros e impacto na recuperação econômica.

Além - A diferença agora é que os líderes deverão ir além, considerando que os emergentes precisam ter cuidado, mas que essas economias têm bons instrumentos para resistir às volatilidades - em referência a reservas internacionais, situação fiscal, controle de capital e outros.

Posição distinta - Analistas têm ainda reiterado que os emergentes hoje estão em posição bem distinta de crises no passado. O peso de dívida em moeda estrangeira é menor e a exigência de financiamento externo também caiu, reduzindo a necessidade de os BCs elevarem os juros para sustentar o fluxo de capitais. O maior temor é com a inflação.

Turbulência exacerbada - Na negociação do texto, EUA, Reino Unido, Alemanha e Canadá tentaram empurrar a ideia de que a turbulência atual nos emergentes é exacerbada pelo estado de suas próprias economias. Para esses países, as economias emergentes podem atenuar alguns problemas fazendo reformas estruturais, e precisam levar em conta os efeitos das políticas monetárias expansionistas nos desenvolvidos.

Reação - Os emergentes reagiram pondo ênfase na importância da estratégia de saída da política expansionista nos países ricos, a começar pelo Fed. "Saiu um texto equilibrado", disse um negociador.

Impacto - Se a declaração do G-20 terá algum impacto no mercado é outra coisa. Negociadores negam rumores de que a Índia, particularmente afetada pela turbulência, com desvalorização de 20% de sua moeda, estaria buscando apoio dos outros emergentes para coordenar intervenções no mercado de cambio. "É um mal-entendido. Não houve nenhum pedido indiano nem isso está sendo discutido", disse um importante negociador.

Reunião - Os líderes dos Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - vão se reunir amanhã em São Petersburgo. Além da turbulência que os afetam, voltará à agenda o avanço na criação do fundo de reservas dos Brics, de US$ 100 bilhões, e do banco dos Brics, com US$ 50 bilhões de capital inicial. (Valor Econômico)

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