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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2920 | 28 de Agosto de 2012

FORMAÇÃO INTERNACIONAL: Paranaenses conhecem cooperativismo da Austrália e Nova Zelândia

2missao 28 08 2012 4Participantes do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes, entre eles, dirigentes cooperativistas paranaenses, profissionais da Ocepar, Sescoop/PR e Sebrae/PR, iniciaram, nesta semana, uma missão de estudos e intercâmbio na Austrália. “O país possui cerca de 1.800 cooperativas para aproximadamente sete milhões de habitantes, ou seja, um em cada três australianos estão vinculados a pelo menos uma cooperativa”, afirmam a coordenadora do Programa de Agronegócios do Sebrae/PR, Andréia Claudino, e o assessor técnico da Ocepar, Alexandre Amorin Monteiro, por meio de um blog que eles criaram para disponibilizar informações sobre a missão.

Programação - Na segunda-feira (27/08), o grupo assistiu a uma apresentação da diretora do International Year of Cooperatives - IYC 2012, Melinda Morrison. O IYC é uma instituição não governamental criada com o objetivo de organizar e valorizar o cooperativismo nacional por meio de campanhas relacionadas ao Ano Internacional do Cooperativismo, visando promover o tema e incentivar a criação de leis para fortalecimento do setor. "Percebemos a importância que a Austrália tem dado ao Ano Internacional das Cooperativas e a excelente estratégia criada, aproveitando o momento para desenvolver o tema em âmbito nacional, pois o país ainda não tem uma organização federal", destacou o superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Consulado – Nesse mesmo dia, o grupo esteve no Consulado Geral do Brasil, em Sidney, 3missao 28 08 2012 4onde foram recebidos por Luis Henrique Neves, que repassou informações importantes sobre aspectos para a realização de negócios com cooperativas e empresas australianas, ressaltando a sólida relação com os países asiáticos, bem como o ranking das cooperativas australianas. A Cooperative Bulk Handling e Murray-Goulburn são as duas primeiras colocadas e a missão deverá visita-las nesta semana, segundo Adriana e Alexandre. 

Universidade – O grupo esteve ainda na Universidade de Sidney, onde foram recepcionados por Greg Patmore e por representantes do conselho consultivo. Lá, eles obtiveram informações sobre as quatro categorias de cooperativas mais importantes no país: de consumo (compra e venda de bens aos membros a uma taxa competitiva); marketing (marketing, branding e distribuição de produtos e serviços dos membros); serviço (prestação de serviços aos membros, como eletricidade, saúde ou habitação) e da comunidade (informações de recursos e partilha de competências que incentiva a apropriação e participação). Além disso, existem cooperativas financeiras que compreendem cooperativas de crédito, entre outras que, coletivamente, detêm $AU83 bilhões em ativos na Austrália e atendem 4,6 milhões de membros.

Mais visitas – Nesta terça-feira, os brasileiros permanecem em Sidney, onde conhecem o Credit Union Foundation Australia (Cufa) e a Industry Body of Credit Unions (Abacus). Amanhã, eles vão para Melbourne para conhecer diversas cooperativas, como a Victoria, South East Housing, Murray-Goulbum, entre outras. Na semana 3missao 28 08 2012 3que vem, o grupo segue para a Nova Zelândia, onde fará visitas a cooperativas e outras instituições importantes do país. A missão encerra no dia 07 de setembro e o retorno ao Brasil está previsto para o dia 09 de setembro.

O Programa – O Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas é executado desde 2008 e atualmente contempla cerca de 100 participantes. A formação é dividida em cinco módulos, com etapas de incluem visitas a diversos países, como Itália, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Japão, além da Austrália e Nova Zelândia. 

COAMO: Cooperativa é destaque no ranking do Valor 1.000

coamo 28 08 20121A Coamo Agroindustrial Cooperativa é destaque no setor Agropecuária do Brasil em 2011, figurando na segunda colocação do ranking do jornal Valor Econômico. No âmbito geral, entre as 1.000 maiores empresas do país de origem estrangeira e brasileira, a Coamo aparece na 68ª colocação no Anuário do Valor 1.000.

Destaque - Com receita líquida de R$ 5,5 bilhões, a Coamo manteve sua posição de destaque, é a maior cooperativa do país e no Paraná está atrás somente da Renault – 46º lugar- e da Copel – 49º lugar. A importância do trabalho desenvolvido pela Coamo, beneficiando cerca de 25 mil produtores distribuídos em três estados brasileiros é ressaltada pelo Valor 1.000. “A Coamo mantém uma administração como empresa, tem crescido ano após ano, graças a uma capitalização constante, gestão eficaz, participação ativa dos associados e também pelo investimento na qualificação dos seus recursos humanos”, comemora o engenheiro agrônomo e presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini. Segundo ele, “A preocupação pela constante qualidade dos produtos e a honestidade dos propósitos em prol do desenvolvimento dos associados consolida a confiança e o trabalho da Coamo”.

"A Granja do Ano" - A Coamo recebe nesta terça-feira (28/08) à noite, em Esteio, no Rio Grande do Sul, o troféu “A Granja do Ano”, como destaque no setor Cooperativismo. A solenidade de premiação no evento promovido pela editora Centaurus, responsável pela revista “A Granja” faz parte da programação da 35ª Exposição Internacional de Animais - Expointer 2012. "A Granja do Ano é um destaque importante que a Coamo receberá na noite de hoje, mostra a pujança e o reconhecimento da imprensa especializada de todo um trabalho promovido no cooperativismo em prol de milhares de produtores e suas famílias no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul", considera José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo. (Imprensa Coamo)

DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Abertas as inscrições para o 2º Prêmio Celso Furtado

Vem aí mais uma edição do Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional. Em sua segunda edição, o concurso promovido pelo Ministério da Integração Nacional tem por objetivo identificar projetos concretos que viabilizem a redução das desigualdades no território brasileiro. De acordo com o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, trata-se de uma excelente oportunidade para as cooperativas, que podem concorrer em duas categorias: Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional e Projetos Inovadores para Implantação no Território. “No ano em que celebramos o Ano Internacional das Cooperativas, declarado pela ONU, não há melhor oportunidade para incentivar nossas cooperativas a demonstrarem para a sociedade como de fato o movimento constrói um mundo melhor, divulgando seus projetos nas áreas ambiental, econômica, cultural, de governança e de gestão”, pontua Freitas.

Premiadas - Na primeira edição do Prêmio, realizada em 2010, a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açú (CAMTA), em Manaus (AM), foi a vencedora na categoria Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional. As cooperativas interessadas em concorrerem nesta categoria, devem inscrever projetos já implementados e que apresentem resultados positivos. Em Projetos Inovadores para Implantação no Território são aceitas apenas propostas em fase de elaboração.

Inscrições - As inscrições estão sendo realizadas por meio do endereço eletrônico http://premio2012.integracao.gov.br/home, até o dia 31 de agosto de 2012. Os prêmios serão entregues no dia 5 de dezembro de 2012, em Brasília (DF), pela presidente Dilma Rousseff. Mais informações sobre as categorias e premiações podem ser acessadas no Regulamento do Prêmio, também disponível no site.

Saiba mais – O Ministério da Integração Nacional (MI), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), lançou, em 2009, o Prêmio Nacional de Desenvolvimento Regional Edição 2010: Homenagem a Celso Furtado, como uma das estratégias para estimular o processo de discussão e divulgação da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). A partir da segunda edição, o nome do consagrado economista brasileiro será incorporado permanentemente à denominação do Prêmio que passa a se chamar “Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional”.

Objetivo geral - O objetivo geral do concurso é promover a reflexão, do ponto de vista teórico e prático, acerca  do desenvolvimento regional no Brasil, envolvendo o poder público e a sociedade civil organizada na discussão e na identificação de medidas concretas para a redução das desigualdades de nível de vida entre as regiões brasileiras e a promoção da equidade no acesso a oportunidades de desenvolvimento.

Homenagem - Em 2012, o Prêmio homenageará o professor Rômulo de Almeida, que dedicou sua vida profissional aos seus concidadãos e ao desenvolvimento nacional, sendo responsável nos diversos cargos públicos relevantes que exerceu, por importantes iniciativas de natureza conceitual e executivas viabilizadoras do desenvolvimento do país. Professor em diversas instituições de ensino superior no país, Rômulo elegeu-se deputado federal pela Bahia, em 1954 , e faleceu em 1988 quando ocupava o cargo de diretor de planejamento industrial do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). (Informe OCB)

AGENDA PARLAMENTAR: Retomada da votação da MP que altera o Código Florestal é um dos destaques

No Congresso Nacional, a Comissão Mista destinada a avaliar a Medida Provisória 571/2012, que trata do novo Código Florestal brasileiro, retoma, nesta terça-feira (28/08), a deliberação dos destaques apresentados ao relatório do senador Luiz Henrique (SC). O Sistema OCB apresentou 11 destaques (281-291) à matéria. Depois da deliberação da MPV na Comissão Mista, ela segue para análise dos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Senado Federal - Aguarda deliberação no Plenário da Casa a Medida Provisória 565/2012 (PLV 20/2012), que autoriza o Executivo a criar linhas de crédito especiais para os setores produtivos de municípios com reconhecida situação de calamidade pública ou estado de emergência. O Sistema OCB apoia o texto da matéria. (Blog OCB no Congresso)

 

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CARNES: Japão abre mercado para carne suína de Santa Catarina

O governo japonês anunciou, nesta segunda (27/08), um passo fundamental para a abertura de seu mercado à carne suína de Santa Catarina. O Estado é o único livre de febre aftosa sem vacinação no país. Durante reunião da Comissão de Risco de Sanidade Animal do Ministério da Agricultura, Pesca e Florestas, ocorrida nesta segunda, em Tóquio, concluiu-se o processo de avaliação de risco que poderia representar a importação pelo Japão de carne suína proveniente de Santa Catarina. “A reunião foi pública e as manifestações tranquilas e favoráveis ao interesse do Brasil”,  informa o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto.

Maior importador - O mercado japonês é o maior importador mundial de carne suína. Já em 2013, o Brasil deverá fornecer cerca de 15% das importações do Japão, avalia a Abipecs. Em 2011, o Japão importou cerca de 793 mil toneladas de carne suína, representando cerca de US$ 5,225 bilhões. Os principais fornecedores foram Estados Unidos e Canadá. “A abertura do mercado japonês altera de maneira significativa o futuro do setor de suínos do Brasil. Esse volume, pequeno para o comércio do Japão, altera de maneira significativa o balanço entre oferta e demanda do setor brasileiro”, ressalta Neto.

Volume significativo - Ainda que a participação do Brasil seja pequena nos primeiros anos, representará volume significativo em relação à produção e exportação brasileiras, segundo a associação. Atualmente, o Brasil é o maior exportador de carne de aves in natura congelada para o Japão, com quase 90% de participação. “Não existe motivo para também em carne suína o Brasil não passar a atender volume importante das importações japonesas”, afirma.

Negociação - Concluído processo de avaliação de risco, o próximo passo é negociar o Certificado Sanitário Internacional (CSI), a ser emitido pelas autoridades do Brasil. O CSI acompanhará as remessas, garantindo que os requisitos de sanidade animal da carne suína atendem todas as exigências apresentadas pelas autoridades japonesas durante o processo de aprovação.

Primeira proposta - Na próxima quarta (29/08), os secretários Enio Marques e Célio Porto, de Defesa Agropecuária e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, respectivamente, estarão em Tóquio para apresentar uma primeira proposta de CSI às autoridades do Japão. Na sequência, as autoridades do Japão deverão aprovar uma lista de estabelecimentos de abate que atendem as exigências de saúde pública em relação a higiene e controles laboratoriais. “A etapa aprovada hoje, porém, representa de longe a mais difícil, e avaliamos que o restante deverá ser equacionado muito rapidamente”. (Agência Estado

EXPEDIÇÃO AVICULTURA: Tecnologia reestrutura produção de frango

Expedicao avicultura pintainhos 280812Nas últimas três décadas, a avicultura brasileira se transformou. De uma atividade de subsistência, foi alçada à condição de protagonista e é hoje uma das mais modernas e competitivas do mundo, conferiu a Expedição Avicultura, após rodar o Paraná.

Evolução tecnológica - O avanço ocorreu não apenas devido à ampliação do plantel e do abate de aves, mas à constante evolução tecnológica do setor. O progresso começou com a genética e ‘contaminou’ todo o processo produtivo. Para produzir 13 milhões de toneladas da carne, o setor precisa de menos de um mês. Na década de 70 essa era a produção de um ano todo.

Melhoramento genético - O melhoramento genético após a introdução de linhagens híbridas norte-americanas, ainda na década de 60, trouxe preocupações com a nutrição e o manejo, permitindo melhoras significativas nos principais índices técnicos da atividade, como a conversão alimentar, a idade de abate e o índice de mortalidade. Se há trinta anos uma ave precisava comer dois quilos de ração e demorava quase dois meses para atingir o peso ideal de abate (na época 1,8 kg), hoje é possível produzir um frango de 2,5 quilos em pouco mais de um mês. E com apenas 1,7 quilos de ração.

Integração - Outro diferencial da avicultura brasileira foi a adoção dos chamados sistemas integrados de produção, uma espécie de parceria entre empresa e os produtores, na qual o criador recebe todos os insumos (pintos de um dia, ração, medicamentos e orientação técnica) e se encarrega da criação e engorda das aves até a idade de abate, recebendo como pagamento um valor previamente negociado. O sistema funciona como uma espécie de amortecedor, dando mais segurança ao produtor em momentos de crise.

Década da ambiência - “Nos últimos trinta anos, houve uma evolução muito grande nas áreas de manejo, nutrição, sanidade. Agora estamos na década da ambiência”, considera Rodrigo Rotta, presidente da Granja Real, empresa de Pato Branco (Sudoeste do Paraná) especializada na produção de ovos férteis e pintainhos de um dia.

Bem-estar animal - “Além da sanidade, que é uma obrigação, e da nutrição, o bem-estar animal é um dos pilares mais importantes do tripé responsável pela evolução da avicultura”, reforça o produtor Mércio Francisco Paludo, de Palotina (Oeste). Ele relata que atualmente há uma preocupação muito grande com a temperatura, ventilação, iluminação dos aviários, o número de frangos por galpão, disponibilidade de comedouros e bebedouros, oferta de alimentos, debicagem e acompanhamento sistemático de ganho de peso. “Quem ganha com isso é o consumidor”, conclui.

Desafio - O principal desafio do setor a partir de agora está fora da porteira, considera o presidente da Copacol (Cafelândia), Valter Pitol. “Os Estados Unidos estão colocando o produto deles muito mais barato no mercado. Precisamos pensar em soluções compartilhadas com a iniciativa privada para diminuir os nossos custos logísticos, sob o risco de perdermos mercado”, alerta. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

SECA NOS EUA I: Estados Unidos racionam milho e soja

Seca eua 280812Da redução do milho destinado à produção de etanol à menor oferta de carnes, a estiagem severa obriga os Estados Unidos a racionarem o uso de grãos, pelo menos até a próxima temporada. Autoridades do agronegócio daquele país já confirmam a redução no alojamento de aves e o abate de matrizes na suinocultura, crise que também afeta a bovinocultura, com a falta de pasto e o aumento do custo de produção devido à alta dos grãos.

Milho para combustível - Bill Northey, secretário de Agricultura de Iowa, o estado que mais produz milho e etanol no país, conta que o impacto maior neste momento está na destinação nacional de milho para o combustível. O corte pode ser de até 20%, o equivalente a um volume próximo de 20 milhões de toneladas. No ano passado, as usinas demandaram mais de 90 milhões de toneladas do cereal.

Oportunidade - Para o Brasil, o desabastecimento nos Estados Unidos representa oportunidade de aumento nas exportações de milho, soja e inclusive de etanol. No acumulado de janeiro a julho deste ano, os embarques do cereal com destino aos portos da Costa Leste norte-americana mais que dobraram.

Precipitações - No final de semana, voltou a chover no Meio-Oeste dos Estados Unidos, mas não a tempo de reverter o quadro de quebra acentuada na produção. As precipitações verificadas desde domingo nos principais estados do Corn Belt devem aliviar um pouco a situação da soja, mas quase nada ou muito pouco podem fazer pelo milho. Na medida que a colheita avança, o cereal confirma um revés acima de 100 milhões de toneladas na comparação com o potencial produtivo, inicialmente estimado em 375 milhões de toneladas.

Esperança - Na esperança de reverter parte das perdas na soja, Craig Hill, presidente do Iowa Farm Bureau, esperava chuva em sua propriedade na última sexta-feira. “Se chover esta noite, a soja tem condições de recompor até 10% de seu potencial produtivo. Já no milho a situação está consolidada, com quebra de praticamente 1/3 da produção”, disse Hill. A chuva só chegou domingo, com intensidade, e cobriu todo o território de Iowa e parte dos principais estados que compõe o chamado cinturão do milho. O depoimento de Hill traduz, com precisão, o momento da agricultura dos EUA e resume, de certa forma, o resultado da safra, com números que vão se confirmando conforme as colheitadeiras avançam.

Quebra irreversível - Na avaliação do Iowa Farm Bureau, que congrega 154 mil membros, 50% dos agricultores, é praticamente impossível reverter o quadro de quebra de até 35% no milho. O presidente da entidade reforça, porém, que o cenário para soja é um pouco melhor. A oleaginosa ainda não completou a fase de enchimento de grãos e as chuvas dos últimos dias, assim como as precipitações esperadas para as próximas semanas, têm condições de reverter parte do prejuízo. O potencial comprometido na fase de florescimento, no entanto, é irreversível.

Rendimento - O rendimento do milho em Iowa, segundo Craig, recuou de 176 bushels em 2011 (11 mil quilos por hectare) para uma estimativa entre 110 a 120 bushels/acre em 2012 (6,9 mil a 7,5 mil kg/ha). A soja, numa avaliação anterior às chuvas do final de semana, de 52 bushel/acre (3,5 mil kg/ha) para 40 bushels/acre (2,7 mil kg/ha).

Impacto - O secretário de Agricultura de Iowa, Bill Northey, explica que a seca chegou numa fase crítica de desenvolvimento das lavouras e impediu tanto a recuperação das plantas quanto o replantio das áreas mais afetadas. Em outros anos de estiagens, não tão severas, o replantio contribuiu para amenizar o impacto da quebra. Desta vez, não foi possível lançar mão desse recurso, conta o secretário.

Pior seca - Dale Tutlle, produtor em Indianola, Iowa, lembra que essa é a pior seca dos últimos 35 anos. Com uma média de 180 bushels por acre (11,3 mil quilos por hectare) nas últimas temporadas, ele prevê para este ano no máximo 120 bu/acre (7,5 mil kg/ha). A soja deve recuar de 50 bushels (3,4 mil kg) para 30 bu/acre (2 mil kg/ha).

Regiões mais afetadas - Nas regiões mais afetadas, o milho não alcança padrão de qualidade nem mesmo para a indústria de etanol. “Não vale a pena colher”, explica Matt McGinnis, que só vai colocar a colheitadeira em um de seus campos por conta do seguro. Para registrar o sinistro e receber o prêmio contratado, o agricultor precisa colher a área segurada.

Médias desconhecidas - Como houve áreas privilegiadas pelas chuvas, as médias ainda são desconhecidas. A expectativa agora, principalmente do mercado, é com o próximo relatório do Usda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em 12 de setembro. Até lá, com ou sem chuva, o mercado vai tentar antecipar os números. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

SECA NOS EUA II: Brasil dobra exportações de milho ao maior produtor do mundo

A base é pequena e o destino pontual, mas, no acumulado de janeiro a julho de 2012, o Brasil já elevou em 100% a exportação de milho para os Estados Unidos, o maior produtor do cereal do planeta, na comparação com igual período do ano passado. A evolução foi de 620 mil para 1,32 milhão de toneladas. O cereal segue para estados da Costa Leste, como Carolina do Norte e Virgínia, por exemplo. Alguns analistas acreditam que o milho do Brasil ou de outros países só não chega às usinas do Meio-Oeste por conta do custo logístico, uma vez que o frete interno inviabilizaria a operação.

Comparativo - No ano passado, 75% das exportações de milho do Brasil para os EUA ocorreram nos últimos cinco meses do ano (1,91 milhão de toneladas). Mantida essa proporção, neste ano os embarques podem somar 5,3 milhão de toneladas. Com isso, o país cumpriria a meta de embarcar um total de 14 milhões de toneladas, diante das pouco mais de 10 milhões de toneladas em 2011.

Volume semelhante - Desde 2000, houve registro de volume semelhante apenas uma vez, em 2005, quando 4,88 milhões toneladas de milho deixaram os portos brasileiros com destino aos EUA. Para o secretário de Agricultura de Iowa, Bill Northey, os EUA vão importam não apenas milho. Algumas regiões do país também devem comprar etanol e soja do Brasil, situação considerada incomum. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

ENTREVISTA: Política agrícola regional é nova aposta do Mapa, segundo Mendes Ribeiro

Entrevista Mendes Ribeiro Filho 280812Há um ano no comando de uma das pastas mais importantes e politicamente estratégicas do governo federal, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, driblou as críticas sobre falta de conhecimento técnico na área e lidou com a crise provocada pela seca do último verão na Região Sul. Agora, enfrenta pressão das cadeias das carnes, que pedem apoio para contornarem os custos recordes das commodities agrícolas. Mas seu principal desafio pode estar pela frente. Durante seu segundo ano de gestão, o Brasil deve registrar uma supersafra, o que, em sua avaliação, será suportado pela infraestrutura disponível. Confira os trechos da entrevista concedida pelo ministro por telefone à Gazeta do Povo.

O que o senhor considera que fez de mais importante nesse primeiro ano como ministro e qual sua prioridade daqui para a frente?

A febre aftosa no Paraguai foi uma coisa que se enfrentou com muito cuidado, com muita parceria. Colocamos todos os nossos conhecimentos técnicos à disposição do governo do Paraguai e tínhamos a certeza que aquilo nos credenciava em toda a América do Sul. Não se combate febre aftosa apenas num país, mas sim num continente. A partir desse momento, nós tivemos o mercado externo reconhecendo o tamanho do Brasil. Queremos terminar 2014 com todo o Nordeste brasileiro livre de febre aftosa com vacinação. [Em relação às prioridades], a regionalização é uma coisa que eu tenho certeza que vai marcar o nosso período à frente do Ministério. Terá presente a necessidade de armazenamento, a questão da irrigação, vai olhar pra frente no que diz respeito à política agrícola da região. Isso já está sendo desenhado e tratado.

Como a política de regionalização vai funcionar na prática?

Primeiro, acho uma barbaridade estar levando milho de um lugar para outro no Brasil. Se eu tenho os estados que naturalmente têm déficit de milho, eu tenho que ter parcerias com a iniciativa privada, que deem guarida a essa situação de defasagem. Eu preciso ter produtor fazendo parceria com os estados e a União, no sentido de termos uma política de irrigação compatível com a localidade. A regionalização tem que se materializar através de juros, através de prazos.

Estamos a um mês do início da safra de verão, que deve ser a maior da história, e num momento de conjuntura extremamente favorável ao Brasil. O que o país vai oferecer de novo, no sentido de escoamento da produção?

Nós temos que ver isso em parceria com os estados. Nós temos que ver as estradas vicinais, identificar como auxiliar e os próprios governadores já estão fazendo um diagnóstico dessa situação. Agora, eu preciso examinar os portos e o Brasil está examinando, através de um trabalho comandado pela nossa senadora Gleisi [Hoffmann]. Assim como têm os portos, as hidrovias. No Brasil, junto com as ferrovias, [portos e hidrovias] sempre tiveram um tratamento aquém do que precisavam ter. O que se perde por falta de estrutura, é muito. E a presidenta Dilma [Rousseff] tem consciência disso e quer, de forma clara, atacar esse déficit do país.

O produtor deve contar com a mesma infraestrutura da última safra?

Talvez nós não tenhamos nenhuma ação concreta no que diz respeito à inaugurações de obra. Nós temos algumas que já estão em estado avançado, mas não temos nenhuma concluída até o próximo ano.

Como o Mapa recebeu a reclamação da Aprosoja Brasil sobre o risco de atraso na entrega de fertilizantes?

Nós estamos trabalhando para que isso não aconteça, para que essa situação se normalize. A nossa ministra da Casa Civil [Gleisi Hoffmann] tem trabalhado muito em articulação com todos os órgãos do governo. Nós não vamos permitir que o país conviva com situações como essa. Onde existe qualquer situação diferente, nós recorremos ao governo do estado, assinamos os convênios, para que nada fique em prejuízo do cidadão e do produtor.

O governo está preocupado com esse atraso?

Eu estou achando que isso não vai acontecer. Nós vamos conseguir vencer essa situação que estamos enfrentando. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

EXPOINTER 2012: Embrapa Trigo lança livro e assina convênios com parceiros

A Embrapa Trigo, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, participa da Expointer 2012 – de 25 de agosto a 02 de setembro, em Esteio, RS – apresentando resultados da pesquisa com trigo no Brasil e formalizando ações com instituições parceiras. A Embrapa participa da feira na Casa da Tecnologia do Mapa/Embrapa, próximo à Pista Central.

Foco - Como o foco da Expointer é a agropecuária, a Embrapa Trigo apresenta opções de forragens à base de cereais de inverno, como trigo, triticale, aveia, cevada e centeio, que podem ser utilizados com o duplo propósito, servindo tanto ao forrageamento animal quanto à produção de grãos. As pesquisas são desenvolvidas para aprimorar o sistema de integração lavoura-pecuária, ajudando a definir desde o desenvolvimento de cultivares com ciclo mais longo, até o melhor manejo dos cereais, orientando o momento certo para a entrada e saída dos animais, o planejamento forrageiro mais indicado para cada realidade e a possibilidade de colheita em forma de feno, silagem ou grãos.

Destaque - O destaque é a aveia BRS Centauro, lançada neste ano como uma alternativa às populações de aveia comum, ainda utilizadas em larga escala pelos agricultores na Região Sul. Um case de sucesso na sustentabilidade da produção agropecuária com o uso de cereais de duplo propósito será apresentado na cerimônia de lançamento do programa de Regionalização Territorial do Mapa, que vai contar com o depoimento do produtor de Boa Vista das Missões, Ivonei Librelotto, nesta terça-feira (28/08), às 16h.

Qualidade - No último mês, mais precisamente a partir de 1º de julho de 2012, houve uma mudança nas normas de classificação comercial do trigo brasileiro definidas em portaria do Mapa. A principal mudança na classificação técnica do trigo é o valor mínimo da força de glúten para o enquadramento como trigo pão, que passa de 180 para 220. A indicação do trigo brando deixa de existir com a inclusão do trigo de usos doméstico (W=160), básico (W=100) e outros usos para qualquer valor abaixo de 100. Apesar de já estar em vigor, a regulamentação ainda causa dúvidas no produtor de trigo e continua no desconhecimento da sociedade em geral. O assunto volta a ser pauta da Reunião da Câmara Setorial de Culturas de Inverno, coordenada pelo Mapa, que reúne representantes dos diversos segmentos da cadeia produtivo do trigo no país. O encontro está marcado para às 14h do dia 29/08, no auditório do Mapa.

Parcerias - No dia 29, durante o lançamento de tecnologias da Embrapa na Expointer, a Embrapa Trigo assina dois convênios com parceiros da pesquisa com cereais de inverno. Com a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária - Fepagro - será assinado um contrato de parceria que estabelece condições para o desenvolvimento e o lançamento conjunto de cultivares de trigo. Com a Secretaria de Segurança Pública do RS acontece a assinatura de um protocolo de intenções que vai formalizar o desenvolvimento de pastagens e manutenção da área na Fazenda da Brigada em Passo Fundo, junto ao Centro de Instrução Militar do 3° Regimento de Polícia Montada, com vistas a proporcionar maior qualidade na alimentação e bem estar aos cavalos destinados ao policiamento montado. (Mapa)

INFRAESTRUTURA: Navios abrem mão de atracar no Porto de Paranaguá por falta de carga

infraestrutura 28 08 2012Uma situação atípica vem contribuindo para que a fila de navios que aguardam para atracar no Porto de Paranaguá mantenha-se elevada. Embarcações que estão aguardando para atracar no corredor de exportação estão abrindo mão da vez de atracar por falta de carga. O problema começou a se intensificar na semana passada e persiste.

Decisão - Nesta segunda-feira (27/08), durante a reunião de atracação, foi decidido atracar um navio que tinha apenas 30% da carga disponível sob condição de ser desatracado assim que terminar de carregar e entrar novamente na espera até que o restante da sua carga chegue à cidade.

Fila abstrata - “Os navios vêm a Paranaguá sem estar com a carga negociada porque eles preferem posicionar aqui o navio e esperar a chance de embarcar. Isso explica que esta fila é abstrata: o navio está aqui, mas não tem carga para embarcar. O fato de termos 33 navios aguardando não significa incompetência na nossa operação e esta situação comprova isso”, afirma o superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino.

Navios aguardando - Há cerca de 20 dias, existiam 147 navios aguardando para atracar em Paranaguá. Hoje, são 98. Segundo Dividino, com o tempo bom e as medidas tomadas pela administração para agilizar a operação, diminuiu o tempo de espera dos navios ao largo e foi possível identificar quem está na fila sem ter a carga ainda negociada.  Da última quarta-feira (22/08), até esta segunda-feira (27/08), 21 navios abriram mão da vez de atracação no Corredor de Exportação por não terem carga suficiente para embarcar. Com o tempo bom, o Corredor de Exportação embarca diariamente entre 60 e 80 mil toneladas, podendo chegar a uma capacidade máxima de escoamento de 100 mil toneladas por dia.

Reunião - Na reunião de atracação realizada na última sexta-feira (24/08), duas embarcações abriram mão da sua vez de atracar por falta de cargas. No dia 23, foram chamados quatro navios para que três aceitassem atracar e no dia 22, a situação foi ainda mais grave: 15 navios abriram mão de atracar em Paranaguá por falta de carga consolidada. Nesta segunda-feira (27/08), estavam disponíveis nos armazéns que compõem o corredor de exportação 445 mil toneladas de grãos – sendo a maior parte deles composta pelo milho que está no pico do escoamento atualmente. (Assessoria de Imprensa da Appa)

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança tem superávit de US$ 392 milhões na quarta semana de agosto

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 392 milhões na quarta semana de agosto, informou nesta segunda-feira (27/08) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O saldo positivo resulta da diferença entre US$ 4,804 bilhões em exportações e US$ 4,412 bilhões em importações.

Acumulado do mês - No acumulado do mês, o saldo da balança comercial é positivo em US$ 2,522 bilhões. Já no ano o resultado das transações comerciais brasileiras é superavitário em US$ 12,467 bilhões. No mesmo período do ano passado o saldo da balança comercial era positivo em US$ 19,229 bilhões.

Média diária - A média diária de US$ 975,2 milhões nas exportações até a quarta semana de agosto é 14,3% inferior à média diária de US$ 1,137 bilhão dos embarques realizados em agosto de 2011. A diminuição nas três categorias é a causa apontada para a queda na média diária no acumulado de agosto de 2012, quando comparado com o mês inteiro em 2011.

Produtos básicos - Os produtos básicos recuaram 13%, dos US$ 555,1milhões da média diária de agosto de 2011 para US$ 483,2 milhões no acumulado do mesmo mês deste ano, por causa, principalmente, de minério de ferro; café em grão; soja em grão; carne de frango; e algodão em bruto.

Semimanufaturados - Para os semimanufaturados a média caiu 27,9% na mesma comparação, passando de US$ 171,1 milhões em agosto de 2011 para US$ 123,4 milhões nas quatro primeiras semanas deste mês. O resultado se deve à retração das vendas de ouro em forma semimanufaturada; ferro fundido; açúcar em bruto; semimanufaturados de ferro/aço; celulose; e alumínio em bruto.

Manufaturados - As exportações de manufaturados encolheram 10% na comparação da média diária acumulada neste mês (US$ 350,1 milhões) com agosto de 2011 (US$ 389,1milhões). Os principais responsáveis pela queda foram açúcar refinado; automóveis de passageiros; máquinas para terraplenagem; partes de motores de veículos automóveis; motores para veículos automóveis; veículos de carga; e aviões.

Importações - As importações diminuíram 13,7% nas quatro primeiras semanas de agosto de 2012, com média diária de US$ 835,1 milhões, ante US$ 968,1 milhões em todo o mês de agosto de 2011. No comparativo, diminuíram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-47,6%); instrumentos de ótica e precisão (-16,6%); borracha e obras (-14,1%); equipamentos mecânicos (-13,6%); produtos farmacêuticos (-11,3%); e plásticos e obras (-10,5%). (Valor Econômico)

GOVERNO FEDERAL: Dilma deve sancionar a Lei do Bem na semana que vem, diz ministro

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta segunda-feira (27/08), após participar de almoço com empresários em São Paulo, que não há demora na sanção da chamada Lei do Bem pela presidente Dilma Rousseff. A lei prevê desoneração de impostos federais para produtos e processos que tragam inovação.

Sinal analógico - Bernardo também afirmou que o governo deve flexibilizar o encerramento do sinal analógico, que será “apagado” inicialmente somente em alguns locais. "Pode ocorrer em 2013 em algumas cidades, em 2014 em outras e assim por diante", afirmou. O ministro disse que o sinal não terá totalmente desligado em 2016, caso muitas famílias estejam utilizando o sistema analógico. O governo estabeleceu prazo até 2016 para que haja a implementação da TV digital no país e o consequente desligamento do sinal analógico.

Aparelhos receptores - A fim de incentivar o segmento digital no país, Bernardo afirmou que o governo estuda desonerar a produção de aparelhos e receptores de TV digital. Também afirmou que as conexões de internet e de telefone na área rural serão desoneradas. Segundo contas de Bernardo, hoje os impostos chegam a 36% do preço pago na conta de telefone, sendo que 30% seriam de impostos estaduais.

 Desonerações na banda larga - Segundo o ministro, a desoneração de impostos federais para construção de redes de banda larga já deverá ocorrer juntamente com a Lei do Bem. “Vamos baratear a construção de torres e possibilitar a expansão da rede por preço menor.” E lembrou que o setor que avança mais rapidamente no número de conexões de internet é o de tecnologia móvel. “A infraestrutura é mais barata e é mais barata para o consumidor também.” (Valor Econômico)


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