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UNIÃO EUROPEIA: UE sai da recessão — por enquanto

uniao europeia 05 09 2013A recuperação das exportações e os gastos das famílias e do governo tiraram a zona do euro da recessão no segundo trimestre deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (04/09), nos primeiros sinais de recuperação após a mais longa contração do bloco. Crescimento mais forte do que o esperado de Alemanha a Portugal ajudou a economia da zona do euro a expandir 0,3% no período entre abril e junho, informou a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat.

Exportações - As exportações para o restante do mundo subiram de forma acentuada no trimestre depois de seis meses de queda nas vendas, enquanto os gastos do governo tiveram sua primeira contribuição positiva desde o final de 2009, quando a Grécia mergulhou a zona do euro em sua crise de dívida. A suavização das políticas de austeridade que muitos economistas culparam por piorar a mais longa recessão também foi acompanhada pelo primeiro crescimento trimestral dos gastos das família desde o final de 2011.

Cortes - Cortes nos gastos do setor público, da educação até a saúde, visavam a reduzir os orçamentos que subiram durante o boom dos primeiros anos do euro, mas o desemprego recorde significa que os europeus estão comprando menos e que as empresas estão sendo obrigadas a cortar sua produção e o número de funcionários.

Nada de compras - A fragilidade da zona do euro ficou evidente nas poucas compras dos europeus durante julho, quando o volume de vendas no varejo subiu apenas 0,1%, informou a Eurostat em um comunicado à parte. Isso não foi suficiente para compensar a queda de 0,7% em junho e ficou abaixo das expectativas de economistas de um aumento de 0,4% no mês.

Expectativa - Economistas agora esperam que o crescimento continue no terceiro trimestre, após pesquisas empresariais positivas em agosto, mas há poucas esperanças de uma recuperação rápida. “Nós não interpretamos um segundo ganho consecutivo sólido como o início de uma virada forte”, disse Christoph Weil, economista do Commerzbank. (Reuters / Gazeta do Povo)

 

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