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LOGÍSTICA: Adubo enche contêiner no Paraná

logistica 24 06 2014O Paraná abriu uma nova porta para a compra de fertilizante no exterior. Aproveitando o frete de retorno das exportações de frango para a Rússia, o estado passou a importar adubo utilizando os mesmos contêineres que a carne, em um modelo pioneiro no país. O sistema foi viabilizado há pouco mais de um ano pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), que garante agilidade na operação e redução de até 20% nos custos logísticos da operação.

Volume importado- O TCP indica que até maio deste ano o volume de fertilizante importado em contêiner somou 51 mil toneladas. O volume é 613% maior em relação ao mesmo período do ano anterior e 28% superior ao total das compras de 2013. Conforme Juarez Moraes e Silva, diretor superintendente do terminal, não há necessidade de grandes adaptações para utilizar o sistema, já que o próprio fornecedor de fertilizante entrega o produto na embalagem adequada para exportação. “Quem opera com granel trabalha com contêineres tranquilamente”, afirma.

Utilização - O novo modal começou a ser utilizado em março do ano passado, numa tentativa do TCP de aproveitar contêineres que eram usados para exportação de carnes enviadas à Rússia, mas que retornavam vazios. “O desafio foi desenvolver uma forma de embarcar o fertilizante e depois higienizar essas estruturas para não haver contaminação da carne. Isso foi conseguido”, garante. O frete é responsabilidade dos armadores de navios, que são proprietários dos contêineres e contratam o serviço de higienização. Cabe ao terminal apenas receber as cargas e disponibilizá-las aos importadores. “Ninguém paga pela ociosidade e o cliente também é favorecido, já que a operação completa não leva mais de 35 dias”, salienta.

Frete - O analista de mercado da FCStone João Marcelo Santucci calcula que o frete tem um peso importante no preço final do fertilizante, mas a despesa tem se mantido estável nos últimos anos. Ele cita o exemplo da ureia, cujo valor do transporte Rússia-Brasil custa entre US$ 24 e US$ 26 por tonelada. O que pesa a favor dos contêineres, destaca, é o contexto favorável para a aquisição de fertilizantes no mercado internacional. “Os preços em dólar estão mais baixos em 2014, o que tem motivado as importações. Ocorreu um aumento drástico das compras neste ano”, explica.

Cinco primeiros meses- Nos cinco primeiros meses de 2014, as aquisições totais do insumo subiram 16%, somando mais de 8,8 milhões de toneladas, indicam dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). A expectativa é que até o fim do ano as compras totalizem 22 milhões de toneladas, ou 2% mais do que em 2013. Para o diretor executivo da associação, David Roquetti Filho, a redução nos custos e a agilidade na operação podem impulsionar o uso dos contêineres no porto paranaense, principal porta de entrada do insumo comprado pelo Brasil.

Grãos ainda dominam operações no porto de Paranaguá - O uso de contêineres para o transporte de produtos agrícolas conquistou os exportadores nos últimos três anos. Soja e milho, principais grãos produzidos e exportados pelo país, dominam as operações. O diretor superintendente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Juarez Moraes e Silva, lembra que existem ainda embarques de farelo e celulose.

Grão - Só no caso da oleaginosa in natura, o TCP espera “estufar” neste ano 18 mil unidades (cada uma com 27 toneladas), configurando aumento de 68% em relação a 2013. O crescimento é mais tímido em relação ao dos anos anteriores, quando a movimentação chegou a registrar aumento de três dígitos. Em 2013, as exportações de soja em contêiner tiveram alta de 517% em relação a 2012. Já o milho teve crescimento de mais de 400%.

Maior usuário da modalidade - O porto paranaense, além de ser o único a trazer fertilizante de outros países dentro das “caixas de aço”, é o que mais usa a modalidade para despachar grãos. O Porto de Santos ocupa a segunda colocação. No ano passado, os terminais paulistas enviaram ao exterior 3,6 mil contêineres com soja e 3,3 mil com milho, crescimento de 251% e 34% em relação ao total atingido em 2012, respectivamente.

Sanidade: Setor descarta risco de contaminação - Embora a operação com contêineres mobilize cargas distintas, como carnes e fertilizante, o setor descarta a possibilidade de contaminação do alimento. “Não há risco. A higienização é feita dentro de padrões internacionais e está sujeita a inspeções”, assegura Juarez Moraes e Silva, diretor superintendente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

Controle - O rígido controle adotado pela Rússia também é considerado um fator relevante. “O mercado russo é extremamente exigente e não aceitaria participar dessa operação caso houvesse risco”, ressalta o presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra.

Participação - Turra lembra que os russos já responderam por mais da metade das exportações de carne do Brasil, especialmente no setor de aves e suínos. “Recentemente, essa participação diminui na avicultura, mas ainda é expressiva”, pontua. Em 2013, o país foi o principal comprador da carne suína brasileira, com 134 mil toneladas e receita de US$ 411 milhões. No caso do frango, o mercado russo foi o décimo terceiro maior comprador do Brasil, com 47,2 mil toneladas e faturamento de US$ 137 milhões.

Expansão - O dirigente da ABPA avalia que a tendência de longo prazo é de expansão nos negócios com a Rússia, especialmente na suinocultura, já que a ocorrência da diarreia suína epidêmica (PEDv) tem comprometido a produção em diversos países. “O Brasil é o país com maior potencial para ampliar a oferta com garantia de sanidade”, destaca.

181,2 mil toneladasde carne suína e de frango do Brasil foram adquiridas pela Rússia em 2013. País é o maior comprador da suinocultura nacional e o décimo terceiro cliente da avicultura brasileira, com negócios que geram mais de meio bilhão de reais. (Gazeta do Povo)

 

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