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COMÉRCIO EXTERIOR I: Objetivo de europeus é acelerar a realização de negócios

O vice-presidente da Comissão Europeia e comissário de Indústria e Empreendedorismo, Antonio Tajani, estará no Brasil na quinta e sexta-feira, acompanhado de representantes de algumas empresas europeias, com o claro objetivo de pavimentar o terreno para a realização de mais negócios rapidamente. O anúncio da visita de Tajani pela UE veio numa nota em que, de um lado, menciona que em 2012, pela primeira vez, os europeus tiveram superávit no comércio de bens com o Brasil, de € 2,2 bilhões, ante déficit comercial de € 3 bilhões em 2011. O comércio cresceu muito pouco, de € 75 bilhões para € 76,7 bilhões. Por causa da recessão na zona do euro, os europeus compraram menos e venderam muito para o Brasil.

Medidas restritivas  - De outro lado, a nota da UE foca 'forte aumento' pelo Brasil no uso de medidas que restringem o comércio, como 'pesadas altas de tarifas de importação'. De todos os países monitorados por Bruxelas, o Brasil representa mais de um terço de restrições em compras governamentais. Segundo Bruxelas, o Brasil também continua a proteger fortemente o mercado doméstico contra a competição estrangeira, "para desvantagem de seus consumidores e outros setores industriais".

Barreiras - Restará ao Brasil lembrar as enormes barreiras europeias, sobretudo na área agrícola. Os exportadores brasileiros de carnes não conseguem sequer preencher cota para carne nobre, por causa das exigências impostas por Bruxelas. A UE superou os EUA como o primeiro investidor estrangeiro no Brasil nos últimos anos, mas Bruxelas aponta a crescente importância da China no Brasil, "confirmando uma tendência geral na América Latina". Igualmente, a UE é a região que mais recebe investimento direto estrangeiro por parte de empresas brasileiras.

Diagnóstico - Uma das associações com crescente influência nas relações bilaterais, em Bruxelas, é a Associação União Europeia-Brasil, presidida por Luigi Gambardella. E seu diagnóstico é incisivo: as duas economias se encontram num ciclo vicioso de menos investimentos, menos crescimento, mais crédito por bancos públicos, mais endividamento dos consumidores, mais déficit público e menos confiança no futuro da economia.

Mecanismo - Lembrando que também os industriais brasileiros temem a concorrência da China, Gambardella sugere a Tajani algum mecanismo para atrair e facilitar investimentos na Europa e também assegurar ambiente estável para parcerias público-privadas (PPPs) no país.

Expectativa - A associação, que reúne bom número de parlamentares europeus, empresas e acadêmicos, identifica uma 'expectativa generalizada de que não há a menor possibilidade de acordo de livre comércio UE-Mercosul no futuro próximo', com a negociação paralisada desde 2004.

Caminhos paralelos - Por isso, a entidade sugere dois caminhos paralelos para desbloquear a negociação, o que tem semelhança com a agenda de Tajani no país, esta semana. O primeiro caminho é ir adiante com acordos bilaterais União Europeia-Brasil sobre "tudo, menos comércio": regras, padrões, medidas sanitárias e fitossanitárias, investimentos, tributação, regulações, facilitação de negócios, todo o arsenal de barreiras técnicas ao comércio.

Sem risco - A entidade acha que isso pode ser feito sem causar riscos ao Mercosul e pode reforçar o lado brasileiro promovendo o segundo caminho: o bloco do cone Sul é o guarda-chuva sob o qual cada país-membro pode adotar liberalização mais rápida ou mais lenta. (Valor Econômico)

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