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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2919 | 27 de Agosto de 2012

RAMO SAÚDE: Beneficiários da Uniodonto Curitiba entre os mais satisfeitos do país

ramo saude uniodonto 28 08 2012Os beneficiários que possuem o plano odontológico da Uniodonto Curitiba estão entre os mais satisfeitos do Brasil. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou, no início deste mês de agosto, o Índice de Reclamações dos usuários de planos privados de saúde e a cooperativa teve um dos percentuais mais baixos de queixas entre as operadoras de planos odontológicos.

Cálculo - O índice é calculado considerando a média de reclamações dos beneficiários de planos privados de saúde contra uma operadora com registro ativo na ANS nos últimos seis meses e a média do número de beneficiários desta operadora no mesmo período.

Resultado - No cálculo do Índice são computadas as queixas procedentes que a Agência recebe dos consumidores por telefone, formulário eletrônico, carta ou presencialmente, em um dos 12 Núcleos da ANS espalhados pelo país. Segundo dados da assessoria de imprensa da ANS, para permitir a comparação, o Índice de Reclamações é apresentado segundo o porte das operadoras: grande porte (superior a 100 mil beneficiários), médio porte (de 20 mil a 100 mil beneficiários) e pequeno porte (inferior a 20 mil beneficiários). A Uniodonto Curitiba se enquadra no item grande porte, por possuir mais de 400 mil beneficiários, segundo a própria ANS.

Missão - O presidente da cooperativa, Luiz Humberto de Souza Daniel, ressalta que o resultado divulgado pela ANS reflete o que especifica a missão da Uniodonto Curitiba: prestar serviços odontológicos de qualidade, contribuindo para a saúde de nossos clientes e da comunidade. "O bom atendimento gera satisfação e isso tem sido um dos nossos diferenciais", diz.

Esforço - Para a coordenadora do setor da ANS na Uniodonto Curitiba, Simone Odeli, o resultado positivo obtido nesta avaliação traduz o bom trabalho que a cooperativa tem desenvolvido. "Praticamente não tivemos nenhuma reclamação e isso mostra os esforços feitos por todas as equipes, de todos os setores, em prol dos beneficiários". (Imprensa Uniodonto Curitiba)

FALECIMENTO: A relação de Armstrong com o cooperativismo

ArmstrongO astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, faleceu no sábado (25/08), aos 82 anos, em Ohio, nos Estados Unidos. No começo do mês, Armstrong passou por uma cirurgia no coração para desobstruir uma artéria coronária. Segundo os familiares, a morte é decorrente de complicações da cirurgia. Ele foi o comandante da missão Apolo 11, que chegou a superfície da Lua em 20 de julho de 1969. Ao colocar os pés em solo lunar, cunhou a célebre frase: "É um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade".

Curiosidade– Um fato curioso ligado à Armstrong será abordado na próxima edição da revista PR Cooperativo, produzida pela Ocepar. Em 1972, o jornal Paraná Cooperativo, em sua primeira edição, trazia a manchete “Cooperativismo beneficia astronautas americanos”. Montar uma cooperativa foi a saída encontrada por 60 astronautas vivos e pelas viúvas de outros seis colegas mortos em viagens espaciais para amenizar problemas que eles enfrentavam por conta da baixa remuneração e falta de subsídios. A cooperativa tinha por objetivo administrar os direitos de publicação de entrevistas sobre as viagens espaciais. “Ao contrário do que possa parecer, os astronautas não são regiamente pagos. Ganham relativamente bem, mas os salários não chegam a ser uma fábula. Armstrong, por exemplo, em sua viagem à lua, teve seus honorários reduzidos em 75%. Isto porque os astronautas em terra têm direito a um subsídio diário para alimentação e deslocações, e “durante a viagem à lua, estiveram alojados, transportados e alimentados pela Administração”, informaram fontes da Nasa. O governo norte-americano também não oferece seguro de vida; tampouco a Nasa”, afirma o início da matéria publicada no jornal Paraná Cooperativo.

Mais detalhes – Mais detalhes na próxima edição da Revista Paraná Cooperativo, que circula na segunda semana de setembro e também estará disponível no portal www.paranacooperativo.coop.br.

Foto: UOL

COCAMAR I: Grupo de produtores e técnicos avalia perdas no Corn Belt

Um grupo de produtores e técnicos ligados à Cocamar Cooperativa Agroindustrial está, desde a última quinta-feira (23/08), percorrendo a região do Corn Belt, nos Estados Unidos, avaliando a situação das lavouras de soja e milho. Depois de uma passagem pela Bolsa de Chicago e a Universidade de Illinois, a comitiva esteve no estado de Iowa, uma das mais importantes regiões produtoras de milho do país.  Em Eldridge, na cooperativa River Valley, o diretor e produtor rural John Maxwell disse que ali as perdas devem chegar a 35% no milho e 15% na soja. A cooperativa possui 2 mil associados com área média de 250 hectares e fatura 36 milhões de dólares por ano.

Quebra grande - Para o produtor Antonio Pedrini, de Maringá, que integra o grupo, a viagem está sendo importante especialmente para conhecer a real situação das lavouras: “o panorama geral é de uma quebra grande, como poucas vezes se viu”. Por sua vez, Sérgio Viudes, de Cambé, afirmou estar impressionado com o nível de dedicação e investimento em tecnologia: “O nível de diversidade de problemas que eles enfrentam é proporcional à capacidade que eles têm de inovar”. O gerente de Relações Humanas Marçal Siqueira, da Cocamar, informa que em várias regiões por onde os brasileiros passaram, a estimativa é de que cerca de 60% da safra de milho e 30% da de soja estejam comprometidos até o momento.

Ainda menor - As safras de soja e de milho dos EUA serão menores que o previsto pelo governo dos Estados Unidos, devido à devastadora seca que atinge as lavouras do Meio-Oeste do país. Pelo menos é o que disse a publicação Pro Farmer na última sexta-feira. A previsão é que a produção de milho seja de 10,478 bilhões de bushels, abaixo dos 10,779 bilhões de bushels este ano estimados pelo departamento de Agricultura (Usda). Já a produção de soja foi calculada em 2,6 bilhões de bushels, contra a previsão de 2,692 bilhões de bushels. (Imprensa Cocamar, com Reuters)

COCAMAR II: Cooperativa avança 34 posições no ranking “Valor 1000”

Distribuído na última sexta-feira (24/08) aos assinantes, o Ranking “Valor 1000”, do jornal Valor Econômico, que avalia o desempenho das mil maiores empresas em operação no Brasil, destaca o avanço obtido pela Cocamar Cooperativa Agroindustrial em 2011, na comparação com 2010. Segundo a publicação, a Cocamar saiu da 237ª para a 203ª colocação, um salto de 29,4%, situando-se entre as três maiores cooperativas em seu setor no Paraná e no Brasil. Na Região Sul do país, a cooperativa é a 28ª maior empresa.

Alimentos e produtos agropecuários - De acordo com a publicação, as empresas de alimentos e produtos agropecuários movimentaram R$ 50,6 bilhões em 2011, na Região Sul, um avanço de 27,3%. E, entre os 25 setores de atividade catalogados por Valor 1000, as empresas e cooperativas de agropecuária, num total de dez participantes no ranking sulista, elevaram sua receita de R$ 14,4 bilhões para R$ 19,63 bilhões, numa variação de 36,3%. A Cocamar é um dos exemplos desse crescimento. Em 2011, a cooperativa faturou R$ 2,010 bilhões, cerca de 26% mais que os cerca de R$ 1,6 bilhão de 2010. Para 2012, a previsão é crescer 20% ao menos e chegar a R$ 2,2 bilhões. (Imprensa Cocamar)

COPAGRIL: “Cooperar: um espetáculo de aprendizagem” é tema da Mostra Cultural e Pedagógica

O ano de 2012 ganhou uma temática especial na Escola Marechal Deodoro, de Pato Bragado, Oeste do Estado. Desde o início do período letivo, os alunos, com o apoio dos professores, organizaram várias atividades relacionadas ao cooperativismo, que serviram como base para a realização da Mostra Cultural e Pedagógica.

Palestras - Os alunos dos 4° anos, além de estudar os materiais fornecidos pelo Sescoop/PR, através do Programa Cooperjovem, também participaram de palestras com temas específicos, como “Cooperação”, ministrada pela responsável pelo setor de Cooperativismo da Copagril, Cremilde Andreolli, que é a coordenadora do Programa Cooperjovem na área de atuação da cooperativa; “Produtos Orgânicos”, ministrada pelo representante da Emater, Urbano Mertz; e “Atividade Leiteira”, assunto destacado pelos técnicos da Copagril, Enio Todero e Rodrigo Vicente.

Visita técnica - Os alunos participaram de visitas técnicas no museu e pontos turísticos de Pato Bragado, onde puderam conhecer melhor a história da colonização do seu município. Além disso, visitaram propriedades produtoras de leite, para vivenciar na prática o que já havia sido aprendido nas palestras.

 Mostra Cultural e Pedagógica - Após todas essas atividades, os alunos realizaram, nos dias 23 e 24 de agosto, a III Mostra Cultural e Pedagógica. Com o apoio dos professores, os alunos fizeram maquetes, mostrando a sua interpretação sobre cada tema abordado, inclusive utilizando o “Livro do Aluno – Montar”, que é fornecido pelo Sescoop. Os alunos da professora Denise Clair Backes Mosconi, fizeram sua maquete ilustrando o projeto “Pato Bragado: resgatando raízes, colhendo vitórias”, onde mostram o que aprenderam sobre a historia do município.

Maquete - Já a turma da professora Márcia Romênia Coutinho Manenti, produziu sua maquete sobre o tema “Cooperar: um espetáculo de aprendizado”, baseada no seu conhecimento sobre cooperativismo e também ilustraram o tema “Leite e seus derivados – cuidados desde o nascimento da bezerra até higiene e manejo do leite”, onde mostraram, passo a passo, o que viram nas propriedades visitadas e aprenderam com as orientações dos técnicos da Copagril.

Alimentação saudável - Na turma da professora Leani Kirsten, “Alimentos Orgânicos – um hábito saudável, passe adiante”, foi o tema da apresentação, com o objetivo de passar aos visitantes da Mostra a importância de consumir alimentos mais saudáveis.

Participação - Participaram do evento, alunos do Jardim de Infância até os estudantes do Ensino Médio, através de uma parceria entre as escolas Municipal e Estadual do município. A Mostra teve a visitação aberta ao público, contando com a presença da comunidade local e também de alunos de escolas da cidade e de municípios vizinhos. (Imprensa Copagril)

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CONCRED I: Evento aponta alternativas para fortalecer o cooperativismo de crédito

concred IApós três dias de debates, aprendizados e troca de experiências, a nona edição do Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito foi concluída na última quinta-feira (23/08). O último dia de atividades contemplou a apresentação de duas palestras e dois painéis temáticos, que abordaram assuntos relacionados a gestão, inovação, e diretrizes estratégicas para o fortalecimento do cooperativismo de crédito.

Oportunidade - De acordo com o presidente da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras), Rui Schneider da Silva, o Concred é uma oportunidade para reafirmar os princípios, a missão e os benefícios do cooperativismo de crédito. "Aproveitamos o gancho de 2012, declarado pela ONU como Ano Internacional das Cooperativas, para mostrar as vantagens que as cooperativas proporcionam aos seus associados, como análises de operações, crédito orientado e proximidade com as pessoas", explicou. Schneider também enaltece que o cooperativismo não é apenas números e resultados, mas convivência. Ele justificou o tema do evento afirmando que, através do trabalho desenvolvido, as cooperativas conseguem construir, literalmente, um mundo melhor.

Realidade - Os debates, informações e opiniões apresentados durante o Concred refletem a realidade do cooperativismo de crédito, especialmente no Brasil, e apontam alternativas e projeções para o futuro do setor. De acordo com o gerente do Ramo Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Sílvio Giusti, mais uma vez a realização do Concred foi de significativa importância, conseguindo reunir os diferentes atores do cooperativismo de crédito. “Foram sinalizadas alternativas de caminhos e estratégias para o desenvolvimento e crescimento do segmento diante dos constantes desafios, com destaque para elevar, ainda, as ações e esforços convergentes para a integração sistêmica”, comentou o gestor.

Promoção do desenvolvimento - Segundo o Diretor Operacional de Crédito da Cresol Central, Claudio Risson, o seminário reafirmou a importância das cooperativas como instrumento de promoção do desenvolvimento econômico, social e ambiental. "Entre os desafios apontados durante o Concred está a conquista de maior espaço e participação no sistema financeiro nacional, a busca permanente para o aprimoramento do marco legal e a qualificação contínua, buscando um Brasil mais cooperado e sustentável. Cabe ressaltar ainda os avanços impulsionados e protagonizados pelo cooperativismo de crédito no novo cenário econômico, como a ascensão das classes emergentes e a redução nas taxas de juros, que promovem oportunidades e inclusão", explica. Risson também avaliou de forma positiva a troca de experiências com representantes de outros sistemas cooperativos e de outras localidades.

Concred - O 9º Concred foi organizado pela Confebrás e ocorreu entre os dias 21 e 23 de agosto, em Nova Petrópolis - RS. A próxima edição do Congresso será em 2014, em Manaus, na Amazônia. (OCB, com informações da Assessoria de Imprensa do Concred)

CONCRED II: Instituto Sicoob PR é premiado por programa ambiental

concred II instituto sicoob LargeO Instituto Sicoob PR conquistou o terceiro lugar na Premiação do Projeto de Responsabilidade Socioambiental – Concred Verde, na categoria Melhor Coopera na Responsabilidade Ambiental, com o Programa de Ações Sociais, Culturais e Ambientais 2012 - Selo Cooperativa Amiga da Comunidade. A entrega do prêmio ocorreu no último dia 21, em Nova Petropolis( RS), durante o Congresso Nacional de Cooperativas de Crédito (Concred). O prêmio "Concred Verde" é uma iniciativa da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito, que prima pelo reconhecimento das atitudes promovidas pelas cooperativas de crédito e demais entidades ligadas ao setor, voltadas para as práticas e iniciativas capazes de tomar efetivo o principio socioambiental, mediante adoção, implementação e gestão de atividades sociais e ambientais em benefício da comunidade para melhor qualidade de vida das pessoas e o desenvolvimento do ser humano. O fundador e atual vice-presidente de Responsabilidade Social, Luiz Ajita, recebeu o prêmio em nome do Instituto Sicoob PR. (Informativo Instituto Sicoob PR)

RAMO TRANSPORTE: Sistema OCB alinha demandas do setor com ANTT

Em audiência com o superintendente de Serviços de Transporte de Cargas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), realizada na última quinta-feira (24/08), o Sistema OCB reforçou as demandas do cooperativismo para o ramo transporte. Na ocasião, foi apresentada a Noboru Ofugi uma lista de prioridades do setor. “Foi uma excelente oportunidade para estreitarmos ainda mais a relação com a agência reguladora deste que é um dos ramos mais representativos para o cooperativismo”, declarou o superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile. Participaram ainda da reunião o gerente e o analista de Desenvolvimento de Ramos e Mercados da OCB, Gregory Honczar e Gustavo Beduschi, respectivamente.

Números – O ramo transporte é o segundo maior em número de cooperativas atuantes no Brasil, com 1.088, de acordo com dados do Panorama do Cooperativismo Brasileiro – Ano 2011, produzido pelo Sistema OCB. Gera 9.712 empregos diretos e conta com 143.458 cooperados. (Informe OCB)

INFRAESTRUTURA: Fórum Futuro 10 faz lista de obras do Paraná para novo pacote

forum permanente futuro 270812As entidades que compõem o Fórum Permanente Futuro 10 Paraná já apresentaram ao governo federal a lista de obras prioritárias para o estado que pretendem ver nas próximas fases do pacote de infraestrutura, destinadas a portos e aeroportos. Entre elas estão a construção do píer em formato de T no Porto de Paranaguá, para triplicar a capacidade do corredor de exportação, e uma nova pista no Aeroporto Afonso Pena, de quatro quilômetros de extensão, para receber aviões de carga.

Expectativa - A expectativa é de que o estado seja atendido em suas necessidades, assim como ocorreu no setor de ferrovias. Em um primeiro momento, as obras anunciadas pelo governo federal no dia 15 não previam investimentos nas principais carências estruturais do Paraná. “No entanto, conseguimos mobilizar representantes da sociedade, bancada paranaense no Congresso e membros dos governos federal e estadual e, uma semana depois, os projetos foram esclarecidos, atendendo às nossas demandas”, afirma João Arthur Mohr, membro da câmara técnica de infraestrutura do Fórum e do conselho técnico de infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, uma das entidades do Fórum.

Definição - O engenheiro explica que os planos foram definidos com os membros do Fórum Permanente Futuro 10 e técnicos da Secretaria Especial de Portos e da Infraero. O anúncio de que R$ 146 milhões seriam destinados para a dragagem de aprofundamento do porto foi interpretado como um bom sinal. “Esta era uma das três intervenções que definimos como prioridade”, afirma o membro do Fórum. Além da dragagem, o pleito para o porto inclui a construção de um píer em formato de T, com quatro novos berços para grãos e farelos.

Aeroporto - No que diz respeito ao modal aéreo, a prioridade é a construção de uma pista de quatro quilômetros para aviões de carga. O terreno para a obra já foi parcialmente desapropriado. “Seriam necessários recursos para terminar a desapropriação e construir a pista”, explica Mohr. Com a estrutura atual, os aviões de cargas que saem de São José dos Pinhais não podem decolar de tanque cheio e nem carregados nas suas capacidades máximas. (Gazeta do Povo)

CÓDIGO FLORESTAL: Comissão retoma na terça votação de emendas à MP 571/12

A comissão mista que analisa a Medida Provisória 571/12, que altera o novo Código Florestal (Lei 12.651/12), se reúne nesta terça-feira (28/08) para dar continuidade à votação dos destaques apresentados ao parecer do relator da MP, senador Luiz Henrique (PMDB-SC). A comissão já aprovou o texto-base do relator e ainda precisa analisar 38 destaques.

Texto-base - O texto-base do parecer estabelece, por exemplo, a obrigatoriedade de recuperação de 20 metros de mata ciliar nas médias propriedades, de 4 a 10 módulos fiscais. Os ruralistas queriam a redução dessa faixa para 15 metros, mas o relator concordou apenas que a porção recuperada não poderá ocupar mais do que 25% da propriedade.

Alterações - No último dia 8, a comissão aprovou quatro alterações ao parecer: a que acaba com a necessidade de preservação permanente nos rios não perenes; a que suprime o conceito de área abandonada; a que retira a limitação para aplicação de pousio nas propriedades rurais; e a que acrescenta uma definição de crédito de carbono ao novo Código Florestal.

Votação interrompida - A votação foi interrompida no dia 9 por decisão do presidente da comissão mista, deputado Bohn Gass (PT-RS). Segundo parlamentares da base governista, algumas emendas apresentadas pela Frente Parlamentar da Agropecuária preocupam o governo federal, que teme retrocesso nos acordos já firmados em torno do novo Código Florestal.

Tramitação - Depois da votação dos destaques na comissão, a MP 571 precisará ser votada nos plenários da Câmara e do Senado. A MP perde a validade em 8 de outubro. A reunião da comissão mista está marcada para as 14 horas, no Plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado. 

Acompanhamento - O especialisa da área ambiental da Ocepar, Silvio Krinski, estará acompanhando as votações e assessorando os parlamentares. (Com informações da Agência Câmara)

LOGÍSTICA REVERSA I: Devolução consciente no campo

logistica reversa I 27 08 2012A preocupação com o meio ambiente já é uma realidade na produção agrícola do Paraná. Produtores mais conscientes perceberam que a prática da conservação ambiental tem mudado a imagem de que o agronegócio é o vilão dos biomas existentes no País. Hoje, grande parte dos agricultores visa produzir alimentos sem gerar grandes malefícios ao campo. A logística reversa, principalmente no que diz respeito à devolução de embalagens vazias de defensivos agrícolas, é uma das ações sustentáveis que estão sendo aplicadas na lavoura.

Destinação - Atualmente o Paraná destina mais de 97% de suas embalagens de agroquímicos para reciclagem. Só no ano passado foram recolhidas em torno de 5 mil toneladas. Para este ano a tendência de recolhimento no Estado é ainda maior. O motivo se dá pelo crescimento na área plantada de milho e soja nas últimas safras, o que demandou um aumento de aplicação de defensivos. De acordo com o coordenador do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), Caio Fernandes, em breve o Paraná terá potencial de recolher até 100% das embalagens descartadas.

Geração de empregos - Além dos benefícios ambientais, Fernandes afirma que a logística reversa também ajuda a movimentar a economia por meio da geração de empregos. Dados do Inpev apontam que os 52 postos de recebimento no Paraná são responsáveis por 115 empregos diretos. Irineu Zambaldi, gerente técnico da Associação Norte Paranaense de Revendedores Agroquímicos (Anpara), entidade que representa 32 municípios da região, incluindo Londrina, conta que o Paraná foi pioneiro nesse tipo de iniciativa e começou com o trabalho de logística reversa em 2000, com o programa chamado de Terra Limpa que também visava a retirada de embalagens das lavouras.

Apoio - Zambaldi explica que o apoio das cooperativas foi fundamental no processo de conscientização dos produtores paranaenses. Ele destaca que os agricultores já entendem a necessidade da retirada de embalagens de agrotóxicos do campo. ''A Anpara possui cinco cooperativas e 45 empresas parceiras que apoiam a ação'', completa.

Dia do Campo Limpo - Fernandes do Inpev destaca que a criação do Dia Nacional do Campo Limpo, realizado todos os anos em quase todas as unidades de recebimento do País, foi fundamental para conscientizar não só os produtores, mas toda a sociedade. Com o objetivo de mostrar o trabalho realizado pelo Inpev, o evento é um dos responsáveis por fomentar a adequação dos produtores à logística reversa.

Desconhecimento - Já o gerente técnico da Anpara, reclama que mesmo com o apoio das cooperativas, muitos agricultores ainda não sabem como destinar corretamente esses produtos e frisa que a assistência técnica oferecida por órgãos públicos devia ser melhor trabalhada, principalmente com foco no pequeno produtor. Segundo ele, o objetivo do Dia Nacional do Campo Limpo é mostrar para a população o trabalho que é realizado na zona rural quanto à destinação de embalagens vazias. ''Nesse dia orientamos as pessoas que visitam as centrais sobre como fazer de forma correta a tríplice lavagem e o armazenamento adequado das embalagens''.

Processo - Fernandes acrescenta que para lavar o recipiente o produtor deve colocar um quarto de água na embalagem e agitar antes de inserir no pulverizador, processo que deve ser repetido mais duas vezes. Os frascos, segundo o coordenador, devem ser armazenados longe de fontes de alimentos de rações.

Coleta itinerante - Zambaldi da Anpara completa que em localidades distantes das unidades de recebimento, os produtores têm a opção de aderirem ao sistema de coleta itinerante. No caso da região Norte do Estado, um caminhão passa nas propriedades em datas preestabelecidas coletando esses materiais. ''Os frascos já lavados separamos para reciclagem e os que não podem ser lavados, como aqueles frascos que contêm óleo ou aqueles com produtos que possuem alta viscosidade, são incinerados'', explica. (Folha Rural / Folha de Londrina)

LOGÍSTICA REVERSA II: Paraná se destaca no sistema

De acordo com dados do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), somente no primeiro semestre deste ano o Brasil recolheu 19,5 mil toneladas de embalagens de defensivos, volume 8% superior se comparado com o mesmo período do ano passado. No Paraná, o total contabilizado nos seis primeiros meses de 2012 foi de 2,38 mil toneladas, número 13% superior ao primeiro semestre do ano passado. De acordo com o Inpev, esse aumento se deu pela eficiência do processo de recolhimento.

Obrigação - João Nazima, produtor na região de Guaravera, afirma que é obrigação do agricultor manter o ambiente limpo. Em uma área plantada de mais de 200 hectares, ele segue à risca o processo de destinação de embalagens de agroquímicos. Desde que começou a trabalhar com agricultura, há cerca de 10 anos, Nazima faz a tríplice lavagem e guarda os frascos em um local apropriado no interior da propriedade. As embalagens, como recomenda o Inpev, são guardadas de cabeça para baixo em um local seco e arejado.

Recolhimento - Ele conta que uma vez por ano um caminhão da Associação Norte Paranaense de Revendedores de Agroquímicos (Anpara) passa na região recolhendo as embalagens. Na última coleta, ocorrida em maio, ele entregou 264 frascos de um litro e 250 embalagens de 300 gramas. Nazima conta que o produtor deve também repassar as orientações para seus funcionários realizarem o processo de destinação de embalagens de forma adequada. ''Imagine se todas essas embalagens fossem jogadas na lavoura? Isso seria um desastre'', observa Nazima.

Uso responsável - O uso responsável de defensivos agrícolas é outra ação que, na opinião do produtor, deve fazer parte do processo. Segundo ele, não pulverizar em dias de ventos fortes e usar a dosagem recomendada por um engenheiro agrônomo evita o uso excessivo de agroquímicos que, por sua vez, reduz a emissão de embalagens.

Caixas de papelão - De acordo com dados do Inpev, os produtores devem usar caixas de papelão porque oferecem melhores condições de armazenagem e transporte. Outra orientação dada pelo instituto é que os frascos não lavados devem ser separados dos recipientes limpos e armazenados com suas respectivas tampas e rótulos. Esses resíduos devem preferencialmente estar guardados na caixa de papelão original. (Folha Rural / Folha de Londrina)

LOGÍSTICA REVERSA III: Cooperativas apoiam o Campo Limpo

logistica reversa II 27 08 2012O apoio das cooperativas no processo de devolução de embalagens de defensivos agrícolas tem sido fundamental para manter o percentual de retorno. De acordo com o gerente do departamento técnico e de insumos da Integrada, Seisuke Ito, a cooperativa, em parceria com a Associação Norte Paranaense de Revendedores Agroquímicos (Anpara), distribui o calendário de devolução para que os associados entreguem os frascos vazios.

Orientação - Segundo ele, a Integrada também orienta os produtores sobre a maneira adequada de armazenar as embalagens e quais delas devem ser lavadas ou não. Além disso, Ito completa que também faz parte da responsabilidade da cooperativa explicar ao produtor sobre o uso da quantidade adequada de defensivos utilizados na lavoura. ''O volume de produtos aplicados na propriedade vai definir a quantidade de resíduos gerados'', sublinha. Ele completa que os produtos devem ser utilizados de forma sustentável para não comprometer o meio ambiente e a saúde da população.

Dias de campo - Marcelo Sumiya, gerente do departamento de assistência técnica da Coamo, explica que a cooperativa leva as informações sobre a destinação adequada de embalagens aos produtores por meio de dias de campo. ''Fazemos reuniões e palestras em nossa fazenda experimental para mostrar a correta destinação desses resíduos'', enfatiza. Sumiya completa que durante esses eventos, os agricultores conhecem o que se pode fazer com esses frascos. Com a reciclagem, essas embalagens são transformadas em tubos de encanamento, conduítes, entre outros produtos.

Pontos de recebimento - Atualmente a Coamo possui 42 pontos de recebimento de embalagens de defensivos agrícolas. ''O produtor tem um ano após a compra do produto para devolver os frascos em nossas unidades'', sintetiza. De 2003 a 2011 foram recolhidos 15,38 milhões de materiais pertencentes aos 24.500 cooperados da Coamo. Por ano são cerca de 2 milhões de embalagens que saem das propriedades. Segundo ele, a Coamo orienta o produtor desde a tríplice lavagem até o destino final do material. (Folha Rural / Folha de Londrina)

AGRICULTURA: El Niño pode estimular plantio precoce no Brasil, após clima seco

Plantio 27 08 2012Após um mês de agosto seco, as chuvas provocadas pelo fenômeno climático El Niño podem impulsionar uma grande safra de grãos no Brasil, segundo maior produtor mundial de soja, e aliviar os temores de uma escassez de alimentos no planeta. Após dois anos de chuvas irregulares sobre o cinturão produtor de grãos do país durante o fenômeno La Niña, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, associado com o El Niño, elevou as esperanças de chuvas mais estáveis e abundantes a partir de setembro.

Recuperação - Analistas esperam uma recuperação sem precedentes da soja no Brasil este ano, com previsões climáticas, preços, e uma taxa de câmbio favorável encorajando apostas na soja, depois da seca deixar uma safra decepcionante de 65 milhões de toneladas na temporada passada.

Projeções - Menos otimista, a consultoria Céleres espera que a safra de soja do Brasil produza um recorde de 78,1 milhões de toneladas, enquanto a Safras & Mercado prevê uma safra de 82,3 milhões de toneladas. O governo começa a realizar estimativas oficiais em outubro. "Um ano de El Niño significa chuvas acima da média no centro e sul do Brasil", disse Flávio França Jr, analista chefe de soja da Safras. "Estamos esperando que a colheita seja muito melhor que a do ano passado, o que é provável pois o clima estava péssimo."

Bem-vinda - Uma colheita de soja 2012/13 recorde no Brasil, especialmente uma colheita precoce, seria bem-vinda globalmente, uma vez que a seca nos Estados Unidos fez com que os preços futuros da oleaginosa subissem, trazendo lembranças da crise alimentar de 2008.

Milho - Ainda que o plantio de soja antes de 15 de setembro seja contra a lei no Brasil, onde o governo reforça medidas para conter a propagação do fungo de ferrugem, produtores tentam semear o milho em agosto, se as chuvas permitirem. "Tivemos produtores ligando para dizer que estão semeando milho. Com as chuvas possivelmente voltando em setembro, eles estão semeando a primeira safra de milho para aproveitar as chuvas que serão constantes até novembro", disse a meteorologista Olivia Nunes, da Somar Meteorologia.

Ocepar - A organização de cooperativas Ocepar, do Paraná, segundo maior estado produtor de soja, estimou que a semeadura deve começar em 21 de setembro em 40 por cento da área, disse o gerente Flávio Turra. (Reuters / Gazeta do Povo)

ECONOMIA I: Projeção de inflação medida pelo IPCA sobe pela sétima semana seguida

A projeção de analistas do mercado financeiro para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano, subiu pela sétima semana seguida, ao passar de 5,15% para 5,19%. De acordo com o boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC), com estimativas para os principais indicadores da economia, a projeção para 2013, de 5,5%, permanece há nove semanas.

Meta - O IPCA é o índice escolhido pelo governo para acompanhar a meta de inflação. Essa meta tem como centro 4,5% e margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, as estimativas para o IPCA estão acima do centro da meta, mas abaixo do limite superior de 6,5%.

Alvo - A meta de inflação é um alvo do BC, que usa como um dos instrumentos para calibrar os preços e influenciar a atividade econômica as alterações na taxa básica de juros, a Selic. Atualmente essa taxa está em 8% ao ano, mas como a economia está desaquecida, os analistas esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC mantenha o processo de redução da Selic, iniciado em agosto do ano passado. A expectativa é a redução da taxa para 7,5% ao ano, na reunião marcada para terça-feira e quarta-feira (18 e 29/08). Após a reunião deste mês, os analistas esperam um corte de 0,25 ponto percentual.

IPC-Fipe - A pesquisa do BC também traz estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), mantida em 4,32% este ano e em 4,71% em 2013.

IGP - A expectativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 8,03% para 8,16% este ano, e passou de 5,01% para 5%, em 2013. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a projeção passou de 7,79% para 7,85%, em 2012. Para 2013, a projeção para o índice segue em 5%.

Preços administrados - A estimativa dos analistas para os preços administrados foi mantida em 3,5%, neste ano, e alterada de 4,38% para 4,30%, em 2013. (Agência Brasil)

ECONOMIA II: Expectativa de crescimento do PIB continua em queda

A projeção de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia este ano continua em queda. Para as instituições financeiras, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, deve crescer 1,73%, ante a previsão anterior de 1,75%.

Quarta revisão - Essa foi a quarta revisão seguida, para baixo, na projeção dos analistas. Para 2013, a estimativa segue em 4% há três semanas. As informações constam do boletim Focus, publicação semanal do BC com base em projeções do mercado financeiro para os principais indicadores da economia.

Produção industrial - A estimativa para a retração da produção industrial este ano piora há 13 semanas. Desta vez, a estimativa de queda passou de 1,2% para 1,55%. No próximo ano, a expectativa é de recuperação, com projeção de crescimento ajustada de 4,4% para 4,5%.

Medidas de estímulo - Devido ao desempenho da economia em ritmo mais lento este ano, o governo tem adotado medidas de estímulo. No último dia 15, foi lançado um programa de concessão de rodovias e ferrovias. No dia 16 deste mês, o Ministério da Fazenda anunciou o aumento de R$ 42,2 bilhões no limite de contratação de operação de crédito para 17 estados.

IPI - Este ano, o governo também reduziu impostos para estimular a venda de eletrodomésticos, móveis e carros e anunciou medidas para agilizar as compras governamentais. Nesta semana, o governo deve decidir se prorroga o incentivo de redução do Imposto sobre Produto Industrializados (IPI) para carros e eletrodomésticos da linha branca.

Juros - Neste ano, também houve redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada em financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de 6% para 5,5%. O BC tem reduzido a taxa básica de juros, a Selic, desde agosto do ano passado. Atualmente, a Selic está em 8% e a expectativa dos analistas do mercado financeiro é que na reunião deste mês do Comitê de Política Monetária (Copom) seja reduzida para 7,5%. (Agência Brasil)


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