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COAMO I: Campo Mourão comemora 40 anos de plantio direto

coamo I 16 09 2013Das terras lavadas a uma das terras mais férteis do país. Esta é a revolução promovida na região de Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, por agricultores pioneiros com a adoção na safra 1973 do sistema de plantio direto. Campo Mourão é o segundo município na história do Plantio Direto no Brasil. O primeiro foi Rolândia – Norte do Paraná, onde o agricultor Herbert Bartz, considerado o “pai do plantio direto no Brasil”, implantou a tecnologia fazendo, em 1972, o primeiro plantio da história com a importação de uma plantadeira dos Estados Unidos, Allis Chalmers. Depois, vieram os municípios de Campo Mourão (safra 1973), Mauá da Serra (1974) e Ponta Grossa (1976).

Evento técnico - Para celebrar os 40 anos do plantio direto em Campo Mourão, a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Campo Mourão (AEACM) realizou no sábado (14/09), importante evento técnico reunindo dezenas de profissionais na sede da entidade, que é a quarta mais antiga da classe agronômica no Paraná. Na oportunidade, a AEACM prestou homenagem aos cinco pioneiros do Plantio Direto na região Centro-Oeste paranaense: Ricardo Accioly Calderari, Joaquim Peres Montans e Antonio Álvaro Massareto, Gabriel Borsato e Henrique Salonski (em memória), representado no evento Carlos Augusto Salonski. O presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Campo Mourão, Roberto Destro destaca a importância da homenagem aos pioneiros. “Esses pioneiros merecem reconhecimento porque foram os primeiros que acreditaram nesse sistema em função das dificuldades que se tinha na época para conseguir lavrar a terra”, explica.

Médias superadas - Os resultados com o PD foram comprovados e melhorados ano após ano. Exemplo eficaz do incremento de produtividades nas lavouras da região com o uso da tecnologia está na propriedade de Joaquim Peres Montans. Na colheita de 1974 sua produtividade foi de 70 sacas de soja por alqueire, mas atualmente a média supera 150 sacas por alqueire. “O segredo é a continuidade do sistema e não mexer no solo”, explica Montans. Orgulhoso em fazer parte deste pioneirismo no Brasil, ele afirma que o plantio direto é um revolução para os agricultores. “Hoje, 40 anos depois, com novas variedades e praticando adubação verde, rotação de culturas, é uma técnica de vanguarda, podemos elevar ainda mais nossas produtividades”.

Terras lavadas - Quem comemora o sucesso da agricultura com o advento do plantio direto é o engenheiro agrônomo Ricardo Accioly Calderari, diretor-secretário da Coamo. “O progresso foi tão grande nos últimos 40 anos que os novos agricultores nem imaginam como eram os solos e a agricultura lá na década de 70”, diz. Calderari lembra que os agricultores na época, tinham duas grandes preocupações: precisavam de chuva, mas quando chovia, às vezes nem precisava ser muito forte, para que as terras fossem literalmente ‘lavadas’ e tudo se perdia, a lavoura e o solo. “Se existe agricultura hoje é porque existe o plantio direto”, conta.

Adesão - No final da década de 70, a região de Campo Mourão contava com dez mil hectares de PD. Mas, foi a partir dos anos 80 que a tecnologia teve o seu grande momento. “Em 1984 já tínhamos catalogado na região de Campo Mourão cerca de 60 mil hectares de lavouras em PD. Hoje, o sistema ocupa praticamente 100% das áreas de cultivo da região”, comemora Calderari.

Vanguarda – As primeiras microbacias do mundo foram instaladas nos municípios paranaenses de Campo Mourão e Toledo. O alto grau de conscientização e envolvimento dos produtores com o ambiente produtivo na região fez com que em 1976 o então ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, lançasse em Campo Mourão, o Plano Nacional da Conservação de Solos, com a inserção de um monumento histórico na Praça Bento Munhoz da Rocha Neto. (Imprensa Coamo)

 

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